quinta-feira, 24 de outubro de 2013
O SERVIÇO SOCIAL E O SISTEMA PÚBLICO DE ENSINO EM MIINAS GERAIS
O SERVIÇO SOCIAL E O SISTEMA PÚBLICO DE ENSINO EM MIINAS GERAIS
Um estudo sobre esta realidade
Thaís Silveira
Resumo
Este estudo visa contribuir com o debate sobre a inserção do Serviço Social na escola. Apresenta uma síntese da pesquisa realizada na Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade no ano de 2012 sobre a importância do Serviço Social no espaço escolar, na percepção dos professores. Realiza uma discussão sobre a educação como fator fundamental para garantir um desenvolvimento duradouro e sustentável de qualquer cidadão, capaz de promover a inclusão social e o pleno exercício da cidadania. Demonstra uma reflexão da Lei Estadual 16683 de 2007 Leis, que dispõe sobre a inserção de Assistentes Sociais nas escolas públicas. Os métodos desta pesquisa foram qualitativos e quantitativos, através de entrevista estruturada e semi estruturada. Os resultados evidenciaram a necessidade da inserção do Assistente Social na educação, pois no cotidiano escolar ocorrem expressões da questão social cuja complexidade de demandas o conhecimento
Pedagógico não consegue atender. Nesse contexto, o Assistente Social é o profissional que poderia contribuir com as ações que possibilita a educação como uma prática de social.
ABSTRACT
this study aims to contribute to the debate on the inclusion of Social Work at the school. Presents a summary of the research conducted at the Municipal School Anísio Acelino de Andrade in 2012 about the importance of Social Work in the school, the teachers' perception. Performs a discussion on education as a key factor for ensuring a lasting and sustainable development of all citizens, able to promote social inclusion and full citizenship. Demonstrates a reflection of the State Law 16683 2007 Act, which provides for the inclusion of social workers in the public schools. The methods of this research were qualitative and quantitative means of structured and semi -structured interview. The results showed the necessity of inclusion of the social worker in education as the school routine occur expressions of social issues whose complexity demands knowledge
teaching can not meet. In this context, the social worker is a professional who could contribute to the actions that enable education as a social practice.
Palavras chave: Serviço Social. Educação. Inclusão Social.
1. INTRODUÇÃO
Nas últimas décadas a sociedade capitalista presencia uma nova dinâmica na busca de sua supremacia sobre o trabalho. Assim, o capital estabelece que deva ocorrer um processo de reestruturação constante de toda estrutura social. Este fator provoca um intenso movimento de mudanças, que guardam especificidades, quais sejam: a reconfiguração do papel do Estado, a intensificação da globalização, a transnacionalização do capital, o acirramento das políticas neoliberais, a ascensão do modelo de acumulação flexível, tendo como expoente o padrão toyotista de produção, a reestruturação produtiva das empresas, o novo papel da educação, dentre outros fatores, todos ajustados de acordo com as necessidades do mercado.
O sistema educacional no Brasil também sofreu grandes mudanças ao longo da história.
Destaca-se a década de 1990, quando a crise neste sistema levou diversos países a refletirem sobre a importância da educação para o desenvolvimento de um Estado, sendo que os países da América Latina e Caribe organizaram-se em encontros mundiais que visavam discutir
Sobre a educação e superar a crise educacional. Os principais encontros foram a Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos, realizado em 1990 na Tailândia e a Declaração de Nova Delhi, de 1993, manifesto de um evento promovido na Índia.
O resultado dos referidos debates se configuraram, em nível internacional, na Declaração Mundial de Educação para Todos e, em nível nacional, na elaboração dos Planos Decenais de Educação e de Projetos educacionais, a exemplo da Gerência da Qualidade Total na Educação (GQTE) e do Projeto Qualidade na Educação Básica em Minas Gerais (Pro Qualidade). Os referidos projetos utilizaram como modelo de gestão para as escolas públicas o mesmo
Adotado pelas empresas e também estabeleceram parcerias entre escola e empresa. O que se evidenciou foi a adoção de medidas neoliberal tais como: privatização, descentralização, focalização, parcerias, integração com a rede privada, financiamento junto a organismos multilaterais e outros.
A educação pública é uma função do Estado e indubitavelmente está inserida no contexto histórico, político e econômico. A escola que nos é fornecida é a escola que o Estado quer oferecer. Isso é resultado de uma ideologia de dominação capitalista com o propósito de manter a ordem social e o controle absoluto. O poder que uma classe dominante exerce sobre outra é caracterizado pela estratificação social e o que as diferencia é a posse dos diferentes tipos de capital.
Para Frigoto (1998), “o papel da educação na ideologia capitalista atual, expressado
“Pelo conceito de empregabilidade, é produzir um ‘cidadão mínimo’”, carente de uma análise crítica da realidade. A mídia realiza, nesse contexto, o papel que consiste em “fazer adormecer” e aceitar passivamente a realidade que está posta. Assim, para o autor, o sistema capitalista é destrutivo e precisa ser substituído por um sistema mais humano.
De acordo com Gentili (1998, p.83): Educados num sistema escolar pulverizado e segmentado, coabitado por circuitos educacionais de oportunidades e qualidades diversas; oportunidades e qualidades que mudam conforme a condição social dos assuntos e os recursos econômicos que eles têm para acessar a privilegiada esfera dos direitos da cidadania.
Com esse pensamento ressaltam-se as desigualdades existentes nos espaços escolares, bem como os impactos que geram na promoção da política educacional. O espaço escolar é resultado de um processo dinâmico de uma rede de relações, da forma como o Estado atua por meio das políticas públicas e de como as diversas classes sociais exercem o controle social no poder político.
Segundo Kuenzer (2000, p. 4):
Esta necessidade se reforça pela ambiguidade, típica das ideologias, que tem revestido esta discussão no campo da educação; há os que negam a categoria pura e simplesmente, fechando os olhos para a nova realidade do trabalho; há os que comemoram seu caráter emancipatório, sem aprofundar as contradições inerentes ao trabalho no capitalismo; e há os que simplesmente aderem.
Com isso, entende-se que o processo educacional está permeado de entendimentos diversos, o que corrobora para uma tímida evolução. De acordo com Piletti (1994, p. 49) o processo realizado nas escolas é denominado como educação formal, cujo “objetivos, conteúdos e meios são previamente traçados”. Com isso, o espaço escolar é permeado de significados compartilhados e expressos nas práticas sociais, o que explica, de certa forma, o descaso que permeia muitos espaços escolares públicos, destinados aos segmentos sociais que tem pouco poder de reivindicação.
O processo educacional está repleto de dúvidas, entretanto é preciso ter clareza que a educação tem um caráter social e político pautado na busca da transformação social da sociedade. Um dos seus grandes objetivos é capacitar o educando para refletir criticamente acerca dos diferentes problemas sociais. Portanto, faz se necessário um reordenamento sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas para contribuir no enfrentamento das problemáticas, sejam por meio de medidas preventivas, projetos, propostas ou alternativas.
Segundo Rios (2006, p. 69):
Certas circunstâncias exigem de nós determinadas posturas, e não podemos nos recusar a assumi-las, porque se impõem como necessárias. O educador exigente não se contentará com pouco, não procurará o fácil: sua formação deverá ser a formação de um intelectual atuante no processo de transformação de um sistema autoritário e repressivo; o rigor será uma exigência para sua prática, contra um laissez-faire que se identifica com o espontaneísmo.
Com isso, o combate aos problemas sociais nas escolas implica um trabalho qualificado em conjunto: escola, família e Estado. O que precisa ficar claro em relação às problemáticas dentro da instituição de ensino é que elas não são produzidas propriamente dentro dos muros das escolas, mas na sociedade. São frutos de um sistema não inclusivo, que visa apenas o fortalecimento da economia. Diante disso, não pode ser abordada somente nas escolas.
Os problemas sociais das instituições de ensino devem ser relacionados com as causas estruturais que os produzem e, se assim não forem, não serão resolvidos, se tratando somente de ações paliativas e imediatistas. Um aspecto importante a ser observado, no que concerne à complexidade dos problemas sociais no ambiente escolar, é a ausência de articulação das instituições públicas, conforme explica Sposito (2001. p. 99):
[...] a ausência de um dispositivo institucional democrático no interior de algumas instituições públicas (...) articulada à fraca presença estatal na oferta de serviços públicos de natureza social destinado aos setores pobres – é um fator a ser considerado na intensificação das práticas violentas nos bairros e escola.
Observa-se que o processo de transição democrática ampliou a demanda, mas a expansão do ensino ocorreu de forma precária, sem investimentos expressivos nas escolas, bem como ausência de formação de professores e de projetos educativos que dessem conta dessa nova realidade escolar. Reitera-se que a presença do Estado na política de ensino acontece de forma desinteressada e residual.
Um dos problemas sociais de grande complexidade é a violência nas escolas. Não é uma questão nova, nem de fácil solução, podendo ser abordada em três dimensões diferentes: violência dentro da escola, a violência em torno da escola e a violência da escola. Essa violência tem aumentado de forma assustadora em nossa sociedade e ultrapassado as instâncias socioeconômicas. Instaurando-se nas escolas como um fenômeno crescente, ela altera o comportamento dos jovens que expressam, assim, a sua frustração sobre a família, o trabalho, a escola e a comunidade. A escola, antes considerada como um ambiente propício à aprendizagem e ao crescimento social e afetivo, na atualidade passa a ser descrita como um espaço de violências e angústias, o que gera crescente sentimento de insegurança, impotência, medo e desânimo. Sobre a escola recaem as ausências das instituições e das políticas públicas em saúde, segurança, trabalho, esporte, cultura e promoção da transformação social. A política de ensino é tratada isoladamente no espaço da instituição de ensino.
A violência escolar tem se constituído, nos últimos anos, em um problema social e amplamente divulgado e explorado pelos meios de comunicação principalmente o bullying1, que era considerado como brincadeira. Este fenômeno, que possui determinações complexas, tem colocado em xeque a relação professor-aluno.
Neste contexto emerge a problemática desta pesquisa, que é refletir sobre a Lei Estadual 16683 de 2007 e a Lei Municipal 7961 de março de 2002, que dispõem sobre a inserção de Assistentes Sociais nas escolas públicas.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 O SERVIÇO SOCIAL E A INTERFACE COM A EDUCAÇÃO
A exemplo das demais áreas da vida social humana, a educação encontra-se passível das demais normas instituídas pelo sistema legal do Estado. A educação também está inserida no contexto mundial dos direitos aos cidadãos, como podemos observar nos principais documentos e declarações emitidos tanto em nosso país, ou através de organismos internacionais. Contudo, ao se discutir educação no Brasil, deve se considerar as diversidades regionais, as situações econômicas, sociais e culturais em que as escolas estão inseridas, pois o país possui dimensões continentais.
Segundo Mello (2005, p. 175):
Esse pequeno sistema social que chamamos escola, apesar das normativas homogêneas dos sistemas de ensino e de uma aparência uniforme aos olhos mais desavisados, desenvolve seu próprio conjunto de normas e valores e, principalmente, sua própria cultura. Não se trata de tomar as escolas como instituições isoladas do contexto social. Muito ao contrário, os valores da sociedade constituem a matriz da cultura escolar.
Um dos desafios das escolas na atualidade é realizar uma articulação do conteúdo escolar trabalhado com a realidade social dos alunos, considerando seus direitos e deveres preconizados na Constituição Federal de 1988 (CF), Lei no 8069 de 13/07/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei no 9394 de 20/12/1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Desta forma, se alinham em um amplo projeto normativo, com o objetivo de propiciar o bem estar social, consequência da formação da consciência cidadã e da construção de conhecimentos específicos sobre os direitos e deveres do cidadão, a LDB é resultado de um longo embate que se iniciou em 1948, ou seja, somente após 48 anos de retrocesso é que ocorreu a sua promulgação. Juntos esses documentos normativos tornam-se mecanismos legais, criando pontes entre a escola pública e todos os brasileiros.
No Estado de Minas Gerais, a Lei no16. 683 de 10/01/2007 dispõe sobre a Introdução de Assistentes Sociais nas escolas da rede pública de ensino do Estado. A referida Lei tem como objetivo o acompanhamento social nas escolas públicas estaduais, vinculadas a programas de atenção aos alunos com necessidades especiais e aos jovens em situação de vulnerabilidade social, em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A analise da aplicabilidade da referida Lei é de fundamental importância para se compreender a função social do profissional do Serviço Social no espaço escolar, em relação às ações de luta pela conquista da cidadania, através da busca dos direitos sociais e políticas públicas. Neste contexto, o Serviço Social é inserido como profissão, tendo como objeto as expressões da questão social, que se fundamenta na contradição capital/trabalho. As desigualdades sociais são advindas deste confronto tenso.
Segundo Lamamoto (2008, p. 54)
Esse, como profissão, tem uma necessária dimensão política por estar imbricado com as relações de poder da sociedade. O Serviço Social dispõe de um caráter contraditório que não deriva dele próprio, mas do caráter mesmo das relações sociais que presidem a sociedade capitalista. Nesta sociedade, o Serviço Social inscreve-se em um campo minado por interesses sociais antagônicos, isto é, interesses de classes distintos e em luta na sociedade.
Neste sentido, o profissional do Serviço Social deve atuar em uma perspectiva crítica da realidade, com compreensão dos fundamentos teórico-metodológicos e técnico-operativos.
Suas ações devem ser orientadas pelas demandas dos setores populares e voltadas para o compromisso com a justiça social e a contínua busca de maximizar o acesso dos indivíduos aos direitos sociais em uma visão de totalidade.
Segundo o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), os problemas sociais a serem trabalhados pelo assistente social na área de educação são:
1. Evasão escolar;
2. Desinteresse pelo aprendizado;
3. Problemas com disciplina;
4. Insubordinação a qualquer limite ou regra escolar;
5. Vulnerabilidade às drogas;
6. Atitudes e comportamentos agressivos e violentos (CFESS, 2001, p.23).
Os estudos de Almeida (2003, p. 74) relatam sobre a atuação do Assistente Social e sua contribuição para o contexto educacional.
O campo educacional torna-se para o assistente social hoje não apenas um futuro campo de trabalho, mas sim um componente concreto do seu trabalho em diferentes áreas de atuação que precisa ser desvelado, visto que encerra a possibilidade de uma ampliação teórica, política, instrumental da sua própria atuação profissional e de sua vinculação às lutas sociais que expressam na esfera da cultura e do trabalho, centrais nesta passagem de milênio.
A intervenção do Serviço Social situa-se numa perspectiva crítica e participativa na busca da transformação social, assim, segundo Novais (2001, p. 13), o profissional do Serviço Social deverá por meio de sua intervenção desenvolver as seguintes atividades:
• Pesquisa de natureza sócio-econômica e familiar para a caracterização da população escolar;
• Elaboração e execução de programas de orientação sócio-familiar, visando prevenir a evasão escolar e melhor o desempenho e rendimento do aluno e sua formação para o exercício da cidadania;
• Participação, em equipe multidisciplinar, da elaboração de programas que visem prevenir a violência; o uso de drogas e o alcoolismo, bem como visem prestar esclarecimento e informações sobre doenças infecto-contagiosas e demais questões de saúde pública;
• Articulação com instituições públicas, privadas, assistenciais e organizações comunitárias locais, com vistas ao encaminhamento de pais e alunos para atendimento de suas necessidades;
• Somente com o objetivo de ampliar o conhecimento acerca da realidade sócio familiar do aluno, de forma a possibilitar assisti-lo e encaminhá-lo adequadamente;
• Elaboração e desenvolvimento de programas específicos nas escolas onde existem classes especiais;
• Empreender e executar as demais atividades pertinentes ao Serviço Social, previstas pelos artigos 4º e 5º da lei 8662/93.
A atuação do Serviço Social na instituição escolar terá como grande desafio, o trabalho interdisciplinar, além de atuar nas várias facetas sociais cotidianas que estão expressas tanto nas relações externas, como a família e a sociedade, quanto nas relações internas que compõem o espaço educacional.
A interdisciplinaridade possibilita a potencialização do aprendizado e propicia aos educadores uma maior interação com os alunos. As reconfigurações contínuas da sociedade fazem com que os profissionais sejam flexíveis, criativos e saibam trabalhar em grupo. Estas competências devem fazer parte das práticas dos profissionais envolvidos no processo pedagógico das instituições de ensino.
Segundo Sá (1986, p. 60):
É de conhecimento dos diversos grupos e dos movimentos sociais que surgem as possibilidades de transformação. Hoje, são inúmeros os que repensam a vida cotidiana de forma coletiva, buscando construir, através da prática, caminhos que demonstram o dinamismo da sociedade; que os problemas estão em questão e deles novas dimensões poderão surgir.
Com isso, percebe-se o surgimento de ações coletivas voltadas para a resolução de determinadas situações dentro de diversas instituições. Estas ações correspondem à construção de um novo cotidiano envolvendo profissionais e o cidadão dentro de um mesmo espaço institucional.
Compreende-se que a atuação do profissional do Serviço Social não deve estar voltada para uma única deficiência, deve se voltar para as várias necessidades da sociedade. Assim, para que a intervenção do Assistente Social contribua para a maximização da política educacional precisa ser atuante e relacionada com as dimensões estruturais e conjunturais da realidade na sua totalidade.
2.2. O SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO EM VIEIRAS
A cidade de Vieiras localiza-se na Região da Zona da Mata do Estado de Minas Gerais, na Região Sudeste do Brasil e se constitui em uma área de mais de 4.000 Km2. Possui uma população estimada aproximadamente de cinco mil habitantes. A cidade possui 03 escolas municipais para o atendimento da educação infantil e Ensino Fundamental, sendo que 01 destas é escola do Campo e outra localizada no distrito de Santo Antônio do Glória atende também a Educação infantil e Ensino Fundamental, e 01 escola Estadual para atendimento de Ensino médio, esta última tem um segundo endereço no distrito de Santo Antônio do Glória, com a mesma finalidade.
Segundo a Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996:
Art. 1º- a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
Para atender os princípios regidos pela Lei de Diretrizes e Bases institui-se na cidade Vieiras Salas de Recurso a fim de atender demanda de necessidades especiais. E profissionais do Serviço Social, psicólogo do CRAS, trabalham em conjunto com a Secretaria de Educação e Saúde para tentar sanar tais dificuldades dos profissionais da Educação.
O Serviço Social atua nas relações sociais e nas expressões da questão social assim, sua prática socioeducativa constitui o eixo básico de sua intervenção. O entendimento da necessidade de inserção do Serviço Social na política de educação ocorre devido à contínua mudança que no espaço escolar.
3. A ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
A Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade, está localizada à Rua da Ladeira, nº 08, Centro no distrito de Santo Antônio do Glória, Município de Vieiras, atende 200 alunos, distribuídos em 12 salas de aula para atender seus alunos, possui rampas de acesso as salas, mas ainda falta muito em sua estrutura física para Atendimento Educacional especializado. Nela trabalham 30 profissionais, sendo uma diretora, uma vice-diretoras, 03 pedagogos, 17 professores, sendo que 01 deles atua na sala de informática e outro atende ao PIP, 09 auxiliares de serviços gerais e merendeiras, 01 secretaria, Consta no trabalho pedagógico da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade os seguintes projetos: “Matemática e Vida”, “Reciclar: uma questão social”, “Ciranda de Livros”, “Biblioteca Ativa”, “Dança na Escola” Apoio Pedagógico ao Aluno”, “Prevenção ao uso indevido de drogas", "Revivendo o lugar onde vivo através das Histórias recontadas pela Melhor Idade” “Incluindo portadores de necessidades especiais", “Folclore”, “Interclasses: da atividade física para a interação social”, "Preservando o meio ambiente", "Projetos de Leitura”, "Educação de alunos com problemas de aprendizagem: limites e perspectivas”, “Trabalhando as diferenças numa proposta inclusivista", “Capoeirança”,
“Agente de Educação em Saúde Escolar”, “Professor Brilhante, Aluno Radiante”...
A escola foi inaugurada em 03 de novembro de 1912 e recebeu este nome em homenagem a cidadão local que muito lutou para que a educação aqui chegasse. Oferece A Educação infantil de quatro e cinco anos e os 09 (nove) anos iniciais da educação básica, o ensino fundamental composto do 1º ao 9º ano em três turnos de trabalho, matutino (07:00 -11:30), vespertino (12:00 - 16:30) e noturno (18:35 - 22:35) sendo que no noturno atende a EJA (Educação de Jovens e Adultos) do 6º ao 9º ano.
Tendo em vista os fins da educação nacional e os objetivos gerais do ensino fundamental, a Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade se propõe a alcançar os seguintes objetivos. Conforme consta no Regimento Interno (2010):
- A formação de cidadãos com consciência social, crítica, solidária, democrática, que educando inclusive o portador de necessidades especiais, gradativamente, perceberá o seu papel como agente do processo de construção do conhecimento e de transformação das relações sociais, através da ampliação de suas experiências e vivências, da sua relação com o saber organizado e da relação da teoria com a prática, respeitando as especificidades da modalidade de ensino “Ensino Fundamental Regular;
- Minimizar o índice de reprovação e elevar o nível médio de aprendizagem dos alunos do 1º ao 9º ano, no prazo de 02 anos;
- Programar ações que visam à redução do índice da evasão;
- Ampliar o acervo bibliográfico existente na escola, para consulta e pesquisa feita pelos alunos e professores deste estabelecimento de ensino;
- Implementar um trabalho voltado para a democratização do ensino, de forma que ação de autoritarismo não tenha espaço no interior desta escola;
- Promover cursos de matemática e de língua portuguesa para os professores de 1ª a 5ªanos e de cada disciplina específica de 6ª a 9ª ano.
Os projetos pedagógicos desenvolvidos na Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade, visam cumprir o que preconiza a Lei Orgânica do Município de Vieiras de uma educação integral ao aluno.
3.1 DISCUSSÃO E ANÁLISE DOS DADOS
Neste tópico serão discutidos e analisados os aspectos centrais dos depoimentos dos professores da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade, sobre a importância do Assistente Social na educação, bem como seu conhecimento a cerca da Lei Estadual 16683 de2007 no espaço escolar.
A pesquisa foi realizada com (50%) dos professores efetivos da instituição que se dispuseram em participar da pesquisa. Os professores contratados foram excluídos da pesquisa, uma vez que dizem não poderem se envolver com estes questionamentos por serem contratados demonstrando assim pouca preocupação com as problemáticas vividas na sala de aula.
A entrevista foi realizada no período de 03 de setembro a 02 de outubro de 2012 no espaço da instituição, no horário disponível de cada professor.
Referente ao tempo de atuação dos professores na instituição observou que (59%) dos profissionais possuem menos de três a oito anos de trabalho e apenas (41%) trabalham de 13 a 25 anos.
Segundo os entrevistados, em março de 2007 ocorreu à nomeação do último concurso público, o que explica o número expressivo dos profissionais com contratados na instituição. Quanto à carga horária (80%) dos entrevistados trabalham oito horas dia e 20% em um turno. Essa elevada carga horária semanal de oitenta por cento dos funcionários demonstra a necessidade financeira, visto que é pouco valorizado o trabalho do educador.
Quanto à escolaridade observou-se que 46% (quarenta e seis por cento) possuem curso de especialização, e além de um faixa de 27% (vinte e sete por cento) possuem graduação.
. Os dados revelam a busca constante pela qualificação profissional com o propósito de buscar melhoria na qualidade de vida e também nas relações internas e externas a escola. A apropriação do conhecimento faz com que o profissional tenha melhor compreensão da realidade e trabalhe as mediações dos conflitos de forma mais assertiva e eficaz.
Quanto à inserção do Assistente Social no quadro de profissionais da educação, os depoimentos dos entrevistados revelam que é positiva.
O Assistente Social poderá ser uma ponte entre o aluno e a escola. Será um canal rico de informações relevantes para a concretização da proposta pedagógica que é a formação para o exercício da cidadania.
(Entrevistada - A1) Considero importantíssimo, pois todos os dias os alunos trazem problemas como separação dos pais, gravidez, uso de drogas, brigas com pais ou irmãos, que não sabemos o que fazer ou mesmo o que falar para eles para amenizar. Esses problemas fazem que com o rendimento escolar tenha uma perda grande. O assistente social facilitaria a diminuição desses impactos na sala de aula.
(Entrevistada – A3) Percebo que muitas vezes não estamos preparados para lidar com as adversidades trazidas para dentro de nossas salas. Muitas vezes vemos o aluno como um marginal em potencial, porque dentro da sala de aula se comportou de uma maneira diferente da nossa, ou fez alguma grosseria com o colega ou alguma ameaça a nós. Não estamos preparados para lidar com os vocabulários que eles usam, e acabamos por formatá-los. O Assistente social nos ajudará a compreender e aceitar o que ainda não temos sensibilidade para enxergar que a contexto de realidade em que vive esse aluno.
(Entrevistado - A5) Acredito que o assistente social vai agregar muito à equipe pedagógica, pois tem uma visão diferente do professor, consegue enxergar além do que somos capazes.
(Entrevistado A-10) Considero que irá propiciar o trabalho interdisciplinar, pois minha disciplina não é única, ela depende de outras disciplinas. Muitas vezes o conteúdo de certa disciplina ao ser passado sozinho, pode ser desinteressante, mas se associada a outras disciplinas, pode torna se interessante e o nível de aprendizagem aumenta.
Nesta perspectiva a interface entre o Serviço Social e a escola constitui como uma forma bastante positiva e relevante na construção e efetivação da política educacional. O Assistente Social será o elo entre o aluno, o corpo docente e a instituição. Nesse sentido, Almeida (2003) esclarece que o ambiente escolar é para o Assistente Social um componente concreto de seu trabalho e que deve ser desvelado. E, ainda nos estudos de Sá (1986) sobre a interdisciplinaridade, que afirma sobre a interação dos saberes na busca da emancipação de cidadãos.
Quanto aos problemas sociais no cotidiano escolar na atualidade, identifica-se nas falas dos professores, que o cotidiano escolar está permeado de expressões da questão social e que um único saber não consegue administrar sozinho.
A escola muitas vezes é local de desabafo dos alunos, precocidade sexual, falta de apoio familiar, falta de referencias, todas essas problemáticas refletem diretamente no processo de aprendizagem.
(Entrevistado - A4) Muita gente não enxerga a escola como função social. Falta o conhecimento das pessoas em relação ao verdadeiro papel da escola.
(Entrevistado - A2) A responsabilidade da família de educar está sendo transferida para a escola.
Não existe contrapartida da família no processo de educar. Delegam a responsabilidade para a escola. Os métodos pedagógicos não estão tratando efetivamente, os métodos precisam ser extra-escolar.
(Entrevistado A-11) O trabalho de atividades socioeducativas, deve ser trabalhado fora da escola para ter um resultado mais positivo nas soluções das questões que aparecem no cotidiano escolar, e que a escola não está preparada para resolver sozinha.
O cotidiano escolar é um campo muito vasto para intervenções preventivas relacionadas ao universo infanto-juvenil como a sexualidade precoce, drogas, violências, discriminações, exclusão, adolescentes em conflito com a lei, crianças e adolescentes que sofrem algum risco pessoal ou social, são intervenções que englobam a família, a escola, a sociedade e o Estado.
Esse universo de complexas expressões sociais, não pode continuar sendo visto como uma rotina natural. Portanto, para que esta intervenção contribua no processo educacional, é preciso que seja inclusiva e baseada na totalidade do contexto social em que está inserido o aluno.
Quanto à tratativa da instituição em relação aos problemas sociais, os métodos pedagógicos segundo os depoimentos não conseguem atingir a totalidade da situação problema na escola, utiliza às vezes medidas paliativas e imediatistas.
Projetos existem, porém somente no âmbito da escola, não saem para além desses muros. A escola trata o efeito, mas não trata a causa, os problemas não estão aqui dentro e sim lá fora, onde os projetos não alcançam.
(Entrevistada A-8) A escola busca amenizar os problemas, promover a auto-estima dos alunos, a escola busca atender primeiramente os alunos e os professores, sempre ficam no segundo momento, isso faz com que a nossa auto-estima cada vez mais diminua. Os problemas não são somente com os alunos, são conosco também.
(Entrevistada - A7) Percebe-se que a tratativa na busca de resolução das problemáticas não deve ser direcionada somente aos alunos. Os professores ao longo do tempo sofrem com a precarização salarial, a falta de reconhecimento profissional, entre outras questões, e isso faz com que seja um agravante significativo no processo de construção de uma cidadania emancipada.
Quanto ao conhecimento sobre a Lei Estadual 16683/2007 e a Lei Municipal que dispõe sobre a inserção do Assistente Social nas escolas públicas, 90% (noventa por cento) dos entrevistados disseram não ter conhecimento sobre as mesmas. Observa-se que não existe divulgação das referidas Leis e que o poder público municipal ao cumprir a determinação do Ministério Público na implantação do Serviço Social, o fez no sentido apenas de “obediência” e não interessado, de fato, em efetivar o referido trabalho. Observa-se, ainda, a necessidade de investimentos na área da educação, além da premência de pensá-la como um todo e não como uma política isolada. O atendimento do Serviço Social nas escolas deveria ser efetivo, preventivo e atender o aluno em todo o seu contexto, dentro e fora do espaço escolar. Diante disso, mostra-se a importância do entendimento dessas Leis e como vem se discutindo a atuação do Assistente Social e sua contribuição para o contexto educacional de Uberlândia e do Brasil.
A articulação da política educacional com as demais políticas públicas é elementar e essencial na proposta de efetivação de uma ação conjunta que incida sobre os resultados qualitativos do sistema de ensino e na melhoria de condições de vida das famílias representadas pelos alunos. Assim, entende-se que a intervenção do Serviço Social nas instituições de ensino maximizará a política educacional dos municípios.
4. CONCLUSÃO
4.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O ideário neoliberal promove o desmonte e a focalização das políticas sociais. O Estado reduz os gastos públicos, o que prejudica o ensino público e causam inúmeros problemas como o desemprego, a fome, as condições de vida insalubre, as drogas, a violência doméstica e urbana, as discriminações entre outros. Todos estes efeitos são decorrência do modelo neoliberal capitalista, o qual compromete o sistema educacional, prejudicando a sua estrutura sócio-econômica e os indivíduos inseridos neste contexto, como os professores, os alunos e seus familiares.
Em Vieiras esta realidade está bastante próxima. Não há duvidas que as escolas da rede pública do município tenham urgência e necessidade em ter no seu quadro de educadores o profissional do Serviço Social. Além da possibilidade de contribuir com a realização de diagnósticos sociais indicando possíveis alternativas à problemática vivida por muitas crianças e adolescentes, este profissional também poderá proporcionar o devido encaminhamento a redes de proteção social que, se devidamente articuladas, contribuem para a efetivação da cidadania, na qual está implantado o direito à educação.
O Serviço Social potencializará o fortalecimento das instituições educacionais e a política educacional na perspectiva de elevação da vida cultural, social e econômica daqueles extratos sociais que, antes de obtê-la, são massa de manobra ou apenas alfabetizado funcional dos interesses das classes dominantes. O Serviço Social em conjunto com as instituições de ensino e seus atores viabilizarão o ensino público de qualidade a todos os brasileiros.
5. Referências
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GENTILI, P. A. A. A falsificação do consenso: simulacro e imposição na reforma educacional do neoliberalismo. Petrópolis: Vozes, 1998.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 15. Ed. São Paulo: Cortez, 2008.
KUENZER, A. (org.). Ensino Médio: construindo uma proposta para os que vivem do trabalho. São Paulo, Cortez, 2000.
MARTINELLI, L. M. A prática como desafio para o ensino do Serviço Social. Caderno PUC, São Paulo, n.10, 1980.
MELLO, G. N. Cidadania e competitividade: desafios educacionais de terceiro milênio.
10ª ed.-São Paulo Cortez. 2005
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NOVAIS, L. C.C. et al. Serviço Social na educação: uma inserção possível e necessária.
Brasília, set. 2001.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
PROJETO-POLÍTICO PEDAGÓGICO. ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
PROJETO-POLÍTICO
PEDAGÓGICO. ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
SUMARIO
1.Prefácio
2.Introdução
3.Dados de identificação
* Histórico
*Identificação caracterização do contexto do distrito de Santo Antônio do Glória- Vieiras- MG
*Estrutura física
* Recursos
Humanos*Localização – econômico- sócio- geográfica
4. Marco referencial
5. Fundamentação pedagógica
* Concepções pedagógicas
* Pressupostos Teóricos – Metodológicos
* Visão do contexto
* Referencial teórico
6. Proposta curricular
7. Organização dos níveis e modalidades da educação oferecidas pela E.M.A.A.A.
* Educação infantil;
* Ensino fundamental;
* Educação de Jovens e Adultos;
* Educação Especial (AEE , NEE,s)
8. Avaliação da aprendizagem;
* Frequência;
9. Base comum e parte diversificada do currículo;
10. Dos Ciclos da Alfabetização complementar, intermediário e consolidação;
* A Programação curricular dos ciclos da alfabetização e complementar;
* Dos Ciclos da complementação
11. Metodologia de Ensino;
12. Considerações finais;
13. Referência bibliográfica
PREFEITURA
MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG
PROJETO-POLÍTICO PEDAGÓGICO. ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
PREFÁCIO
A possibilidade de construção do Projeto Político Pedagógico passa pela
relativa autonomia da escola, de sua capacidade de delinear sua própria
identidade. Isto significa resgatar a escola como espaço público de debate, do
diálogo fundado na reflexão coletiva.
Para que a construção do Projeto Político Pedagógico fosse possível, tornou-se
necessário pesquisas no jornal do Projeto Pedagógico, intercâmbio com
Universidades de Educação, com outras escolas que, com o Sistema de Educação de
Muriaé e 13ª SRE de Muriaé, além de parcerias com a comunidade local,
servidores da secretaria de Educação de Vieiras, buscas constantes na Lei nº
9394/96, nas resoluções do Conselho Nacional de Educação CNE nº 4, de 13 de
julho de 2010, CNE nº 7, de 14 de dezembro de 2010 e CNE nº 2, de 30 de janeiro
de 2012, nos pareceres do Conselho Estadual CEE nº 1132, de 12 de dezembro de
1997, e CEE nº 1158, de 111 de dezembro de 1998 e na Resolução SEE nº 2.197, de
26 de outubro de 2012.
A partir dos dados coletados e do conhecimento que já havíamos adquirido,
fez-se necessário reuniões com pais, representantes da comunidade local,
alunos, pedagogos, professores, diretora e demais funcionários da escola para
discussão de cada item que compõe o Projeto Político Pedagógico elaborado
por nós, como: Dados de identificação, Fundamentação Pedagógica, Marco
referencial e Ideário. Eeste projeto foi elaborado coletivamente, a fim de
sermos fidedignos com nossa realidade, e a realidade que pretendemos ter a
partir da construção deste.
A proposta foi primeiramente elaborada pela equipe da SME com base nos
Parâmetros Curriculares Nacionais, nos Referenciais Nacionais da Educação
Infantil e em diversas fontes com o objetivo de oferecer um ponto de partida
para análises, discussões e sugestões.
É importante ressaltar o empenho de cada um participante no sentido de
construir um Projeto Político-Pedagógico rico e exatamente verdadeiro quanto à
identidade da escola.
A cumplicidade do “Pensar Junto” torna o compromisso e a missão de educar ainda
mais importante e nobre.
A proposta básica deste trabalho é oferecer
contribuições provindas da reflexão de educadores, alunos, pais, núcleo gestor
e funcionários da E.M Anísio Acelino de Andrade, visando
intensificar o desenvolvimento de ações cooperativas, eficazes e renovadoras.
O Projeto Pedagógico é compreendido como processo de ação participativa grupal
com pessoas interagindo politicamente em função das necessidades, interesses e
objetivos comuns. Busca um maior envolvimento na ação educativa, considerada
responsabilidade de todos os membros da Comunidade Escolar e Civil.
A educação, em todos os tempos, e principalmente nos dias de hoje, ressente-se
de maior aprofundamento e clareza sobre o verdadeiro sentido da vida e da
aprendizagem e sobre os objetivos a serem alcançados. Não se trata simplesmente
de aprender mais algumas matérias, mas, antes, preparar-se para o pleno
exercício de sua cidadania.
O desafio é sair da postura
reprodutiva, oferecendo indicações que facilitem o aprender e o saber
pensar.Seguindo essa linha de pensamento, na caminhada em busca da construção
do saber, o mundo sente a necessidade de incluir o pensar próprio desde os anos
iniciais da vida escolar do educando.
Não podemos “dar” os
significados às outras pessoas, elas mesmas devem procurá-los por meio do
envolvimento no diálogo e na investigação. Sabemos que é preciso romper com
alguns aspectos da matriz pedagógica vigente, cristalizada nas figuras do
professor que ensina e do aluno que aprende.
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MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG
PROJETO-POLÍTICO PEDAGÓGICO. ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
A escola deve ser um espaço
para construção do saber e integração do indivíduo na sociedade.
Baseados na conquista de
oportunidades para o entendimento de valores como princípio de vida, norteamos
nossa prática de Educação Humanística a partir da pedagogia crítica – social
dos conteúdos educando para a cultura de solidariedade na perspectiva de um
mundo mais humano.
“O Projeto Pedagógico é um
instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do
cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada,
orgânica e, o que é essencial, participativa. E uma metodologia de trabalho que
possibilita ressignificar a ação de todos os agentes da instituição.”
Acreditamos que ao trabalhar com atividades diversificadas para com nossos
educandos, como: Xadrez, , aulas de reforço, Laboratório de Informática e
desenvolvimento de projetos educativos, atingiremos melhores resultados.
Construir um trabalho coletivo, articulado e com posições diversificadas é uma
tarefa desafiadora, que exige, portanto, empenho, paciência, persistência e
crença naquilo que queremos alcançar: o desenvolvimento pleno dos alunos, já
que se trata, em muitos casos, de alunos com dificuldades sociais, econômicas e
familiares o que torna ainda maior a responsabilidade desta unidade escolar em
atender as necessidades de um grupo tão diversificado.
Diante de todos esses desafios
é que nós apresentamos o nosso Projeto Político Pedagógico, voltado para
atender este público, tão especial. Nesse contexto, valorizamos a função social
da escola e é nesta perspectiva de inclusão social, o qual ilumina-se nos
pilares de Jackes Deloris, aprender a aprender, aprender a fazer,aprender a
conviver e aprender a ser – e em consonância com os Parâmetros Curriculares
Nacionais e leis que regem e determinam a educação em nosso país. Obviamente,
não poderemos esquecer de adaptá-las dentro dos nossos padrões para que
possamos atingir nossos objetivos sem fugirmos de nossos compromissos
educacionais.
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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
INTRODUÇÃO
Ao construirmos o projeto Político-Pedagógico de
nossa escola, planejamos o que temos intenção de fazer, de realizar.
Lançamo-nos para diante com base no que temos, buscando o possível,
antevendo um futuro diferente do presente. Nas palavras de Gadotti:
“Todo Projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro”.
No capítulo “Dados de Identificação” relatamos como nossa escola foi criada, os
seus recursos humanos, materiais e a sua localização econômica e
socio-geográfica que permite uma visualização da comunidade na qual está
inserida.
No Marco Referencial registramos a visão de mundo, sociedade e homem com o
objetivo de proporcionar uma melhor compreensão deste novo contexto mundial que
afeta significativamente a nossa vida e a da escola.
É de fundamental importância
que focalizemos as práticas educacionais vigentes, as concepções de aluno,
professor e educação, segundo os autores atuais,os PCNs e a legislação em
vigor. Estas abordagens serão feitas no capítulo de Fundamentação Pedagógica.
Baseados nos dados de identificação, Marco Referencial e Fundamentação
Pedagógica, elaboramos o Ideário, parte fundamental deste Projeto, pois traça a
identidade da escola que tem seus valores, expectativas, costumes, tradições
próprias. No interior de cada escola, realidades econômicas, sociais e
características culturais estão presentes e lhe conferem uma identidade
absolutamente peculiar. Neste capítulo as
concepções de objetivos, conteúdos, metodologia e avaliação, metodologia e
avaliação de nossa escola.
Acompanhar e avaliar o Projeto Político-Pedagógico é avaliar os resultados da
própria organização do trabalho pedagógico. Para que este documento se mantenha
atualizado e possa viabilizar as ações propostas, algumas alternativas são
sugeridas no item “Estratégias de Avaliação”.
Assim, traçamos as propostas Pedagógicas, ponto relevante para o sucesso do
trabalho educativo que acontece na sala de aula.
“Todo projeto supõe ruptura com o presente e
promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado
confortável para arriscar-se, atravessar um
período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de promessa que
cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo
pode ser tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas tornam
visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores.”
Partindo de um princípio
diagnóstico, a referida escola buscou adotar medidas que fidelizassem o
resultado dos alunos frente a seus níveis de aprendizagem. Vivência escolar,
social, familiar, foram os pontos básicos avaliados. Os alunos, no aspecto
social constituem dois grupos bem definidos: um primeiro grupo com sinais de
cidadania, comportamento, cumpridores de seus deveres, não envolvidos com
drogas, não simpatizantes com “bullying”, por outro lado, existe um outro grupo
que se encontra nesta zona de risco, em alguns casos até com envolvimento com
tóxicos. No que se refere aos aspectos familiares, algumas crianças e adolescentes
agem de forma desobediente e presunçosa, tipos de comportamentos, do ponto de
vista dos pais, normais se considerarmos a idade, e outros agem assim como
forma de chamar a atenção dos pais ou por falta dos mesmos.
Enfatizamos que os pais, apesar da maioria deles
serem alfabetizados contudo não letrados, detém o controle da situação, mesmo
que eduquem usando as regras que foram adotadas pelos seus antecedentes, já
alguns poucos apresentam um total despreparo para conviverem com seus filhos e
por isto acabam “jogando” toda responsabilidade de educar para escola.
Os alunos, no seu
contexto educacional, são limitados no que se refere à aprendizagem de alguns
conteúdos. No entanto a escola tem metas no tocante dos índices de elevação da
aprovação e redução da reprovação e evasão. Para isso, estão sendo adotadas
medidas plausíveis como: projetos
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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
interdisciplinares, oficinas de linguagem, jogos,
reforço escolar paralelo, reforço contínuo acompanhado e aulas de informática.
A comunidade, composta de
pessoas simples, preserva a boa índole, ajuda a escola e com ela torna-se
parceira na busca por uma educação de qualidade.
A escola é favorecida com uma
boa estrutura física, havendo espaço para estudar, brincar e dispor do tempo
recreativo, contribuindo para seu bem estar educativo e social.
O apoio vinculado tem
programações favoráveis que atendem as necessidades dos alvos a serem atingidos,
principalmente contribuir para ajudar a mudar para melhor, a sociedade.
A escola tem a finalidade de
proporcionar aos que promovem a inserção destes num segmento sustentável de
alcançar metas de conhecimentos práticos e teóricos preparando-os para uma
realidade existente compatível com os desafios em que cada indivíduo se insere.
O foco, então, é preparar,
capacitar e possibilitar a esses agentes, um futuro digno de prosperidade
material, espiritual e ético-cultural. Por isso, o levantamento do diagnóstico
de nossa clientela nos possibilitou a construir parâmetros ao encontro da
perspectiva de futuro deles.
Enfim, o PPP (Projeto Político Pedagógico) foi
desenvolvido para suprir as necessidades da escola, dos alunos, dos pais e da
comunidade em geral, com a missão de oferecer uma Educação de qualidade,
pautada nos princípios de uma democracia participativa, comunitária, cristã e
ambiental, tornando-se um espaço cultural de socialização e desenvolvimento do
educando, preparando-o para o exercício de sua plena cidadania.
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VIEIRAS- MG.
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DADOS DA IDENTIFICAÇÃO
HISTÓRICO
A
instituição “Escola” em Santo Antônio do Glória, surgiu aproximadamente em
1912, conhecida como “Escola Intendência”.
Ana
Mullen, normalista de Sabará – MG, a pedido do governador do estado Júlio
Bueno Brandão , veio ocupar a 1ª cadeira dessa época. Ainda nesse tempo os
fazendeiros educavam seus filhos com professores particulares, contratados
pelos próprios; os educadores residiam nas fazendas e lá a vista dos pais
ministravam suas aulas, preparando os filhos homens para as diferentes profissões
que os mesmos desejassem, enquanto as filhas eram preparadas, para serem
esposas, donas de casa e mãe perfeitas, aprendiam além da leitura, escrita e
matemática, bordados e outras artes da época...
Dando continuidade a educação da época em 1953 assumiu o lugar de Ana Mullem a
professora Maria Tibúrcio das Mercês. Acompanhando o ritmo da história da
Educação no Brasil de 1955 à 1957 a escola passou a chamar-se Escola Professor
Penido, em 1957 à 1962 Escolas Isoladas e em 1963 Escolas Combinadas.
Em 1964 passa a ser Escola Estadual Anísio Acelino de Andrade, no governo de
Magalhães Pinto, construída e inaugurada a nova sede em 11/08/1964 – Decreto
SEE Nº 7.753. comemoramos seu aniversário no dia da morte de seu patrono,
03/11.
Em 1976 foi autorizada a primeira turma de 5ª série de acordo com a Resolução
2.045/76. Sancionando a extensão de série em 1979.
A Escola foi municipalizada em 1998, por força da Resolução 8.044/98, publicada
em 27/01/1998, hoje integrante da Rede Municipal de Ensino de Vieiras.
A escola está localizada na Rua da Ladeira, Nº
08- Centro- Santo Antônio do Glória e recebeu este nome em homenagem a um
cidadão local: Sr. Anísio Acelino de Andrade, nascido aos 18 dias do mês de
julho de 1879. Era filho João Goulart e de Antônia Eliziária da Silveira.
Anísio fez seu curso primário em Juiz de Fora no Colégio Andrés. Aos 19 anos
casou-se com Marphisia Pimentel, filha de Francisco Pimentel da Silveira e
Maria Luzia Luterbake, suíça e português seus pais.
Homem religioso, honrado, inteligente,sensato e que batalhou em busca de
educação para o distrito onde nasceu, viveu, constituiu família e faleceu
em três (03) de novembro de 1943, sem ver seu sonho de educação
plenamente realizado.
No ano que passou comemoramos o centenário da Educação de Santo Antônio do
Glória.
IDENTIFICAÇÃO DO CONTEXTO DO DISTRITO DE SANTO ANTÔNIO DO GLÓRIA- VIEIRAS- MG
Santo Antônio do Glória, terra dos Purís, continua sua vida e amplia sua
história, quando os índios Guarús aqui chegam, atemorizados pelos
colonizadores. Mas a fuga nada valeu, visto que por volta de 1803
chegaram os imigrantes: primeiramente os portugueses das famílias “Silveira,
Abreu, Lima, Andrade, trazendo consigo os africanos seus escravos..., Mais
tarde se juntaram a eles os franceses, italianos, suíços...
Tomaram posse da terra, desmataram, construíram suas fazendas, senzalas,
fizeram suas plantações, construíam seus engenhos de cana de açúcar. Somaram-se
as antigas famílias outras novas que aqui foram se constituindo. Suas fazendas
foram sendo nomeadas pelos próprios donos como: Fazenda Alto do Pontão do
Glória, Serrinha, Bom Jardim, Cocais, Vargem, Arêdes...
Rapidamente sentiram necessidade de construir uma capela e um dos primeiros
colonizadores doou verbalmente uma cleba de terra (30
alqueires) para o diocese de Leopoldina em 1842 visando a construção da
capela de Santo Antônio do Glória, este faleceu sem deixar oficializado seu
ato. Em 1902 seu sobrinho Antônio José da Silveira, apelidado Coronel Hinguinho
oficializou seu ato em cartório.
A capela foi erguida e algumas famílias aproveitaram do terreno doado ao santo
para erguer suas casas. Assim iniciou o nosso distrito “Santo Antônio do
Glória” localizado à 20.794.953º de latitude Sul e à 49.384.312º Norte e
no ponto da capela 550 metros de altitude, já no ponto do Pontão do Glória
1.060 metros do nível do mar.
Santo Antônio do Gloria limita-se com: Miradouro, Muriaé, Eugenópolis.
Este
município já teve diferentes pertencimentos como: de 1832 à 1839 pertenceu ao
município de Rio
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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
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Pomba, depois de 1839 à 1853 a São João Batista
do Presídio – hoje Visconde do Rio Branco. Em 1853 à 1855 ao município de Nossa
Senhora da Glória, hoje Itamurí.
Santo Antônio do Glória distrito de Muriaé, foi criado por força do artigo IV
da Lei Provincial nº 2.085 de 24/12/1874 e pertenceu a este deste 1855 até
1938. Em 1938 à 1953 pertenceu a Santa Rita do Glória pela Lei nº 148 de
17/121938, hoje Miradouro.
Finalmente em 04/06/1953 por força da Lei Municipal nº 122, confirmada pela Lei
estadual nº 1.039 de 12/12 1953 o distrito de Vieiras que também pertencia
a Santa Rita do Glória é elevado a condição de município e Santo Antônio passa
a ser seu único distrito como é até a atualidade.
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ACELINO DE ANDRADE
ESTRUTURA FÍSICA
A escola é construída de tijolos 21 furos envernizados, laje e cobertura de
telha colonial, rampa para acesso do lado esquerdo na entrada da escola, é
composta de:
- 06 salas de aula,
- 02 banheiros masculinos e 02 mictórios com três pias,
- 04 banheiros femininos e 04 pias,
- 01 sala para direção da escola,
- 01 sala para pedagogos,
- 01 sala para professores,
- 01 recepção,
- 01 sala de laboratório de informática com 18 computadores,
- 01 refeitório com 05 mesas grandes e 10 bancos,
- 01 depósito de material de limpeza,
- 01 depósito de merenda escolar,
- 01 cantina para o preparo da merenda,
- 01 depósito de material didático,
- 01 banheiros para uso dos docentes,
- 01 pátio, onde também foi construída uma elevação para servir de palco,
- 14 armários de aço,
- 05 estantes,
- 01 computador para uso exclusivo de professores,
- 01 reto projetor,
- 02 fogões a gás, sendo 01 de duas bocas e outro de 06,
- 01 Datashow
- 01 geladeira,
- 01 congelador,
- 01 bebedouros,
- 90 carteiras individuais,
- 09 mesas de professor,
- 02 mesas de computador,
- 02 porta chaves de madeira,
- 01 pia na cantina,
- Tangue com 02 bojos ao lado dos bebedouros.
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PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
RECURSOS HUMANOS
Possui o seguinte quadro de funcionários:
01 diretora (Maria de Fátima
Silveira),
01 supervisora (Eliana Maria
Sigilião Celles Maia),
09 professores que atuam da Educação Infantil ao
5º ano do Ensino Fundamental, são eles: Cristina Goulart
Cirelli, , Eni Maria Silveira Ferreira, Regina Manarino Goulart, Kátia Cristina
Laureano de Figueiredo, Maria de Fátima Silveira Atualmente em desvio de função
na direção escolar , existe ainda necessidade de concurso e ou contrato
para 05 (cinco) professores nível I e ainda um
professor de Educação Física: e Uma Professora de
Inglês, que atende na parte diversificada do currículo o 5º ano. Conta ainda
com 09 professores nos anos finais do Ensino Fundamental e EJA : Língua
Portuguesa – Sandra
Lúcia Giovane Ferreira, efetiva; Literatura, Artes e Inglês( cargo a ser
ocupado) Juliana
Ferreira de Pádua, efetiva com
Matemática ; Silvério
Sebastião Silveira, efetivo, em Ciências, Tula Rodrigues da Cruz Ferreira,
efetiva, em História e Geografia (cargo a ser ocupado). Existem cargos
vagos para concurso ou contrato, como geografia, Inglês, artes, literatura, Educação
física, informática, geometria...
07 serviçais:
- Maria Cristina Rodrigues, efetiva;
- Maria Aparecida Andrade Silveira, efetiva;
- Ana Maria Lorêdo Costa, efetiva;
- Maria Madalena de Fátima Souza Silveira, efetiva;
- Solani Maria Miranda Bandeira, efetiva;
- Elza Maria Andrade, efetiva;
- Maria Cristina Bandeira Costa, efetiva.
03 Auxiliares de Serviços Gerais:
- Maria Aparecida das Dores Bandeira Silveira, efetiva.
- Kátia Maria da Silva, efetiva.
- Ricart Ribas, contratado.
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VIEIRAS. MG
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
LOCALIZAÇÃO – ECONOMICO- SOCIO- GEOGRAFICA
Através de entrevista feita com pais, nossos alunos constataram e nós afirmamos
que o grau de instrução da maioria dos pais e ou responsáveis por nosso alunado
é o Ensino Fundamental incompleto. As profissões variam bastante, mas prevalece
sobre as demais os trabalhadores (as) rurais, agro pecuaristas, piscicultores e
horticultores. Quase todas as famílias possuem casas próprias com energia
elétrica, água tratada ou direto das nascentes, mas que passam pelo filtro,
aproximadamente 15% dos familiares moram em casas cedidas e ou alugadas. Ainda
em relação as famílias podemos constatar que 80% professam o catolicismo, e 15%
oscilam entre os evangélicos e ainda 5% ateísmo, este último podemos perceber
que são familiares com idade inferior aos 30 anos.
Grande percentagem dos familiares confessam serem negros ou terem descendência
da raça negra, existe aproximadamente 7% serem descendentes de indígenas e ou
pourís. O meio de comunicação mais usado é o telefone celular, seguido do fixo,
a mídia tem lugar de destaque, contudo o tema mais atraente para a comunidade
escolar é novelas, futebol e filmes, poucos se interessam por notícias, não
temos acesso a jornais escritos, mesmo assim o jornal falado não consegue
atrair nem 20% de nossa população, inclusive os próprios profissionais da
educação que alegam não terem tempo para o assunto. A saúde é tratada no posto
médico local, que possui uma equipe de saúde da família e outras especialidades
como:ginecologista, pediatra, clinico geral, fisioterapeuta, nutricionista,
odontólogo, cardiologista, acupuntura, exames laboratoriais, menos complexos, e
ainda temos acesso a secretaria de saúde do município, onde temos psiquiatria,
fonoaudiólogo e ao CRÁS, que também nos fornece alguns poucos atendimentos com
psicóloga e assistente social, ginástica para a 3ª idade e lazer. Quando
necessário tratamentos com maior grau de complexidade estes são encaminhados
para Muriaé, Juiz de Fora...
O lazer fica mais por conta
do esporte organizado pela própria comunidade, no mês de maio e junho temos as
festividades do mês de Maria e do padroeiro, festas organizadas pela igreja
católica, em julho é a vez da escola que faz duas festas julinas com todos os
funcionários e alunos da escola,resgatamos as tradições de quadrilha, fogueira,
broa, barraquinhas... , no mês de agosto realizamos a festa da semana da
família na escola, com
palestras educativas da vida familiar, peças
teatrais, apresentações musicais,filmes, esportes, porque também estamos no mês
do estudante e dos pais.
Já em dezembro realizamos as formaturas de Educação Infantil e
conclusão do Ensino
Fundamental, que acabam também se tornando dias festivos visto as poucas
oportunidades de lazer que tem nossa comunidade, ainda uma vez ao ano
realizamos junto com administração municipal uma Feira agro cultural, quando a
escola monta um pavilhão expondo ali algum tema que trabalhamos no decorrer do
ano letivo, antes era feito a feira de ciências, a partir de 2002, resolvemos
transformar este evento em algo maior e mais duradouro, este acabou por
tornar-se o maior evento até o momento, pois é o espaço que, muitos de nossos
ex- alunos, e antigos moradores de Santo Antônio, encontram para visitar nossa
terra e rever os velhos amigos, no pavilhão da escola tem sempre um livro de
presença onde todos que querem registram sua passagem por aqui e é através do
mesmo que podemos afirmar o expressivo número de pessoas que visitam nossa
comunidade nesse acontecimento. Nossos adolescentes especialmente,
ainda tem acesso a internet no Telecentro Comunitário, onde acessam jogos, pesquisas,
participam de comunidades de amigos, enfim entram em contato com o mundo. Temos
também o costume de visitar e receber visita de nossos parentes e amigos
especialmente em sábados , domingos, feriados e férias...
Existe um pequeno fluxo de famílias em nosso
distrito, a maior mudança que ocorre é quando os jovens terminam o Ensino
Médio, que
oferecido na Escola Municipal Anísio Acelino de
Andrade, através da Escola Estadual Assis Brasil com um 2º endereço, que saem
em busca de melhores condições de trabalho, mais estudo, cursos técnicos
profissionalizantes, entre outros.
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MUNICIPAL DE VIEIRAS. MG
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
MARCO REFERNCIAL
Estamos vivendo num tempo de grandes descobertas e conquistas, na era da
informática, da microeletrônica e da robótica, devido ao avanço da ciência e da
tecnologia.
Todos os dias recebemos informações sobre avanços tecnológicos e novos
conhecimentos são divulgados. Isso não impede que ocorram constantes agressões
a dignidade humana, como: a fome,a repressão à livre manifestação, as
epidemias, a destruição do meio ambiente, às drogas, a prostituição infanto
juvenil, o abandono de incapazes, o mau trato aos idosos, às guerras... Toda
essa carga de tecnológica invade a vida humana provocando enormes efeitos.
Há milhares de pessoas em todos os continentes, sem acesso ao atendimento
básico, como: alimentação, segurança, saúde pública, moradia, educação,
trabalho digno...
E o homem em meio a toda essa conturbação, mesmo dominando toda técnica
moderna, senti-se conturbado, inseguros, ameaçado de morte por todos os lados,
ou seja, esta é a mais cruel e dramática ironia da civilização atual.
Embora apoiado numa ciência tecnológica, o homem ainda não aprendeu a fórmula
redentora de criar uma vida justa, humana, tranquila e feliz.
Vivemos em uma sociedade com grande inversão de valores, o consumismo
exacerbado faz o jovem valorizar sempre o ter; a sensualidade é mostrada sem
nenhum pudor, reduz o corpo a uma coisa meramente comercial. A droga toma cada
vez mais espaço entre nossos adolescentes, pré adolescentes, jovens e até mesmo
pessoas com mais idade, e se alastra como vestígio de pólvora, tornando-os mais
agressivos, menos comprometidos com a família, os estudos e própria vida, pior
que para obtê-la se tornam capazes de furtar, prostituir... A atual estrutura
familiar presente em nosso meio é com certeza a maior vilã, que empurra nossos alunos
para este submundo. Somos manipulados pela mídia e assumimos posturas que ela
nos transmite como se não tivéssemos outras alternativas, sem se quer
questionarmos tais posturas.
Precisamos hoje viver uma solidariedade em escala mundial, um abrir-se à
compreensão dos outros, baseado no respeito pela diversidade. E este sentimento
de partilhar valores a um destino comum, constitui por último o fundamento de
todo e qualquer projeto de cooperação.
Em caráter participativo, o Projeto Político- Pedagógico tornar-se-á um
instrumento valioso na busca de cidadania, ao procurar desenvolver em suas
ações educacionais “o ser, o conviver, o fazer e o aprender”. (UNESCO, 1998).
E ainda, ao desenvolver a estética da sensibilidade, o PPP participativo
constituirá na elaboração de um currículo que estimulará a criatividade, a
curiosidade e a capacidade de suportar e conviver com o inserto, com o
imprevisível e com a diversidade. Um currículo que valorizará a qualidade, a
delicadeza e a sutileza, que ampliará a visão de mundo, desenvolvendo as
competências e habilidades múltiplas necessárias para que os indivíduos aqui
inseridos possam, num futuro vindouro, intervir e interagir na sociedade de
forma consciente, ética e criativa.
Estes devem orientar a seleção
de conteúdos a serem aprendidos como meio de desenvolvimento das capacidades e
indicar os encaminhamentos didáticos apropriados para que os conteúdos
escolares façam sentido para os alunos. Finalmente devem constituir-se numa
referência indireta da avaliação da atuação pedagógica da escola
Nessa perspectiva de educação, a escola precisa assumir a valorização da
cultura de sua própria comunidade e, ao mesmo tempo, buscar ultrapassar seu
limites propiciando ao alunado instrumentos para o pleno exercício da cidadania
e para a capacidade de interferir criticamente na realidade transformando-a.
Para garantir a educação de qualidade é necessário que a escola tenha em vista
um trabalho baseado na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e
Base (LDBEM), nas Resoluções e nos
Parâmetros Curriculares Nacionais, CBC”.
“Art. 210 serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira
a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e
artísticos nacionais e regionais” ( Constituição Federal em vigor).
Neste processo de ensino, o professor é alguém
que reflete sobre sua prática, sendo, sobretudo, pesquisador, estudioso,
leitor, crítico, de sua postura e prática. Precisa trabalhar em equipe,
participar da
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PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
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administração escolar fazendo-se mediador entre
conhecimento e aprendizagem.
A postura do professor dá o sentido do trabalho em sua sala de aula. Mesmo
tendo em mãos materiais diversificados para enriquecer sua prática, nada será
válido se o mesmo for desinteressado, acomodado, desatualizado, desengajado, inflexível,
descomprometido e ou rotineiro, enfim pensar que não tem mais nada à aprender e
sabe tudo para ensinar, tendo uma visão de conhecimento como pronto e acabado
com fim em si mesmo.
O ambiente da sala de aula implica numa conduta compatível do professor, que
deve buscar com seus alunos sentimentos, valores e idéias, resultados das
reflexões do grupo. Cabe encorajar a cooperação entre os educandos, promovendo
a construção do equilíbrio emocional de seus alunos (as) e o desenvolvimento das
capacidades para enfrentar situações de conflitos interpessoais e de valores
morais.
O professor deve ser uma pessoa de que a afetividade e a inteligência são
indissociáveis. Se ele souber tornar-se uma pessoa significativa para o
grupo, sabendo discernir entre ser autoridade e ser autoritário, a sala de aula
se transformará em um verdadeiro ambiente ético, onde o aluno poderá tornar-se
um ser crítico, consciente, sujeito de sua própria história e comprometido com
a coletividade.
A sociedade que queremos haverá de ser construída com a participação de todos,
para que prevaleçam a justiça, a fraternidade e a paz.
“O projeto da escola deve indicar grandes perspectivas, a fim de
valorizar e orientam a ação educativa,as ideologias em jogo, uma discussão do
contexto local, nacional e internacional. Ele deve retratar as aspirações,
ideais e anseios da comunidade escolar, seus sonhos em relação à escola. Mas
deve, sobretudo, permitir que a escola faça suas escolhas em relação ao que
deseja para a melhorar a educação de todos. Projetar é escolher, decidir. E a
escolha, a decisão, são categorias pedagógicas essenciais ao ato educativo.”
(Gadotti, 1993).
Nesta visão, os alunos constroem significados a partir de múltiplas e complexas
interações, cada aluno é sujeito de seu processo de
aprendizagem através de uma prática educativa que
tem como eixo a formação de um cidadão autônomo e participativo.
“ Um
cidadão deve ter consciência política que o habilite a transformar a si mesmo e
a engajar na luta por transformações sociais mais abrangentes ou restritas, na
sua escola, no seu bairro, no seu local de trabalho.” ( Paulo Freire)
A Escola Anísio Acelino de
Andrade adota, como
norteadores de sua prática pedagógica, os seguintes princípios:
- Eticos: de
justiça, solidariedade, liberdade e autonomia: de respeito à dignidade da
pessoa humana e de compromisso com a promoção do bem estar de
todos,contribuindo para eliminar quaisquer manifestações de preconceito de
origem, gênero, etnia, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação;
- Políticos: de
reconhecimento dos deveres e direitos de cidadania, de respeito ao bem comum e
à preservação do regime democrático e dos recursos ambientais; da busca da
equidade e da exigência de diversidade de tratamento para assegurar a igualdade
de direitos entre os alunos que apresentam diferentes necessidades;
- Estéticos: do
cultivo da sensibilidade juntamente com o da racionalidade; do enriquecimento
das formas das diferentes manifestações culturais, especialmente, a da cultura
mineira e da construção de identidades plurais e solidárias.
OBS: Na Educação
Básica, as dimensões inseparáveis do educar e do cuidar devem ser consideradas
no desenvolvimento das ações pedagógicas, buscando recuperar, para função
social desse nível da educação, a sua centralidade, que é o educando.
Ainda, esta escola
assegura aos pais, conviventes ou não com seus filhos, ou responsáveis, o acesso às suas
instalações físicas, informá-los
sobre a execução
de seu Projeto Político Pedagógico e, a cada bimestre, sobre a frequência e o
rendimento dos alunos.
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- Faz parte deste documento o Plano de Intervenção
Pedagógica (PIP) que deverá ser elaborado anualmente pela equipe pedagógica
(supervisor, auxiliar de secretaria, professores...), com o objetivo de melhorar
o desempenho dos alunos no processo ensino aprendizagem e garantir
continuidade em seu percurso escolar. (Este será anexado a cada ano no PPP,
como parte integrante do mesmo). Para tanto os profissionais desta escola devem
reunir-se,
periodicamente, conforme cronograma estabelecido pelo gestor, para
estudos, avaliação coletivas das ações desenvolvidas e o redimensionamento do
processo pedagógico, conforme o definido no PIP a cada período. (para 2013
estamos já com os dias 01/02, 30/04, 05 e 12/06, 30/09 e 11,12 e 13/12) salvo
casos que se fizerem necessários outros dias serão acrescidos.
PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS
– MG.
FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Neste século tem surgido a definição, cada vez mais forte, que ser professor
não é apenas dominar conteúdos, técnicas, preparar para o ENEM, SIMAVE,
PROALFA... Transmitir boas informações; porém, ser professor da formação, no
tempo da informação, é muito mais complicado que antes. Portanto, o professor,
a equipe pedagógica e toda escola têm por perspectiva fazer o que a informação
não faz, revelar os verdadeiros significados da vida e da cultura. O professor
está se vendo num momento delicado: a concepção de docência não o realiza mas
ele não está preparado para mudar.
Ao mesmo tempo é preciso considerar que no século XXI um novo ator está
entrando em cena na educação brasileira; atores que eram apenas os
destinatários: os alunos que estão em nossas escolas gritando, interrogando,
questionando. Hoje o debate está em torno dos alunos que têm evidenciado não
apenas problemas de aprendizagem, mas problemas éticos, comportamentais, de
agressividade, de drogas, de prostituição... para os quais os professores não
foram preparados. Este é um princípio de mudança radical. As perspectivas para
a educação brasileira vão depender das posturas que temos frente as crianças,
aos adolescentes, jovens e adultos. É urgente redefinir estas imagens, com a
imagem que temos, caso contrário não vamos reconstruir a docência e resgatar a
nossa identidade de educadores, é fundamental ir adiante, criar alternativas,
gerar ânimo, superar a impotência, resgatar a alegria do trabalho e da vida,
superar a indiferença, resgatar a capacidade de indignação, porém sem falar mal
de tudo e de todos.
Para conseguir que os nossos educandos encontrem nas escolas um lugar de
reflexão, é preciso trabalhar para que professores e demais profissionais da
educação, através de vínculos solidários, grupos de estudo, leituras, troca de
experiência, produzam espaços de autoria de pensamento nos quais, tanto eles
quanto seus alunos, consigam pensar-se sujeitos interessantes, com capacidade
de transformar-se e o mundo que os circunda.
A situação em sala de aula é explosiva. Talvez nunca tenha estado tão difícil
ser educador, como nos dias atuais. Estamos vivendo uma crise geral de
paradigmas. Sabemos, muitas vezes, o que não queremos, mas não temos certeza
exatamente do rumo a ser tomado nem coragem de sair da nossa zona de conforto e
quebrar com paradigmas ultrapassados. Isso tanto em termos profissionais,
quanto institucionais e sociais. A educação está sempre ligada a um projeto, a
uma perspectiva, a um sentido. Fica muito difícil o trabalho do professor
quando o aluno não sabe o que está fazendo ou para que está fazendo algo em
sala de aula, quando os pais e ou responsáveis mandam seus filhos para a
escola, mas também não estão convictos disso, a ponto de apoiar abertamente os
filhos diante de eventuais conflitos na escola. A própria escola vem se
questionando sobre qual seria seu efetivo papel neste milênio e o professor,
como não poderia deixar de ser, anda perplexo cm tudo que está acontecendo.
Na tentativa crescente de adaptar a educação à realidade atual, precisamos
concebê-la como prática que tem a possibilidade de criar condições para que
todos os alunos desenvolvam capacidades e reaprendam os conteúdos necessários
para construir instrumentos de compreensão de realidade e de participação das
relações sociais, políticas e culturais diversificadas e cada vez mais amplas
na construção de uma sociedade democrática e não excludente.
Os objetivos constituem o ponto de partida para o que se pretende que os alunos
obtenham, que a escola deseja proporcionar e tem possibilidades de realizar.
A M. Anísio Acelino de Andrade
tem por finalidade: atender o disposto nas Constituições Federal e Estadual, na
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do
Adolescente, ministrar o Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos
observadas em cada caso, a legislação e as normas especificamente aplicáveis.
A Escola M. Anísio Acelino, oferecerá aos seus
alunos serviços educacionais com base nos princípios emanados das Constituições
Federal e Estadual,
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ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
do Estatuto da Criança e do Adolescente, da lei 11.769 que dispões sobre a
obrigatoriedade do
ensino da música na educação básica, da lei
10.639 que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da
temática "História e Cultura
Afro-Brasileira".da lei 11.645 que inclui no
currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e
Cultura Afro-Brasileira e Indígena” e Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de
2008 que dispõe sobre o atendimento educacional especializado, que regulamenta
o parágrafo único do art. 60 da lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
e acrescenta dispositivo ao decreto nº 6.253, de 13 de novembro de 2007 e nas
Resoluções do Conselho Nacional de Educação nº 4, de 13 de julho de 2010, nº 7,
de 14 de dezembro de 2010 e nº 2, de 30 de janeiro de 2012, nos parece3res do
Conselho Estadual nº 1132, de 12 de dezembro de 1997, e nº 1158, de 11 de
dezembro de 1998 e Resolução SEE/MG Nº 2.197 que dispõe sobre a
organização e funcionamento do Ensino nas escolas de Educação Básica de Minas
Gerais.
CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS
·
Função
Social da Escola:
Promover, a/ao aluno/a, acesso ao conhecimento
sistematizado e, a partir deste, a produção de novos conhecimentos.
Preocupar-se com a formação de um/a cidadão/â consciente e participativo/a na
sociedade em que está inserido/a.
Aprender a aprender.
Valores: respeito, solidariedade, disciplina,
coletividade.
Trabalho unificado – coletivo. Criar para
humanizar.
Compromisso
·
O Trabalho
Pedagógico
Para refletir sobre a função social da escola nos
referendou-se o texto “Escola: Projeto coletivo em construção permanente”. Onde
conclui-se que é necessário um repensar a organização político-pedagógica que
permita:
1. Trabalhar valores culturais, morais e físicos;
2. Integrar elementos da vida social aos
conteúdos trabalhados;
3. Compreender este aluno/a como um/a cidadão/a
que deve ser um/a agente transformador/a da sociedade, além de crítico/a,
responsável e participante.
A escola deve ser crítica, reflexiva e
possibilitar a toda a comunidade um projeto político pedagógico consolidado
pela colaboração mútua e o exercício da construção coletiva desencadeando
experiências inovadoras que estão acontecendo na escola.
“... a escola, por si só não forma cidadãos, mas
pode preparar instrumentalizar e proporcionar condições para que seus alunos
possam se firmar e construir a sua cidadania.”
A comunidade escolar repensa constantemente o seu
papel pedagógico e sua função social, para tanto, se faz necessário refletir
sobre a escola que temos, se voltada para os interesses políticos, se
discriminadora e produtora de mecanismos de controle que impedem que os nossos
estudantes
consigam enfrentar em condições de igualdade ou
como melhor enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.
Para que a escola cumpra a sua função social será
necessário:
• Integração e participação da comunidade
escolar;
• Os segmentos da escola devem estar plenamente
voltados à completa valorização do educando;
• Cursos de formação e qualificação dos
profissionais da educação;
• Criação e reorganização do espaço físico;
• Material didático e outros que facilitem o
trabalho do professor;
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• Número de alunos/as em sala de aula condizente
com a metragem do ambiente;
• Recursos humanos, pedagógicos e financeiros;
• Cobrança de regras de convivência em grupo;
• Melhor qualificação profissional;
• Política que estabeleça professores/as
efetivos;
• Restabelecimento da motivação e credibilidade
dos professores/as.
Ética
*Ser uma instituição de ensino educacional fundamentada em uma postura íntegra, justa, honesta, valorizando a verdade, o respeito e o diálogo.
Respeito e Justiça
*Agir sem discriminar as pessoas, tratando-as de forma personalizada, com imparcialidade e respeitando as diferenças individuais.
Responsabilidade Social
*Agir de maneira consciente e responsável com as questões sociais e ambientais, buscando um relacionamento sustentável com fornecedores e parceiros.
Profissionalismo e Cooperação
*Atuar de forma organizada e planejada, valorizando o trabalho em equipe e a ajuda mútua.
Confiabilidade
*Ser uma instituição que inspire segurança e credibilidade, da qual todos tenham orgulho de participar.
Coerência
*Agir sempre no sentido de cumprir a nossa missão respeitando os valores em que acreditamos.
De Mundo: O
mundo é o local onde ocorre as interações homem-homem e homem-meio social
caracterizadas pelas diversas culturas e pelo conhecimento. Devido a rapidez do
processo de assimilação das informações e pela globalização torna-se necessário
proporcionar ao homem o alcance dos objetivos materiais, políticos, culturais e
espirituais para que sejam superadas as injustiças, diferenças, distinções e
divisões na tentativa de se formar o ser humano que se imagina. Isto será
possível se a escola for um espaço que contribua para a efetiva mudança social.
De Sociedade:
Somos uma sociedade capitalista, competitiva baseada nas ações e resultados,
por isso precisamos construir uma sociedade libertadora, crítica, reflexiva,
igualitária, democrática e integradora, fruto das relações entre as pessoas,
caracterizadas pela interação de diversas culturas em que cada cidadão constrói
a sua existência e a do coletivo.
De Homem: O
homem, na atualidade, é um ser competitivo e individualista, resultado das
relações impostas pelo modelo de sociedade em vigor. No entanto, a luta deve
ser por um homem social, voltado para o seu bem próprio mas, acima de tudo,
para o bem estar do grupo do qual faz parte. O homem, que modifica a si mesmo
pela apropriação dos conhecimentos, modifica também a sociedade por meio do
movimento dialético “do social para o individual para o social”. Destarte,
torna-se sujeito da história.
O processo interativo da produção de conhecimento
na relação professor – aluno ocorre através de um liame estreito e pessoal, no
qual a afetividade, a amorosidade e o embasamento teórico estejam presentes. É,
antes de tudo, um exercício de liberdade e democracia. Baseado na ousadia,
criatividade e na responsabilidade ao considerar o que há, imaginar o que
poderia ser, sonhar com o desejado e, finalmente, estabelecer ações
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Concretas que tornem realidade os sonhos.
Disciplina, parceria, cooperação, construção conjunta do conhecimento são
resultados de uma ação coletiva na qual os papéis de aluno e professor têm
clareza de definição. Do professor
espera-se que assuma postura de educador, conduzindo o processo construtivo,
mediando interpretações, fornecendo elementos instigadores, informações
ampliadoras, intervindo, interferindo, estimulando, orientando e desafiando
permanentemente o aluno que, aprendendo a aprender, torna-se sujeito no
processo ensino-aprendizagem.
Do aluno o papel
reservado é de protagonista do processo, pois que, a partir dos elementos e
questões levantadas, experimenta, duvida, analisa, erra, reconstrói, e,
finalmente, aprende, consolidando um conhecimento construído no processo
educacional.
Agente de integração e transformações sociais,
presente, criativo, responsável, reflexivo e empreendedor. Capaz de conviver
com serenidade, participativamente, no desenvolvimento e aperfeiçoamento do meio
ambiente em que vive.
Reconhecedor da importância do conhecimento como
fonte de reflexão, criação e recriação.
Postura humana comprometida com o bem-estar geral
e a ética.
cidadão universal, valorizador e admirador das
múltiplas culturas, entendedor das dinâmicas das relações pessoais e sociais.
Com senso de justiça e igualdade social, solidário e consciente do seu papel de
cidadania participativa.
Protagonista do processo ensino-aprendizagem,
posicionando-se com clareza e objetividade.
Questionador construtivo, capaz de interferir,
ousar, sugerindo melhoria contínua para os seus relacionamentos e meio
ambiente.
PRESSUPOSTOS
TEÓRICO-METODOLÓGICOS
- Educação - O
processo educacional deve contemplar um tipo de ensino e aprendizagem que
ultrapasse a mera reprodução de saberes “cristalizado” e desemboque em um
processo de produção e de apropriação de conhecimento, possibilitando, assim,
que o cidadão torne-se crítico e que exerça a sua cidadania, refletindo sobre
as questões sociais e buscando alternativas de superação da realidade.
A
verdadeira educação visa à promoção do homem, ao “exercer corajosamente” a sua
função conscientizadora e crítica de despertadora da vida e da esperança”, bem
como ao animar a pessoa para o exercício de sua própria cidadania em seus
direitos e deveres.
Através da educação, temos a missão de resgatar as reservas inesgotáveis de
potencialidades de transformação que todas as pessoas têm, promovendo a
verdadeira prosperidade do ser humano, da nossa nação e de todo o mundo. “O
ensinar é um amplo momento de vida entre o educador e o educando”. (Morais,
1986,p.5) O processo de educação permite que ao mesmo tempo que sejamos
mediadores de nosso desenvolvimento sejamos também responsáveis pelo
desenvolvimento do outro no coletivo.
Ao construirmos o Projeto Político Pedagógico de nossa escola, salientamos o
fato de que a história da Educação nos apresenta tendências que, em alguns
casos, por má interpretação ou uso sem reflexão, enveredam pelo autoritarismo
exagerado ou espontaneísmo inconseqüente. Torna-se necessária uma análise
apreciativa e crítica para maior assimilação, reflexão e conscientização do
processo que vivenciamos atualmente, como pilar de sustentação para futuros
estudos e mudanças.
|
|
A contextualização de projetos e idéias é o meio mais seguro de alcançarmos o
aperfeiçoamento e a concretização de transformações. Respeitando o passado e as
tradições, não estaremos impedindo o despertar da consciência, mas fomentando o
respeito às diferenças, assim como reverência ao progresso das pessoas e seu
aprimoramento e valorizando o que esse perfeiçoamento trará o progresso social.
Durante o processo dos estudos para construção do Projeto Pedagógico,
discutimos sobre as principais abordagens teórico-pedagógicas:
-
Comportamentalismo
Essa abordagem metodológica tem, na sua marca característica, uma origem
empirista, pois considera o conhecimento como resultado direto da experiência
ou experimentação planejada. O aprendiz conhece por PREFEITURA
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“descoberta” algo novo para ele, mas que já
existia na realidade exterior.
Para Skinner, representante da análise funcional
do comportamento e muito conhecido no Brasil,“cada parte do comportamento é uma
função de alguma condição que é descritível em termos físicos, da mesma forma
que o comportamento”.
A proposta é desenvolvida, considerando que o comportamento humano é modelado e
reforçado, com supervalorização de controle e recompensas. Isto exige a
previsão rigorosa das seqüências de atividades de aprendizagem que modelam o
comportamento humano, a partir de contingências de reforços, desconsiderando
elementos não observáveis ou subjacentes ao comportamento.
(Mizukamini, 1986).
Para os comportamentalistas ou behavioristas, o homem é resultado de
influências e forças exteriores. A realidade é um fenômeno objetivo que pode
ser manipulado e o comportamento humano altera-se em função de condições
exteriores, daí a importância que esta abordagem dá à organização de situações
mais adequadas às mudanças pretendidas.
Três aspectos precisam ser considerados para que a formulação das relações
entre um organismo e seu meio ambiente seja adequada:
a) ocasião desencadeadora de resposta.
b) a natureza da resposta.
c) presença de reforço.
Skinner
é favorável ao relativismo cultural, considerando que cada cultura tem seu
próprio conjunto de coisas boas e que o critério de bom, aplicado a um
contexto, não é aplicável a outro.“Qualquer ambiente, físico ou social, deve
ser avaliado de acordo com os efeitos sobre a natureza humana”.
(Mizukamini, 1986)
- Humanismo
A tendência predominante desta abordagem é o sujeito num enfoque
interacionista, onde o desenvolvimento humano é analisado em suas interações
com o objeto do conhecimento.
Carl Rogers é identificado como representante da
psicologia humanista e influencia o ensino centrado no aluno, com ênfase nas
relações interpessoais e no estudo do crescimento humano delas derivado.
Considera os processos de construção e de organização pessoal da realidade, a
orientação interna do aluno e o autoconceito que ele constrói.
O professor dá assistência, oferece ambiente rico em solicitações de
aprendizagens que são alcançadas pelas atividades e experiências discentes. A
atividade, considerada como processo natural, visa à auto-realização do ser
humano para o uso pleno de suas potencialidades. Como o conhecimento
é inerente à condição de vida do ser humano, a
curiosidade é natural e o move-menta na busca de respostas equilibradoras. A
escola tem como função, nesta abordagem, a organização de condições nas quais o
aluno se torne mais humano e aprenda a colaborar com os outros, sem deixar com
isto de ser indivíduo.
Educação é tudo que possibilita o crescimento pessoal, interpessoal ou
intergrupal e tem como objetivo a aprendizagem de conceitos e experiências
fundamentais numa aprendizagem pessoal, dinamizada pelos motivos do próprio
aluno.
– Cognitivismo
A abordagem cognitivista é derivada da investigação psicológica dos processos
intelectuais dos indivíduos em suas estruturas mentais (não facilmente
observáveis), tais como:“organização do conhecimento, processamento de
informações, estilos de pensamento ou estilos cognitivos, comportamentos
relativos à tomada de decisões...”
O cognitivismo estuda cientificamente a aprendizagem, considerando o modo como
os estudantes lidam com os desafios do meio, organizam dados, percebem e buscam
a solução de problemas concretos, adquirem conceitos, obtêm e usam
inteligentemente o código escrito e símbolos verbais. A ênfase é dada à
capacidade do aluno em integrar informações e de modo como realiza o
processamento dessas informações. Com enfoque interacionista, o homem e o mundo
são analisados conjuntamente, pois o conhecimento é construído pelo sujeito em
interação com o meio.
Jean Piaget é o nome mais
representativo dessa abordagem. Ele defende a idéia do desenvolvimento do ser
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humano, através de fases sucessivas e
inter-relacionadas, alcançando estágios de inteligência com maior mobilidade e
estabilidade. Os desafios intelectuais do meio promovem as condições
necessárias para a construção de estruturas
cognitivas pela atividade intermitente do sujeito com o real.
Piaget, segundo Chiarottino, 1984, p.33, admite três tipos de estruturas
orgânicas:
as programadas no genoma (as dos aparelhos
digestivo e reprodutor);
as parcialmente programadas (as do sistema
nervoso) e as não programadas (as estruturas mentais).
Por essa razão, os homens têm diferentes níveis de construção, dependendo da
ação solicitadora do meio. Pelas trocas do organismo com o meio, o sujeito
constrói seus esquemas de ação, agindo sobre o mundo e dele sofrendo
influências, em processo constante de adaptação.
No sentido piagetiano, adaptação implica um sujeito ativo, com possibilidade de
transformar-se e de transformar a realidade, construindo seus conhecimentos e
sua própria inteligência.
Frente a uma situação desconhecida, o sujeito enfrenta o conflito cognitivo e,
através de atividades e um jogo de regulações entre o que já sabia e o que se
lhe apresenta como novo, o sujeito vive um processo interno de regulação,
através dos mecanismos de assimilação e acomodação, alcançando uma nova
equilibração ou reequilibração, mais rica que anteriormente experimentada. O
mecanismo que o sujeito usa para compreender o seu mundo é chamado
de assimilação. Tudo que está no meio e no
próprio sujeito tende a ser explicado, primeiramente, pelas estruturas
cognitivas já construídas. Assim o sujeito está em freqüente assimilação do
meio a seus esquemas ou estruturas cognitivas.
Piaget apresenta a aquisição do conhecimento
humano em duas fases:
a) Fase de constatação, cópia ou repetição
(exógena).
b) Fase de compreensão das relações, das
combinações (endógena).
O
trabalho escolar pode restringir-se à primeira fase, mas o verdadeiro
conhecimento situa-se na segunda, pois pressupõe abstração. Para o mesmo autor,
a abstração pode ser empírica ou reflexiva. Empírica quando as informações são
obtidas no próprio objeto e é reflexiva quando ocorre graças às operações (ou
coordenação de ações) e da própria atividade do sujeito e exige
reorganização mental. O construtivismo
interacionista é característico desta abordagem e a escola deve ensinar a
criança a observar o meio, dando condições para que o sujeito aprenda por si
mesmo e desenvolva suas potencialidades motoras, verbais e mentais para
realizar, posteriormente, intervenções socioculturais e transformações na
sociedade.
A proposta escolar cognitivista pressupõe uma aprendizagem ativa alcançada pela
pesquisa, pela investigação, pela solução de problemas e não pela memorização
de fórmulas, nomenclaturas, definições... “A aprendizagem verdadeira se dá pelo
exercício operacional da inteligência”.
O papel do professor é de desencadeador de problemas para que os alunos busquem
a solução. O ambiente onde os alunos trabalham deve ser desafiador e promotor
de interesse e busca de respostas equilibradoras.
- Abordagem
Crítico-Social dos Conteúdos
A compreensão da natureza da educação enquanto um trabalho não-material, cujo
produto não se separa do ato de produção, nos permite situar a especificidade
da educação como referida aos conhecimentos, idéias, conceitos, valores,
atitudes, hábitos, símbolos sob o aspecto de elementos necessários à formação
da humanidade em cada indivíduo singular, na forma de uma segunda natureza, que
se produz, deliberada e intencionalmente, através de relações pedagógicas historicamente
determinadas que se travam entre os homens. (Demerval Saviani)
Trata-se de uma concepção que procura se afirmar sobre uma base histórica e
historicizante. É o empenho em compreender a questão educacional a partir do
desenvolvimento histórico-objetivo.
No Brasil, esta corrente pedagógica se firma, fundamentalmente, em 1979.
(Revista ANDE, nº11/86)
A tarefa a que se propõe a pedagogia
histórico-crítica em relação à educação escolar implica:
a) identificação das formas mais desenvolvidas em
que se expressa o saber objetivo produzido historicamente, reconhecendo suas
condições e compreendendo as suas principais manifestações bem como as
tendências atuais de transformação;
b) conversão do saber objetivo em saber escolar
de modo a torná-lo assimilável pelos alunos no espaço e tempo
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escolares;
c) provimento dos meios necessários para que os
alunos não apenas assimilem o saber objetivo enquanto resultado, mas apreendam
o processo de sua produção bem como as tendências de sua transformação.
Esta abordagem vai tomando forma na medida em que se orienta a educação como
aprendizagem crítica do conhecimento: a educação problematizadora e
conscientizadora.
Trabalha a partir de palavras ou temas geradores, a partir do diálogo. Não se
restringe ao ambiente acadêmico, sai para analisar o mundo e suas implicações.
O conteúdo dos diálogos é extraído da realidade para a aprendizagem, conduzindo
os alunos e professores ao caminho do autoconhecimento e desenvolvimento
integral, independentemente de uma ação política, religião ou credo.
“ Transformações O momento de transformação é
mágico Há nele uma percepção profunda do momento presente Há um mergulho no
cerne da existência Há si cronicidade numa grande harmonia de “ser”
É como aquele exato momento em que a lagarta se
transforma em borboleta E voa sem nunca ter voado
E é bela, de uma beleza nunca percebida antes E é
borboleta , depois de um tempo ser lagarta
A transformação no Homem é como um momento
musical Uma fusão de cores.
Uma convergência de energia Uma percepção do
“todo”
É a sincronicidade
A mágica da mutação
O surgimento do “novo”
O desvelamento de uma face antes escondida
Assim o Homem vai se transformando
E crescendo
E evoluindo
Nas suas múltiplas possibilidades de “virar
borboleta”
Buscar a sintonia com a mudança que se aproxima
Ganhar consciência da nova transformação
E fazer história
E estar presente no coração do mundo
Transformando-se a si mesmo
Deixando seu sinal de amor naquele que passa e
sente a mudança
Deixando seu traço no ambiente que se renova
Deixando seu rastro no caminho percorrido com
sinal de esperança
Assim
caminha o Homem que se abre às transformações”...
(Trecho poético citado em Pedagogia da
Transgressão/96)
- Teoria das
Inteligências Múltiplas
Numa visão tradicional, a inteligência é definida operacionalmente como a
capacidade de responder a itens em testes de inteligência. A inferência, a
partir dos resultados de testes de alguma capacidade subjacente, é apoiada por
técnicas estatísticas que comparam respostas de sujeitos em diferentes idades.
A aparente correlação desses resultados de testes através das idades e através
de diferentes testes corrobora a noção de que a faculdade geral da inteligência
não muda muito com a idade ou com treinamento ou experiência. Ela é um atributo
ou faculdade inata do indivíduo.
A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, por outro lado,
pluraliza o conceito tradicional. Uma inteligência implica na capacidade de
resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado
ambiente ou comunidade cultural. A capacidade de resolver
problemas permite à pessoa abordar uma situação
em que um objetivo deve ser atingido
e localizar a rota adequada para esse objetivo. A
criação de um produto cultural é crucial nessa função, na medida em que captura
e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou os sentimentos da pessoa.
Os problemas a serem resolvidos viriam desde teorias científicas até
composições musicais para campanhas políticas de sucesso.
Uma polêmica lançada por Gardner é em relação ao famoso teste de Q.I.
Em sua opinião, a inteligência não é
um número e, por isso, não pode ser medida por meio de um teste. PREFEITURA
MUNICIPAL DE VIEIRAS. MG
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
Ele chegou a essa conclusão ao iniciar os
seus trabalhos de pesquisa com estudantes que não haviam sido brilhantes na
escola, porém, tinham-se transformado em excelentes profissionais, contrariando
todas as perspectivas de um futuro ruim que as notas escolares indicavam. “Toda
a base da inteligência como uma grandeza, possível de ser medida, é que ela é
determinada por fatores hereditários”, afirma Kátia Smole.
“Gardner não discorda que a inteligência tenha
componentes biológicos, mas acrescenta que não são apenas esses componentes os
responsáveis pelo seu desenvolvimento. Fatores, como meio social e estímulo,
também influenciam no desenvolvimento da inteligência”.
Ou seja, exceto os casos de anomalias, qualquer pessoa tem capacidade de
desenvolver suas inteligências. A função da sociedade, principalmente da escola,
é formar cidadãos equilibrados.
O professor norte-americano, Howard Gardner, especializou-se em educação e
neurologia, pela Universidade de Harvard. Publicou vários livros sobre seus
estudos a respeito das inteligências múltiplas. A Teoria das Inteligências
Múltiplas não se trata de uma corrente pedagógica, seus funda-mentos permitem
aos educadores sérias reflexões sobre ensino e aprendizagem.
As teorias de seu colega Daniel Goldman, autor do best seller Inteligência
Emocional, também têm influenciado alguns pedagogos. Desde que o livro de
Daniel Goleman, jornalista e psicólogo norte-americano (Universidade de
Harvard), chegou às livrarias, este tema está sendo
muito discutido entre os educadores. Com muitas
pesquisas feitas ao longo de anos, Goleman prova que nem sempre uma
inteligência brilhante é passa-porte seguro para uma vida adulta cheia de
realização. O psicólogo americano mostra que ter controle das próprias emoções
(inteligência intrapessoal) é mais importante que qualquer brilhantismo para os
números ou para as letras. Pesquisando o cérebro e pacientes com lesões
cerebrais, Gardner diz que o que se chama de “inteligência” não se refere
apenas à capacidade de entender alguma coisa, mas também à criatividade e à
compreensão. As Inteligências estudadas por Gardner:
a)Lingüística: domínio da expressão com a
linguagem verbal; dar arquitetura às palavras.
b) Lógico-matemática: capacidade de raciocínio
lógico e compreensão de modelos matemáticos; habilidade de lidar com conceitos
científicos.
c) Espacial: sentido de movimento, localização e
direção; percepção de objetos.
d) Musical: capacidade de compreender os sons.
e) Corporal-sinestésica: domínio dos movimentos
do corpo; a inteligência dos atletas e bailarinos, por exemplo.
f) Naturalista: sensibilidade para aprender os
processos da natureza.
g) Intrapessoal: capacidade de autocompreensão,
automotivação e conhecimento de si mesmo; habilidade para administrar os
sentimentos a seu favor.
h) Interpessoal: capacidade de se relacionar com
o outro, entender reações e criar empatia.
i) Existencial (em estudo): inteligência voltada
para o questionamento filosófico e religioso. (Howard Gardner. Inteligências
Múltiplas; Mentes que lideram: uma anatomia da liderança); Mentes que criam;
Inteligência; Múltiplas perspectivas, (editora Artes Médicas)
As discussões foram importantes para chegarmos a
seguinte conclusão: professor deve estar a par das teorias e tendências
pedagógicas ao problematizar suas questões do cotidiano e ao pensar sua
prática, sem contudo estar firmemente preso a uma delas. Deve, antes de tudo
procurar o melhor de cada uma, seguindo uma aplicação cuidadosa que permita
avaliar sua eficiência.
Devemos ressaltar que as teorias são importantes,
mas cabe ao professor construir sua prática embasado nelas, elas são elementos
norteadores e não "receitas" prontas.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA
ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
VISÃO DO CONTEXTO
Atualmente, vivenciamos um
processo de transformação estrutural com rápidas e significativas mudanças.
Esse processo é conseqüência da
revolução tecnológica, da tentativa de formação
de uma economia global e de um caminho de mudança cultural, manifestado
principalmente pela nova postura das mulheres na sociedade e por uma diferente
consciência ecológica e espiritual. Há uma carência de teorias para dar um
marco interpretativo à compreensão do contexto atual.Percebemos que as
trajetórias das maiores mudanças estão a nível social...A família (tradicional)
tem recebido grandes impactos, quando da inadaptação de novos papéis. É
necessário que mulheres e homens busquem formas de reconstrução da estrutura
familiar, sem perceberem o sentido geral dos fatos, seguindo os valores éticos
das relações humanas. O processo educacional, tanto na família como nas
escolas, está engatinhando na percepção da valorização emocional que ainda é,
freqüentemente, desconhecida e bloqueada.Cabe a nós, educadores, praticarmos
transgressões e buscarmos formas de expressão que permitam o compartilhar de
experiências que não atrofiem a criatividade, o pensamento e a crítica, mas que
redefinam, de forma ampla e rica, a educação atual, desacostumando o indivíduo
à passividade mental.Os estudos para nosso Projeto Político Pedagógico
continuam reinventando a prática de todos os envolvidos, visando um
questionamento diante do que fazemos e não um ajustamento a ações
cristalizadas. Continuamos descobrindo, a cada dia, o significado mais alto da
nossa educação.
Podemos ser superiores e cultos; se nos falta,
porém, a profunda integração do pensamento e do sentimento, nossas vidas serão
incompletas,
contraditórias e cheias de temores torturantes; e
enquanto a educação não abranger o sentido global da vida, bem pouco ela
significará.
A consciência de sabermos o
que acontece com cada um de nós e em nosso contexto, faz renascer o encinte
emocional, que vai além da prática diária, que dá significado à sua atuação
educativa, fortalecendo, de forma coerente, reflexiva, crítica, amorosa, suas
relações com o educando.
A Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade vem,
através do Projeto Político Pedagógico, resignificar suas ações, a fim de que
possa ser parte integrante de um novo paradigma educacional, provocando a
comunidade escolar a reforçar o sentido de assumirmos a provisão de nossa
realidade, com fé na Divina Providência.Fazer uma leitura providente da história
significa olhar o mundo com empatia, ter um olhar positivo. A visão superficial
do mundo moderno é que tudo parte da subjetividade e vai constituir uma prova
definitiva da não-existência da Providência, colocando o “eu” como referencial
da visão das coisas. Desafios como esse nos obrigam a uma leitura providente da
história que leva a uma opção pela vida. A partir da fé na Divina Providência,
apostamos na vida.
A partir desta fé, trabalhamos
para que a educação leve à construção de uma cidadania autêntica e seja um meio
de compreensão da realidade. Não podemos nos limitar a sermos apenas
repassadores de conhecimentos. É necessário que busquemos, permanentemente,
aprimorar o trabalho pedagógico que leve a criar condições fundamentais para a
autodeterminação dos educandos.
"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo
para todo propósito debaixo do céu:
há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo
de chorar e tempo de rir;
tempo de abraçar e tempo de afastar-se;
tempo de amar e tempo de aborrecer;
tempo de guerra e tempo de paz."
(Eclesiástico)
REFERENCIAL TEÓRICO
Nosso projeto político pedagógico, ao ser traçado em pontos firmes, mas
flexíveis, busca evitar uma diretividade exagerada, pois não pretende ser um
projeto acabado e formalizado, mas estar aberto à criatividade de cada um para
que possa planejar a dinâmica do ensinar e do aprender de acordo com as
solicitações de cada momento.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
Os pressupostos e princípios desse projeto devem ser construídos com base nas
experiências vividas, com os olhos atentos aos sinais dos tempos atuais e
dirigidos a um futuro próximo ou remoto. Pretende ser criterioso onde o dizer e
o fazer busquem os ecos da adequação e da coerência, num paradigma que
acompanhe a ação de ser um educador da Escola Municipal Anísio Acelino de
Andrade.
“A escola deve, em qualquer
momento do processo pedagógico, ter clareza do seu papel.”
Há um alvo a ser alcançado: a universalização e a socialização do saber, das
ciências, das letras, das artes, da política e da técnica. Mas há um ponto de
partida que não pode ser esquecido: as experiências de vida e a realidade
percebida por aqueles a quem ela deve educar. O objetivo deve ser o de elevar o
nível de compreensão dessa realidade por parte do educando, que deve
ultrapassar a percepção do senso comum. Em nosso projeto pedagógico, o homem
deve ser visto numa totalidade dinâmica como um ser que integra os aspectos
biológicos, psicológicos, sociológicos e cristãos. Uma pessoa com condições
para a mudança, orientada para ser sujeito de sua educação.
O objetivo primordial é dar espaço para que o
educando possa exercer sua consciência crítica ao aprender fazendo. A escola
deve constituir-se em lugar onde o aluno construa o seu conhecimento, numa
postura de indagação e análise avaliativa da realidade social, ao mesmo
tempo em que experiência os valores cristãos em ações efetivas.
Devemos continuar buscando uma escola aberta aos interesses e necessidades do
meio circundante, sem perder nossa identidade.
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
PROPOSTA CURRICULAR
“Diz-me, e eu esquecerei;
ensina-me e eu lembrar-me-ei;
envolve-me, e eu aprenderei.”
O Que Entendemos
Por:
Currículo: O
currículo extrapola o “fazer” pedagógico abrangendo elementos como grade
curricular, disciplinas, conteúdos e conhecimento. É necessário resgatar os
saberes que o aluno traz de seu cotidiano. Elencado o objeto do conhecimento,
este não deve ser trabalhado de forma superficial e desvinculada da realidade.
Está enraizada, em nossa ação pedagógica diária, uma metodologia tradicional
que entende o conhecimento como um produto pronto para apenas ser repassado,
considerando somente a interação unilateral entre professor e aluno. Todavia, é
preciso que o objeto do
conhecimento seja tratado por meio de um processo
que considere a interação/ mediação entre educador - educando como uma via de
“mão dupla” em que as relações de ensino-aprendizagem ocorram dialeticamente.
Só deste modo o currículo conseguirá alcançar seu real objetivo.
Para cumprir
seu papel, de contribuir para o pleno desenvolvimento da pessoa, prepará-la
para a cidadania e qualificá-la para o trabalho, como define a constituição e a
LDB, ousamos construir uma escola onde todos sejam acolhidos e tenham sucesso
igualitariamente.
Refletimos sobre o desafio desta função, pois a
missão de cada um é promover o pleno desenvolvimento do educando, preparando-o
para a cidadania e qualificando-o para o trabalho.
Sabendo que o
termo pleno desenvolvimento significa cuidar não apenas da tarefa de ensinar os
conteúdos clássicos, mas, de dar conta de outras dimensões que fazem parte de
cada pessoa, um ser humano perfeito, completo e feliz. A escola Municipal
Anísio Acelino de Andrade deve buscar através da coletividade da comunidade
escolar caminhos para a realização desse desafio. Para isso a escola se volta
não apenas para a transmissão do conhecimento, mas também enfatiza outros
aspectos: as formas de convivência entre as pessoas, o respeito às diferenças,
a cultura escolar, o individualismo de cada aluno e seu desempenho dentro do
coletivo, entrando em questão as diferentes aprendizagens, ela divide
responsabilidades que passam a ser assumidas de forma muito mais intensa e
estabelece parcerias e novas possibilidades não construídas. O currículo da Educação Básica configura-se como o conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção e a socialização de
significados no espaço social, contribuindo, intensamente, para a construção de identidades socioculturais do educando.
§ 1º Na implementação do currículo, deve-se evidenciar a contextualização e a interdisciplinaridade, ou seja, formas de interação e articulação entre diferentes campos de saberes específicos, permitindo aos alunos a compreensão mais ampla da realidade.
§ 2º A interdisciplinaridade parte do princípio de que todo conhecimento mantém um diálogo permanente com outros conhecimentos e a contextualização requer a concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares aos alunos.
O Plano Curricular do Ensino Fundamental , expressão formal da concepção do currículo da escola, decorrente de seu Projeto Político- Pedagógico, deve conter uma Base Nacional Comum, definida nas diretrizes curriculares, e uma Parte Complementar Diversificada, definida a partir das características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
PROJETO
POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
§ 1º Deve ser incluído na Parte Diversificada, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental, o ensino de, pelo menos, uma Língua Estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar.
§ 2º A Língua Espanhola, de matrícula facultativa ao aluno, é Componente Curricular que deve ser, obrigatoriamente, ofertado no Ensino Médio.
§ 3º A Educação Física, componente obrigatório de todos os anos do Ensino Fundamental e Médio, será facultativa ao aluno apenas nas situações previstas no
§ 3º do artigo 26 da Lei nº 9394/96.
§ 4º O Ensino Religioso, de matrícula facultativa ao aluno, é Componente Curricular que deve ser, obrigatoriamente, ofertado no Ensino Fundamental.
§ 5º A Música constitui conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do Componente Curricular Arte, o qual compreende também as artes visuais, o teatro e a dança.
§ 6º A temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena deve, obrigatoriamente, ser desenvolvida no âmbito de todo o currículo escolar e, em especial, no ensino de Arte, Literatura e História do Brasil.
Além da Base Nacional Comum e da Parte Diversificada, devem ser incluídos, permeando todo o currículo, Temas Transversais relativos à saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, direitos das crianças e adolescentes, direitos dos idosos, educação ambiental, educação em direitos
humanos, educação para o consumo, educação fiscal, educação para o trânsito, trabalho, ciência e tecnologia, diversidade cultural, dependência química, higiene bucal e educação alimentar e nutricional, tratados transversal e integradamente, determinados ou não por leis específicas.
Parágrafo único. Na implementação do currículo, os Temas Transversais devem ser desenvolvidos de forma interdisciplinar, assegurando, assim, a
articulação com a Base Nacional Comum e a Parte Diversificada.
Na organização curricular do ensino fundamental e do ensino médio deve ser observado o conjunto de Conteúdos Básicos Comuns (CBC) a serem ensinados, obrigatoriamente, por todas as unidades escolares da rede estadual de ensino.
Atividades de
planejamento:
1- Estabelecer períodos para observar o
“conhecimento prévio do aluno” (2 semanas, após o inicio do ano letivo)-
Período de sondagem
2- Reunião por área: Aproximar as disciplinas
curriculares, professores, equipe pedagógica, construindo propostas
interdisciplinares em diferentes níveis;
• Agendar momentos no calendário escolar para
planejar por blocos, ano em curso, fases e disciplina.
• Módulos semanais (todas as terça-feira).
• Dia “D” com os profissionais da escola e dia
“D” com a comunidade, já previstos no calendário escolar.
3- Organizar projetos pedagógicos que envolvam
todos os segmentos da escola, com a participação da comunidade.
• Planejamento por projetos e atividades de
ensino; Reunião Geral, para planejar as questões pedagógicas e administrativas;
Formação Continuada.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
ORGANIZAÇÃO DAS ETAPAS E MODALIDADES DA EDUCAÇÃO
OFERECIDAS PELA E. M. A. A. A
EDUCAÇÃO INFANTIL
1 – Prática de
oralidade;
Objetivos
- Interagir com os colegas da classe, com outras crianças, com adultos do ambiente escolar e com pessoas da comunidade.
- Expressar-se oralmente.
- Realizar tarefas e que se expresse oralmente.
- Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor.
- Realizar com pertinência tarefas cujo desenvolvimento dependa de escuta atenta e compreensão.
Conteúdos
Conceituais e Procedimentais
* Uso da linguagem oral para conversar, brincar,
comunicar e expressar desejos, necessidades idéias e sentimentos no cotidiano.
* Elaboração de perguntas e respostas de acordo
O com os diversos contextos que participa.
* Participação em situações que envolvam
necessidade de explicar e argumentar idéias.
* Relato de experiências vividas e narração de
fatos em seqüência temporal e causal.
* Reconto de histórias conhecidas no que se
refere à descrição de personagens, cenários e objetos com e sem ajuda do
professor.
* Conhecimento e reprodução oral de jogos
verbais, como trava-língua, par lendas, quadrinhas, poemas e canções.
* Participação de interações cotidianas em sala
de aula.
- escutando com atenção e compreensão.
-respondendo as questões propostas.
- expondo opiniões nos debates
Conteúdos
Atitudinais
- Diálogo
- Respeito mútuo
- Acolhimento de diferentes idéias e modos de falar.
- Atenção
- Partilha
2 – Práticas de
leitura
Objetivos
·
Participar de situações em que os adultos lêem textos de diferentes
gêneros, como contos, poemas, notícias de jornal, informativos, etc...· Participar de situações que as crianças leiam, ainda que não o façam de maneira convencional.
· Reconhecimento do próprio corpo dentro do conjunto de nomes do grupo em situações diversificadas.
· Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento.
· Despertar a atenção da criança para os diferentes modos de se falar e de se narrar histórias.
· Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento.
· Desenvolver capacidades necessárias à leitura com fluência e compreensão.
· Desenvolver atitudes e disposições favoráveis à leitura.
· Interagir com o texto.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRAD
Conteúdos
Conceituais e Procedimentais
* Manuseio e observação de materiais impressos, como livros, revistas,
histórias em quadrinhos e outros portadores de textos.* Participação em situações que exijam descobrir o sentido do texto apoiando-se nos diversos elementos, como as figuras, diagramação, etc...
* Organização de momentos de leitura livre.
* Criação de ilustrações sobre as histórias ouvidas.
* Leitura de gravuras e pequenos textos trabalhados (mesmo as crianças que não lêem convencionalmente).
* Reconto.
* Sonorização de histórias utilizando instrumentos de percussão.
* Percepção do ritmo da poesia.
* Agrupamento de histórias misturando os seus personagens e propondo novas ações.
* Organização de comerciais para o livro que leu.
* Dramatização das histórias (como o corpo ou diferentes recursos).
* Organização de momentos de leitura livre nos quais o professor também lerá para si, tornando-se um modelo para as crianças.
* Escolha pelas crianças de suas leituras, de forma que possam manusear os livros nos momentos de atividades diversificadas.
* Estabelecimento de critérios para organização do cantinho de leitura da sala e sua utilização.
* Avaliação de textos lidos.
* Resumo oral de texto lido.
* Ação da criança sobre o texto literário dramatizando, criando desenhos, realizando recortes e colagens, recriando o texto, modificando partes, continuando histórias, etc...
* Antecipação de conteúdos a serem lidos em função do reconhecimento de seu suporte e deu gênero.
* Levantamento e confirmação de hipóteses relativas no conteúdo do texto que está sendo lido.
* Empréstimo de livros para as crianças levarem para casa, promovendo desta forma momentos de leitura em casa: junto com os familiares
Conteúdos Atitudinais
· Autoconfiança.
· Responsabilidade.
· Atenção.
· Respeito mútuo.
· Colaboração
3 – Práticas de
escrita .
Objetivos- O Familiarizar-se com a escrita por meio da participação em situações que envolvam o uso do código escrito.
- Familiarizar-se com a escrita por meio da participação em situações que envolvam o uso do código escrito. Conhecer, utilizar e valorizar os modos de manifestação e circulação da escrita na sociedade.
- Desenvolver as capacidades necessárias para o uso da escrita no contexto escolar.
- Dominar convenções gráficas.
- Compreender a orientação, o alinhamento e a segmentação dos espaços em branco da escrita da língua portuguesa.
- Conhecer o alfabeto.
- Integrar o trabalho de expressão escrita com outras áreas do conhecimento
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
· Respeitar a reprodução própria e alheia.
· Produzir textos individuais e ou coletivos.
· Escrever de próprio punho, utilizando o conhecimento de que dispõe, no momento, sobre o sistema de escrita em língua materna.
· Interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional.
· Reconhecer seu nome escrito, sabendo identificá-lo e registrá-lo nas diversas situações do cotidiano.
Conteúdos
Conceituais e Procedimentais:
* Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita.
* Atividades que abordam os modos de manifestação e circulação da escrita na sociedade, diferentes gêneros textuais (histórias, notícias, cartas, propagandas, etc...), em diferentes suportes (livros, revistas, jornais, papel de carta, outdoor, etc...) em diferentes espaços (livrarias, bancas, bibliotecas).
* Atividades de escrita que abordam os usos e funções sociais da escrita.
* Atividades de escrita que façam sentido para crianças, isto é, que elas saibam para que e para quem esteja escrevendo, revestindo a escrita e seu caráter social.
* Brincadeiras livres com diferentes tipos de letras e de diferentes materiais e tamanhos.
*Topologia das letras.
* Jogos e brincadeiras envolvendo a escrita (bingo, memória, forca, trilha, etc...).
* Participação em atividades que envolvam todas as letras, qualquer palavra e qualquer texto.
* Criação de um ambiente rico de materiais e atos de leitura.
* Registros (desenhos< escritas espontâneas) das diversas situações cotidianas.
* Compreensão da estabilidade das palavras.
* Análises sonoras, tanto sobre as iniciais como sobre o desmembramento oral das palavras em sílabas.
* Aproveitamento de textos produzidos coletivamente e outros para atividades posteriores de leituras, reconhecimento de letras, palavras, textos, remontagem de texto, etc...
* Confronto de produções diferentes para a socialização e correção de idéias e informações...
* Escrita do próprio nome e dos colegas.
* Retomada do texto escrito pelo professor a fim de saber o que já está escrito e o que ainda falta escrever.
* Atividades de reescrita de textos diversos.
* Práticas escolares que favoreçam a construção de escrita de acordo com as idéias construídas pelas crianças.
* Reelaboração dos textos produzidos, realizada coletivamente e ou individualmente com o apoio do professor.
* Utilização da letra de imprensa maiúscula.
Conteúdos
Atitudinais:
· Respeito mútuo.
· Partilha.
· Colaboração.
· Confiança.
· Diálogo.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
MOVIMENTOObjetivos:
· Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo.
· Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar nas diversas situações de interação.
· Deslocar com destreza progressiva no espaço, desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras.
· Explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento, etc...
· Oportunizar coordenação dos grandes músculos, de forma a favorecer o desenvolvimento global da criança e a sua relação com o meio ambiente.
· Perceber as sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo.
· Ampliar possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação.
· Explorar diferentes qualidades e dinâmicas no movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo.
· Controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para a utilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações.
· Utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamentos, etc... Para ampliar suas potencialidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
· Apropriar-se progressivamente da imagem global de seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos.
· Desenvolver atitudes de interesse e cuidado com o próprio corpo.
Conteúdos Conceituais e Procedimentais:
*Reconhecimento progressivo de segmentos e
elementos do próprio corpo por meio da exploração, das brincadeiras, do uso do
espelho e da interação com os outros.
* Expressão de sensações e ritmos corporais por
meio de gestos, posturas e da linguagem oral.
* Narrativas acompanhadas de movimento.
*Exploração de diferentes posturas corporais,
como sentar-se em diferentes inclinações, deitar-se em diferentes posições,
ficar ereto apoiado na planta dos pés com e sem ajuda, etc...
* Atividades com pneus, corda, toquinhos,
bambolês, bola.
* Atividades da própria criança em si mesma, no
colega e no professor.
* Ampliação progressiva da destreza para
deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante de arrastar-se,
engatinhar, rolar, andar, correr, saltar, etc...
* Aperfeiçoamento dos gestos relacionadas com a
pressão, o encaixe, o traçado no desenho, o lançamento, etc... Por meio da
experimentação e utilização de suas habilidades manuais em diversas situações
cotidianas.
* Participação em brincadeiras e jogos que
envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar,
etc... Para ampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e o
movimento.
* Utilização dos recursos de deslocamento e das
habilidades de força, velocidade, resistência e flexibilidade nos jogos e
brincadeiras dos quais participa.
* Valorização de suas conquistas corporais.
* Manipulação de materiais, objetos e brinquedos
diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades manuais.
*Exercícios de imaginação e criatividade –
representação de experiências observadas e vividas por meio do movimento.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
* Exercícios envolvendo capacidades corporais de
equilíbrio e coordenação – jogos de regras.
* Atividades de esquema corporal que envolva:
conhecimento do corpo, lateralidade, organização e expressão.
* Exercícios de motricidade ampla (coordenação
dinâmica geral, equilíbrio, relaxamento, etc...) e fina (coordenação manual
digital, lingual, labial e pedal).
* Exercício de percepção sensorial, espacial,
temporal, de análise e síntese e figura de fundo.
* Utilização expressiva intencional do movimento
nas situações cotidianas e em suas brincadeiras.
* Valorização e ampliação das possibilidades
estéticas do movimento e utilização de diferentes modalidades de dança.
* Percepção de estruturas rítmicas para
expressarem-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros
movimentos.
· Respeito mútuo.
· Atenção.
· Ordem.
· Destreza.
· Solidariedade.
MÚSICA:
Objetivos:
· Brincar com música, imitar inventar e reproduzir criações musicais.
· Estimular a criança a ouvir, perceber, descobrir, imitar e repetir sons, construir seu conhecimento sobre o tema.
· Valorizar a capacidade de a criança sentir, viver e apreciar música, sem a preocupação excessiva com os aspectos técnicos (afinação, ritmo), valorizando o senso musical e a sensibilidade.
· Garantir atividades em que a criança possa sentir prazer em produzir e ou usufruir da música e expressar-se.
· Enriquecer o repertório musical
Infantil com CDs e materiais para serem explorados, planejando experiências que envolvam música de diferentes povos, épocas, formas e compositores.
· Reconhecer a música como linguagem cujo conhecimento se constrói.
· Entender e respeitar como as crianças se expressa musicalmente em cada fase, para, a partir daí fornecer os meios necessários (vivências, informações, materiais) ao desenvolvimento de sua capacidade expressiva.
· Explorar materiais e desenvolver recursos técnicos adequados para a confecção de instrumentos.
Conteúdos
Conceituais e Procedimentais:
* Exploração de materiais e a escuta de obras
musicais para proporcionar o contato e experiências com a matéria prima da
linguagem musical o som (e suas qualidades) e o silencio.
* Exploração, expressão e produção de silêncio e
de sons com a voz, o corpo, o entorno e os materiais sonoros diversos.
* Interpretação de música e canções diversas.
* Participação em brincadeiras e jogos cantados e
ritmos.
* participação em situações
que integrem músicas, canções e movimentos corporais.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
* Exploração de materiais e a escuta de obras
musicais, para propiciar o contato e experiências com a matéria prima da
linguagem musical o som (e suas qualidades) e o silêncio.
* Exploração, expressão e produção de silêncio e
de sons com a voz, o corpo, o entorno e os materiais sonoros diversos.
* Interpretação de músicas e de canções diversas.
* Participação em situações que interagem
músicas, canções e movimentos corporais.
* Participação em brincadeiras e jogos cantados e
ritmos.
* Reconhecimento e utilização expressiva, em
contextos musicais das diferentes características geradas pelo silêncio e pelos
sons: altura (grave ou agudo), duração (curtos ou longos), intensidade (fracos
ou fortes) e timbre (distingue e personaliza cada som).
* Participação em jogos e brincadeiras que
envolvam a dança e ou a improvisação musical.
* Repertório de canções para desenvolver memória
musical.
* Escuta de obras musicais de diversos gêneros,
estilos, épocas e culturas, da população musical brasileira e de outros povos e
países.
* Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus
compositores para iniciar seus conhecimentos sobre produção musical.
* Pesquisa de produção de sons e ruídos do ambiente
(vozes de animais, fenômenos naturais...), materiais sonoros de sucata e
objetos escolares.
* (Criação de materiais sonoros a partir da
sucata (instrumentos) e organização de bandinha rítmica).
* Acompanhamento rítmico de canções infantis
musicais do repertório folclórico e / ou popular.
*Brincadeiras musicais: cantar introduzindo
variações (mais lento, mais rápido, forte, fraco...)
*Criação de canções individualmente ou em grupo:
gravação de canções para que possam ser ouvidas e apreciadas.
* Canto e movimentação (Criar
e/ou emitir gestos a partir de canções).
*Musicalização das frases, provérbios,
cumprimentos, despedidas (inventadas pelo professor e pelas crianças).
*Organização de pequenas coreografias a partir
das atividades de expressão musical, instrumental e/ ou vocal.
*Realização de atividades com falas rimadas,
legendas e parlendas (executar, modificar, criar).
*Realização de diferentes atividades a partir da
audição de músicas: desenhar, pintar, fazer recortes e colagens, movimentar o
corpo ou partes dele; imaginar o que a música sugere.
Conteúdos
Atitudinais:
- Atenção.
- Disciplina.
- Valorização da música.
- Apreciação musical.
- Interesse por ouvir.
- Iniciativa e autonomia.
- Respeito.
Objetivos:
· Ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetivos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio.
· Respeitar os diferentes pontos de vistas, estimulando e desenvolvendo, leituras singulares e produções individuais.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
· Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.
· Despertar o interesse pelas próprias produções, pelas de outras crianças e pelas obras artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) com as quais entrem em contato.
· Produzir trabalhos artísticos utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da construção, desenvolvimento a gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação.
· Valorizar o processo de criação da criança.
· Estimular a ludicidade no processo de produção, despertando desta forma o interesse e o prazer das crianças nas atividades de expressão plástica.
· Fortalecer a singularidade de cada indivíduo no processo de criação.
· Estimular a ludicidade no processo de produção, despertando desta forma o interesse e o prazer das crianças nas atividades de expressão plástica.
· Fortalecer a singularidade de cada indivíduo no processo de criação.
Conteúdos conceituais procedimentais:
* Exploração e manipulação de materiais como lápis e pincéis de diferentes texturas e espessuras; brochas, carimbos, etc... De meios, como tintas, água, areia, terra, argila etc...; e de variados suportes gráficos, como jornal, papel, papelão, parede, chão etc...
* Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando à produção de marcas gráficas.
* Cuidado com o próprio corpo e das colegas no contato com os suportes e materiais de artes.
Criação de desenhos, pinturas, colagens,
modelagens a partir de seu próprio repertório e da utilização dos elementos da
linguagem das Artes Visuais: ponto linha, forma, cor, volume, espaço, textura
etc...
* Exploração
e utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar, pintar e
modelar...* Organização e cuidado com os materiais no espaço físico da sala.
* Exposições das produções
artísticas das crianças para apreciação das suas produções e das dos
outros, por meio da observação e
leitura.
* Leitura
de obras de arte a partir da observação, narração e interpretação de imagens e
objetos.* Conhecimento da diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas, construções, colagens, ilustrações etc...
* Desenho livre a partir de observação, de interferência colocada previamente no papel, na audição de diferentes tipos de música etc...
* Montagem de painéis que contenham produções individuais ou coletivas.
* Pintura, modelagem, construção e colagem com diferentes materiais, suportes, para diferentes fins e em diferentes espaços.
* Criação de dobraduras individual ou coletiva mente que representem objetos, animais ou personagens diversos.
* Criações tridimensionais que exijam ações diversas como colagem, pintura, modelagem, recorte, realizadas individualmente ou em grupo.
· Imaginação.
· Sensibilidade
· Capacidade de percepção e apreciação.
· Criatividade.
· Respeito mútuo.
· Autoconfiança.
· Colaboração.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
MATEMÁTICA:
Objetivos:
·
Utilizar da contagem oral, de noções de quantidade, de tempo e de espaço
em jogos, brincadeiras e músicas.· Manipular e explorar objetos e brinquedos em situações organizadas de forma que cada criança possa descobrir as características e propriedades principais e suas possibilidades associativas: empilhar, rolar, transvasar, encaixar etc...
· Utilizar da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade.
· Utilizar de noções simples de cálculo.
· Reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano.
· Comunicar idéias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações problema relativos a quantidades, espaço físico e medida, utilizando a linguagem matemática.
· Ter confiança em suas próprias estratégias e na capacidade de lidar com situações matemáticas novas, utilizando seus conhecimentos prévios.
· Relacionar objetos e situações em estruturas de agrupamentos (classes), ordenações (series), relações espaciais, temporais e causais.
· Vivenciar situações através de atividades concretas de quantificar pesar e medir.
· Inventar, verbalizar e operacionalizar problemas.
Conteúdos
conceituais e procedimentais:
* Jogos e brincadeiras que envolvam contagem e conceitos de perto, longe, embaixo, em cima, do lado, atrás, dentro, fora.
* Construção de circuitos por onde as crianças possam engatinhar , rolar, arrastar ou andar- subindo, descendo, passando por dentro, por baixo, por cima.
* Brincadeiras de construir torres e pistas com materiais diversos.
* Cantigas e rimas folclóricas que envolvam contagens e números.
* Atividades envolvendo a ação de colecionar pequenos objetos, como tampinhas, folhas, conchas, figurinhas, palitos de picolé etc...
* Organização de situações de aprendizagem nas quais os materiais concretos cumprem o papel de auto-instrução, através da ação de manipulação do sujeito.
* Comunicação de atividades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ ou registros não convencionais.
* Identificação de posição de um objeto ou numero numa série, explicando a noção de sucessor e antecessor.
* Identificação de números nos diferentes contextos em que se encontram.
* Comparação de escritas numéricas identificando algumas regularidades.
* Jogos brincadeiras e cantigas que incluem diferentes formas de contagem.
* Resolução de situações problemas através de desenhos, evitando contas isoladas.
* Exploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas.
* Introdução às noções de medida, de comprimento, peso, volume e tempo, pela utilização de unidades convencionais e não convencionais.
* As atividades de culinária possibilitam um rico trabalho, envolve diferentes unidades de medida,
por exemplo: litro, quilograma, colher, xícara, etc...
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
* Marcação do tempo por meio de calendários.
* Experiências com
dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das crianças.
* Representação
da posição de pessoas e objetos, utilizando Vocabulário pertinente nos jogos,
nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as crianças considerem
necessária essa ação.* Exploração e identificação de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade, tridimensionalidade. Faces planas, lados retos, etc...
* Descrição e representação de pequenos percursos e trajetos observando pontos de referência.
* Atividades que envolvam o conhecimento físico (odor, sabor, cor, forma, tamanho, espessura, textura, peso, temperatura, experimentos com água, ar, terra, luz e calor, etc...) que pressupõe a ação concreta e sensorial sobre o objeto.
* Utilização o próprio corpo da criança para avaliar as propriedades de peso, temperatura, comprimento e tamanho.
* Observação e pesquisa sobre o uso social das diferentes medidas.
* Atividades envolvendo o conhecimento lógico-matemático de classificação, seriação, conservação, relações espaciais e temporais (seqüência de fatos ou ações, conceitos de antes e depois, primeiro e último, medida de tempo).
* Criação de jogos com regras e situações problemas envolvendo a idéia de adição, subtração, multiplicação e divisão.
* Utilização da linguagem gráfica nas diversas situações cotidianas da sala de aula.
Utilização da linguagem gráfica nas diversas
situações cotidianas da sala de aula.
Conteúdos
atitudinais:
· Disciplina.
· Colaboração.
· Respeito mútuo.
· Organização.
· Autonomia.
NATUREZA E SOCIEDADE:
Objetivos:
· Explorar o ambiente, para que possa se relacionar com as pessoas.
· Estabelecer contato com pequenos animais, com plantas e com objetos de diversos, manifestando curiosidade e interesse.
· Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo e manifestando opiniões próprias sobram os acontecimentos.
· Buscar informações e confrontar idéias.
· Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos.
· Estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem, valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade da vida humana.
· Ampliar o repertório de conhecimento a respeito do mundo social e natural.
Conteúdos Conceituais e procedimentais:
* Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos.
* Contato com pequenos animais e plantas.
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PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
* Conhecimento do próprio corpo por meio do uso e da exploração de suas habilidades físicas, motoras e perceptivas.
* Confronto entre suas idéias e as de outras crianças.
* Formação coletiva e individual de conclusões e explicações sobre o tema em questão.
* Utilização, com a ajuda do professor, de diferentes fontes para buscar informações, como objetos, fotografias, documentários, relatos de pessoas, livros, mapas, internet, etc...
* Organização dos grupos e de seu grupo social e interesse por conhecer diferentes formas de expressão cultural.
* Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e outras.
* Conhecimento de modos de ser, viver e trabalhar de alguns grupos sociais do presente e do passado.
* Identificação de alguns papéis sociais existentes em seus grupos de convênio.
* Observação da paisagem local (rios, vegetação, construções, florestas, campos, dunas, açudes, montanhas, etc...)
* Temas relacionados ao relevo, clima, à presença de água nos rios, nas construções, ao trabalho, aos meios de transporte e de comunicação, à vida no meio urbano e rural.
* Utilização com ajuda dos adultos, de fotos, filmagens, relatos e outros registros para a observação de mudanças ocorridas nas paisagens ao longo do tempo.
* Valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente.
* Trabalho com aspectos relacionados às mudanças que ocorrem na paisagem local, conforme variação do dia e da noite, sucessão das estações do ano a paisagem dos meses e dos anos, à época de festas, etc..
* Assuntos relacionados ao trabalho, à origem e produção dos alimentos, às festas e comemorações, etc...
* Contato com representações como as plantas de ruas, os mapas, o globo terrestre e outros tipos de representação, como os desenhos feitos pelos alunos para indicar percursos (chamados croquis), etc...
Conteúdos atitudinais:
· Cooperação.
· Valorização do próprio corpo e da saúde.
· Respeito à natureza e aos animais.
· Utilização da linguagem oral para se expressar.
Os seres vivos:
* Conhecimento dos cuidados básicos de pequenos animais e vegetais por meio da sua criação e cultivo.
* Conhecimento de algumas espécies da fauna e da flora brasileira.
* Percepção dos cuidados necessários à preservação da vida e do ambiente.
* Valorização da vida nas situações que impliquem cuidados prestados a animais e plantas.
* Percepção do cuidado com o corpo, à prevenção de acidentes e à saúde de forma geral.
* Percepção do cuidado com o corpo, à prevenção de acidentes e à saúde de forma geral.
Valorização de atitudes
relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo.
* Estabelecimento de relações entre os fenômenos da natureza (as chuvas, a seca, a presença de um arco íris, etc...) e as formas de vida dos grupos sociais que ali vivem.
* Observação direta da ocorrência destes fenômenos na região onde se situa a escola ou de forma indireta, por meio de fotografias, ilustrações de jornais e revistas, filmes, internet, etc.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
* Participação em diferentes atividades envolvendo a observação e a pesquisa sobre a ação de luz, calor, som, força e movimento.
PROPOSTA CURRICULAR
FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL
O desenvolvimento da identidade e da autonomia está intimamente relacionado com os processos de socialização. Nas interações sociais se dá a ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer com outras crianças e com adultos, contribuindo para que o reconhecimento do outro e a constatação das diferenças entre pessoas sejam valorizadas e aproveitadas para o enriquecimento de si próprias.
A capacidade das crianças de terem confiança em si própria e o fato de sentirem-se aceitas, ouvidas, cuidadas e amadas oferecem segurança para a formação pessoal e social.
A construção da identidade e da autonomia diz respeito ao conhecimento, desenvolvimento e uso dos recursos pessoais para fazer frente às diferentes situações da vida.
A identidade é um conceito do qual faz parte a idéia de distinção, de uma marca de diferença entre as pessoas, a começar pelo nome, seguido de todas as características físicas, de modo de agir e de pensar e da história pessoal.
Conhecer uma educação em direção à autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade própria, capazes e competentes para construir conhecimentos e dentro de suas possibilidades, interferirem no meio em que vivem.
Crianças de o4 a o5 anos
Objetivos:
·
Ter uma imagem positiva de si, ampliando sua autoconfiança,
identificação todos os mais suas limitações e possibilidades, e agindo de
acordo com elas.· Identificar e enfrentar situações de conflitos, utilizando seus recursos pessoais, respeitando os seus pares, os adultos e exigindo para si o mesmo respeito.
· Valorizar situações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências.
Conteúdos procedimentais e atitudinais:
* Expressão, manifestação e controle progressivo de suas necessidades, desejos e sentimentos em cotidianas.
* Iniciativa para resolver pequenos problemas do cotidiano, pedindo ajuda se necessário.
* Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com as quais convive no seu cotidiano em situações de interação.
* Participação em situações de brincadeira nas quais as crianças escolham os parceiros, os objetos, os temas, o espaço e os personagens.
* Participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol, casinha, pular corda, etc...
* Valorização do diálogo como uma forma de lidar com os conflitos.
Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolva ações de cooperação, solidariedade e ajuda na relação com os outros.
DA ORGANIZAÇÃO EM
CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL , EJA
O Ensino Fundamental, etapa de escolarização obrigatória, deve se comprometer
com uma educação com qualidade social e garantir ao educando:
I- O desenvolvimento da capacidade de aprender,
com pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
II- A compreensão do ambiente natural e social,,
do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se
fundamenta a sociedade;
III- A aquisição de conhecimentos e habilidades,
e a formação de atitudes e valores, como instrumentos para uma visão crítica do
mundo;
IV- O fortalecimento dos vínculos de família, dos
laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a
vida social.
OBS: O Ensino
Fundamental deve promover um trabalho
educativo de inclusão, que reconheça e valorize as experiências e habilidades
individuais do aluno, atendendo às suas diferenças e necessidades
específicas, possibilitando, assim, a construção de uma cultura escolar
acolhedora, respeitosa e garantidora do direito a uma educação que seja
relevante, pertinente e equitativa.
V- O Ensino Fundamental, com duração de nove
anos, estrutura-se em 04 (quatro) ciclos
de escolaridade, considerados como blocos pedagógicos
seqüenciais.
A Escola Municipal Anísio
Acelino de Andrade atende atualmente crianças na Educação Infantil, Ensino fundamental
este é obrigatório para as crianças e
adolescentes em idade de 06 anos até aos 14 anos: assim organizado: Ciclo da
alfabetização com duração de 03 (três) anos de escolaridade:1º, 2º e 3º ano ,
ciclo complementar ,com duração de 02 (dois) anos de escolaridade: 4º e 5º ano.
ciclo intermediário, com duração de 02 anos de escolaridade 6º e 7º ano e
ciclo da consolidação, com 02 (dois) anos de escolaridade: 8º e 9º ano e EJA anos finais
do ensino fundamental com duração de dois anos, organizados em quatro períodos
semestrais, cada período é correspondente a um ano ( 6º, 7º, 8º e 9º ano).
Oferecido a jovens e adultos com idade acima de 15 anos e destinam se aqueles
que não tiveram acesso ou continuidade no ensino Fundamental na idade própria.
esta escola essa modalidade deve ser presencial
* Os Ciclos da
Alfabetização e Complementar devem garantir o princípio da continuidade da
aprendizagem dos alunos, sem interrupção,
co foco na alfabetização e letramento, voltados para ampliar as oportunidades
de sistematização e aprofundamento das aprendizagens básicas, para todos os
alunos, imprescindíveis ao prosseguimento dos estudos.
* Os Ciclos de
Intermediário e da Consolidação devem ampliar e intensificar,
gradativamente, o processo educativo no Ensino Fundamental, bem como considerar o
princípio da continuidade da aprendizagem, garantindo a consolidação da
formação do aluno nas competências e habilidades indispensáveis ao
prosseguimento de estudos no Ensino Médio.
* Componentes
Curriculares obrigatórios no Ensino Fundamental que integram as áreas de
conhecimento são os referentes a:
DA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS
A Educação de Jovens e
Adultos - EJA - destina-se àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de
estudos no Ensino Fundamental na idade própria.
A Educação de Jovens e
Adultos na Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade é oferecida por meio de:
I - curso presencial;
§ 1º A idade mínima para matrícula em cursos de
Ensino Fundamental e Médio é de 15 e 18 anos respectivamente;
Os cursos presenciais da EJA é oferecido na
Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade, para atendimento à demanda
efetivamente comprovada, após aprovação desta Secretaria, e terão a seguinte
organização:
I - curso presencial dos anos finais do Ensino
Fundamental, com duração de 02 (dois) anos letivos, organizados em 04(quatro)
períodos semestrais;
ATENÇÃO: A nova
organização dos cursos presenciais de EJA será implantada, gradativamente, a
partir do ano de 2013.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
É de competência da SRE, nos
limites de sua circunscrição, credenciar, mediante portaria, escolas que
ministram os anos iniciais do Ensino Fundamental para proceder à avaliação de
candidato com 15 anos completos que requeira o comprovante de conclusão do 5º
ano do Ensino Fundamental.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Apoio a Alunos com
Necessidades Educacionais Especiais.
Inclusão
A inclusão é um desafio permanente nos nossos
dias. Nesse sentido, trabalhar na perspectiva da inclusão de forma ampla
significa oferecer múltiplas e sempre singulares condições para o crescimento e
aprendizagem de cada aluno/a. É necessário formular políticas de inclusão e
projetos político-pedagógicos que contemplem a diversidade e incluam as
crianças, jovens e adultos da nossa Rede Municipal de Ensino, considerando as
diferenças dos sujeitos e as especificidades de suas culturas e aprendizagens,
garantindo a equiparação de oportunidades. Esse é o desafio que devemos
assumido na Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade junto a rede municipal
de educação.
Inclusão de alunos
com necessidades educacionais especiais na RME
A Política Nacional de Educação Especial
preconiza que alunos com necessidades educacionais especiais estejam
matriculados preferencialmente na rede regular de ensino e que o Estado
assegure as condições para atender às suas necessidades. Para tanto, a Educação
Especial, como modalidade de educação escolar, deverá ser promovida
sistematicamente nos diferentes níveis e modalidades de ensino.
Historicamente, a Secretaria Municipal de Educação
vem tentando trabalhar no sentido de que alunos com necessidades educacionais
especiais (NEEs) estejam matriculados, preferencialmente, na rede regular de
ensino. Ao mesmo tempo, a educação dos alunos com NEEs pode realizar-se na
escola especial, sempre que, em função das condições específicas destes, não
for possível a sua inclusão no ensino comum (LDB 9394/96). A tomada de decisão
sobre o espaço mais adequado para educação dos alunos com NEE’s envolve um
processo de avaliação que possui fluxos e critérios distintos em cada nível ou
modalidade de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens
e Adultos).
Salienta-se que a inclusão dos alunos com NEE’s é
determinada por um relatório pedagógico,estando condicionado ao diagnóstico
médico (CID).
Fundamentos legais
A Educação Especial, como modalidade da educação
escolar, organiza-se a fim de cumprir os seguintes dispositivos legais, os
quais também devem traduzir-se em princípios políticos e pedagógicos:
Constituição Federal
de 1988
A Constituição Federal estabelece que o acesso ao
ensino é um direito e que este atendimento deve ser realizado preferencialmente
na rede regular de ensino (art.208). Para tanto, é necessário a “criação de
programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de
deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do
adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a
convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a
eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos” (art.227, inciso I).
Estatuto da Criança
e do Adolescente – Lei n°.8.069/90
O ECA dispõe, entre outros direitos, que:
“nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência,
discriminação, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer
atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais” (art.5º); “a criança
e o adolescente portadores de deficiências receberão atendimento
especializado.” (art. 2º).
Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional – LDBEN 9394/96
A LDB, em seu capítulo V, estabelece:
“atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência.
PROJETO
POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
preferencialmente na rede regular de ensino”
(art.4º); “haverá quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola
regular, para atender as peculiaridades da clientela da educação especial”
(art.58, parágrafo 1º) “O atendimento educacional será feito em classes,
escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições
específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de
ensino regular” (art.58, parágrafo 2º); “A oferta de educação especial, dever
constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos,
durante a educação infantil” (art.58, parágrafo 3º). “Os sistemas de ensino
assegurarão aos educandos com NEEs: currículos, métodos, técnicas , recursos
educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades;
terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para
a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e
aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os
superdotados; educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva
integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não
revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação
com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma
habilidade superior nas áreas artísticas, intelectual ou psicomotora” (art.59).
Resolução SEE/MG Nº
2.197, de 26 de outubro de 2012.
SEÇÃO II
A Educação Especial, modalidade transversal a
todas as etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação
regular, destinada aos alunos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, devendo ser prevista no PPP e
no Regimento Escolar (art.44).
Portanto este Projeto Político Pedagógico da
Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade garante a matrícula, o acesso,
percurso e permanência dos alunos (as) com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação. Para tanto usaremos de todos
os recursos pedagógicos, intervenções com psicólogos, fonaudiólogos,
fisioterapeutas, assistente social e outros profissionais que necessários se
fizer, para nos dar apóio e aos nossos educandos a fim de que tenham o sucesso
desejado. Ainda estamos montando uma sala de recursos multifuncionais, que
deverá ter como profissional um pedagogo com amplo conhecimento didáticos de
psicologia, sociologia, metodologia, técnicas, legislação, a fim de atender
estes alunos (as) em horário extra turno, a fim de eliminarmos as barreiras e
termos a plena participação de todos sem quaisquer forma de exclusão,
discriminação, considerando as necessidades específicas de cada um (a) em
constante articulação com os demais serviços ofertados.
Resolução nº4,
CNE/CEB, de 2 de outubro de 2009 e Resolução SEE/MG Nº 2.197, de 26 de
outubro de 2012.
Atendimento
Educacional Especializado
Institui Diretrizes Operacionais para o
Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação
Especial.
“Os sistemas de ensino devem matricular os alunos
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento
Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais
ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de
instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
Art. 2º O AEE tem como função complementar ou
suplementar na formação do aluno por meio da disponibilização de serviços,
recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua
plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.
Art. 5º O AEE é realizado, prioritariamente, na
sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino
regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes
comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional
Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou
filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou
órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Município
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
Art. 6º Em casos de Atendimento Educacional
Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar será ofertada aos alunos,
pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou
suplementar.
Art. 9º A elaboração e a execução do plano de AEE
são de competência dos professores que atuam na sala de recursos
multifuncionais ou centros de AEE, em articulação com os demais professores do
ensino regular, com a participação das famílias e em interface com os demais
serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros necessários ao
atendimento.
Art. 10. O projeto político pedagógico da escola
de ensino regular deve institucionalizar a oferta do AEE prevendo na sua
organização:
I - sala de recursos multifuncionais: espaço
físico, mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de
acessibilidade e equipamentos específicos;
II -matrícula no AEE de alunos matriculados no
ensino regular da própria escola ou de outra escola;
III - cronograma de atendimento aos alunos;
IV - plano do AEE: identificação das necessidades
educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das
atividades a serem desenvolvidas;
V - professores para o exercício da docência do
AEE;
VI - outros profissionais da educação: tradutor e
intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem
no apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção;
VII - redes de apoio no âmbito da atuação
profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a
recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE.
Parágrafo único. Os profissionais referidos no
inciso VI atuam com os alunos público-alvo da Educação Especial em todas as
atividades escolares nas quais se fizerem necessários.
Art. 12. Para atuação no AEE, o professor deve
ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação
específica para a Educação Especial.”
Resolução n.º 004
CNE/CEB de julho de 2010
Seção II
Educação Especial
Art. 29. A Educação Especial, como modalidade
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, é parte
integrante da educação regular, devendo ser prevista no projeto
político-pedagógico da unidade escolar.
§ 1º Os sistemas de ensino devem matricular os
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento
Educacional Especializado (AEE), complementar ou suplementar à escolarização,
ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de AEE da rede
pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem
fins lucrativos.
§ 2º Os sistemas e as escolas devem criar
condições para que o professor da classe comum possa explorar as
potencialidades de todos os estudantes, adotando uma pedagogia dialógica,
interativa, interdisciplinar e inclusiva e, na interface, o professor do AEE
deve identificar habilidades e necessidades dos estudantes, organizar e
orientar sobre os serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade para a
participação e aprendizagem dos estudantes.
§ 3º Na organização desta modalidade, os sistemas
de ensino devem observar as seguintes orientações fundamentais:
I - o pleno acesso e a efetiva participação dos
estudantes no ensino regular;
II - a oferta do atendimento educacional
especializado;
III - a formação de professores para o AEE e para
o desenvolvimento de práticas educacionais inclusivas;
IV - a participação da comunidade escolar;
V - a acessibilidade arquitetônica, nas
comunicações e informações, nos mobiliários e equipamentos e nos transportes;
VI - a articulação das políticas
públicas intersetoriais. "Viva e cresça com a diferença"
A Escola Municipal Anísio Acelino de
Andrade assume a identidade de escola inclusiva que, na sua concepção, PREFEITURA
MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG
PROJETO
POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
é aquela que se organiza para não só acolhe
alunos com necessidades educacionais especiais, mas que se compromete em
assegurar a todos, as melhores condições de interação e desenvolvimento global,
seja em classes regulares ou em classes especiais, denominadas de Classes
Integradas.
Os alunos incluídos vivenciam um currículo
adaptado, de acordo com suas possibilidades e limitações frente à aprendizagem,
nas diferentes áreas do conhecimento. Este currículo é geralmente adaptado a
partir do estabelecido para cada série/ano, após o estudo das necessidades e
reais condições de cada aluno(a).
Adaptações Curriculares
Procuramos fazer com que as adaptações
curriculares no nível individual incorporem, ao máximo, as importantes
vivências coletivas propostas à classe e ao colégio como um todo e o grau de
dificuldade das propostas vai sendo dosado conforme os avanços obtidos por cada
um(a).
Seguindo os princípios (documentos/legislação)
orientadores para uma escola de qualidade para todos, a escola INCLUSIVA, o
aspecto das “Adaptações
Curriculares” coloca-se como fundamental.
Adaptações Curriculares são ajustes ou
modificações que deverão ocorrer nos objetivos, conteúdos, critérios de
avaliação, temporalidade ou nas atividades de ensino-aprendizagem, para atender
à diversidade de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais.
Essas adaptações são realizadas de forma espontânea
/ rotineira, no âmbito da sala de aula sob a responsabilidade do (a) professor
(a), dentro de atividades comuns à sala, como também, no âmbito mais amplo do
aspecto acadêmico do colégio.
Nesse sentido, a Secretaria Municipal da Educação
juntamente com a direção e equipe pedagógica da escola presta uma
assessoria específica aos profissionais que atuam com o (a) aluno (a) com NEE,
a fim de construir, junto aos mesmos, as necessárias adaptações. Materiais
específicos também são adquiridos ou construídos pelas coordenadoras e
professoras acompanhantes-pedagógicas, para favorecerem a participação dos
referidos alunos na dinâmica da sua sala e facilitar a gestão da classe pelo
(a) professor (a).
Apesar da proposta/atividade adaptada ser,
prioritariamente, contextualizada dentro do que é proposto regularmente ao
grupo-classe, ela poderá se distanciar significativamente nos seus objetivos,
no nível de desafio, pois ela deverá atender às necessidades individuais de
cada aprendiz.
Avaliação Diferenciada
Na avaliação, promoção do aluno N.E.E., diversos
aspectos estão “envolvidos”, desde os aspectos socioafetivos (estabilidade
emocional, interação com o grupo-classe, autonomia) até os aspectos cognitivos,
referentes a avanços possíveis que ocorreram e os que poderiam ter ocorrido,
mas que por alguma inadequação (familiar/escolar) não puderam ser assegurados.
A partir disso, o professor(a) reavalia seu planejamento fazendo as
adequações necessárias, visando garantir-lhe melhores condições gerais para
seguir no curso da aprendizagem.
Para casos extremos de defasagem quanto às
condições de aprendizagem ou faixa etária, planeja-se uma Diversificação
Curricular, compondo-se um Plano Individualizado de Ensino (P.I.E.), no qual
serão traçadas metas essenciais de socialização, auto-cuidados e construções
conceituais básicas, úteis, funcionais na vida diária do aprendiz, de modo a
melhor prepará-lo para uma atuação mais autônoma na vida social.
Modalidades de Apoio
Apoio Psicopedagógico - É um serviço realizado em
horário extra-escolar, que objetiva desenvolver e potencializar as condições
reais de aprendizagem de cada aluno(a), respeitando o nível de desenvolvimento
em que cada um(a) se encontra, utilizando-se de recursos diferenciados.
Essa modalidade de apoio tem um caráter
preventivo, visando potencializar as condições básicas de aprendizagem
preservadas do educando, a fim de que, no futuro, os déficits reais comprometam
menos as suas aquisições do conhecimento. O nosso investimento primordial é na
construção da autonomia, na produtividade e na integração ao ambiente escolar e
na vida cidadã.
Sala de Recursos
É um serviço criado para auxiliar os
professores (as) de sala no atendimento diferenciado aos alunos com
necessidades educacionais especiais, no contra turno do horário de
trabalho, visando assegurar-lhes uma orientação mais individualizada,
minimizando, assim, as suas dificuldades de aprendizado.
Os alunos que participam desse
serviço são encaminhados por seus professores para a Sala de Recursos, em
PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
horários combinados. O atendimento deve ser
feito em duplas e as atividades que lá se realizarem serão construídas
pela(s) própria(s) professora(s) da classe, podendo ser adaptadas pela
educadora responsável por esse serviço.
PROJETO
POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEMA avaliação da aprendizagem dos alunos, realizada pelos professores, em conjunto com toda a equipe pedagógica da escola, parte integrante da proposta curricular e da implementação do currículo, redimensionadora da ação pedagógica, deve:
I - assumir um caráter processual, formativo e participativo;
II - ser contínua, cumulativa e diagnóstica;
III - utilizar vários instrumentos, recursos e procedimentos;
IV - fazer prevalecer os aspectos qualitativos do aprendizado do aluno sobre os quantitativos;
V - assegurar tempos e espaços diversos para que os alunos com menor rendimento tenham condições de ser devidamente atendidos ao longo do ano letivo;
VI - prover, obrigatoriamente, intervenções pedagógicas, ao longo do ano letivo, para garantir a aprendizagem no tempo certo;
VII - assegurar tempos e espaços de reposição de temas ou tópicos dos Componentes Curriculares, ao longo do ano letivo, aos alunos com frequência insuficiente;
VIII - possibilitar a aceleração de estudos para os alunos com distorção idade/ano de escolaridade.
Na avaliação da aprendizagem, da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade deverá utilizar procedimentos, recursos de acessibilidade e instrumentos diversos, tais como: a observação, o registro descritivo e reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos, os portifólios, exercícios, entrevistas, provas, testes, questionários, adequando-os à faixa etária e às características de desenvolvimento do educando e utilizando a coleta de informações sobre a aprendizagem dos alunos como diagnóstico para as intervenções pedagógicas necessárias.
Parágrafo único. As formas e procedimentos utilizados pela Escola para diagnosticar, acompanhar e intervir, pedagogicamente, no processo de aprendizagem dos alunos, devem expressar, com clareza, o que é esperado do educando em relação à sua aprendizagem e ao que foi realizado pela Escola, devendo ser registrados para subsidiar as decisões e informações sobre sua vida escolar.
A análise dos resultados da avaliação interna da aprendizagem realizada pela Escola e os resultados do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública - SIMAVE-, constituído pelo Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica - PROEB -, pelo Programa de Avaliação da Alfabetização - PROALFA - e devem ser considerados para elaboração, anualmente, pela Escola, do Plano de Intervenção Pedagógica (PIP).
A progressão continuada, com aprendizagem e sem interrupção, nos Ciclos da Alfabetização e Complementar está vinculada à avaliação contínua e processual, que permite ao professor acompanhar o desenvolvimento e detectar as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelo aluno, no momento em que elas surgem, intervindo de imediato, com estratégias adequadas, para garantir as aprendizagens básicas.
*OBSERVAÇÃO. A progressão continuada nos anos iniciais do Ensino Fundamental deve estar apoiada em intervenções pedagógicas significativas, com estratégias de atendimento diferenciado, para garantir a efetiva aprendizagem dos alunos no ano em curso.
A Escola e os professores, com o apoio das famílias e da comunidade, devem envidar esforços para assegurar o progresso contínuo dos
alunos no que se refere ao seu desenvolvimento pleno e à aquisição de aprendizagens significativas, lançando mão de todos os recursos disponíveis, e
ainda:
I - criando, ao longo do ano letivo, novas oportunidades de aprendizagem para os alunos que apresentem baixo desempenho escolar;
II - organizando agrupamento
temporário para alunos de níveis equivalentes de dificuldades, com a garantia
de PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
III - adotando as providências necessárias para que a operacionalização do princípio da continuidade não seja traduzida como “promoção automática” de alunos de um ano ou ciclo para o seguinte, e para que o combate à repetência não se transforme em descompromisso com o ensino-aprendizagem.
A progressão parcial, que deverá ocorrer a partir do 6º ano do ensino fundamental, deste para o ensino médio, é o procedimento que permite ao aluno avançar em sua trajetória escolar, possibilitando-lhe novas oportunidades de estudos, no ano letivo seguinte, naqueles aspectos dos Componentes Curriculares nos quais necessita, ainda, consolidar conhecimentos, competências e habilidades básicas.
Poderá beneficiar-se da progressão parcial, em até 3 (três) Componentes Curriculares, o aluno que não tiver consolidado as competências básicas exigidas e que apresentar dificuldades a serem resolvidas no ano subsequente.
§ 1º O aluno em progressão parcial no 9º ano do Ensino Fundamental tem sua matrícula garantida no 1º ano do Ensino Médio nas Escolas da Rede Pública Estadual, onde deve realizar os estudos necessários à superação das deficiências de aprendizagens evidenciadas nos tema(s) ou tópico(s) no(s)
respectivo(s) componente(s) curricular(es). ( Nos conclusão do 9º ano, fazer constar do histórico escolar).
§ 2º Ao aluno em progressão parcial devem ser assegurados estudos orientados, conforme Plano de Intervenção Pedagógica elaborado,
conjuntamente, pelos professores do(s) Componente(s) Curricular(es) do ano anterior e do ano em curso, com a finalidade de proporcionar a superação das defasagens e dificuldades em temas e tópicos, identificadas pelo professor e discutidas no Conselho de Classe.
§ 3º Os estudos previstos no Plano de Intervenção Pedagógica devem ser desenvolvidos, obrigatoriamente, pelo(s) professor(es) do(s) Componente(s)
Curricular(es) do ano letivo imediato ao da ocorrência da progressão parcial.
§ 4º O cumprimento do processo de progressão parcial pelo aluno poderá ocorrer em qualquer época do ano letivo seguinte, uma vez resolvida a
dificuldade evidenciada no(s) tema(s) ou tópico(s) do(s) Componentes Curricular(es).
FREQUÊNCIA:
É exigida do aluno a frequência mínima obrigatória de 75% da carga horária anual total.
OBS: No caso de desempenho satisfatório do aluno e de frequência inferior a 75%, no final do período letivo, a Escola deve usar o recurso da
reclassificação para posicionar o aluno no ano seguinte de seu percurso escolar.
A Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade deve oferecer aos alunos diferentes oportunidades de aprendizagem definidas em seu Plano de Intervenção Pedagógica, ao longo de todo o ano letivo, após cada bimestre e no período de férias, a saber:
I - estudos contínuos de recuperação, ao longo do processo de ensino aprendizagem, constituídos de atividades especificamente programadas para o atendimento ao aluno ou grupos de alunos que não adquiriram as aprendizagens básicas com as estratégias adotadas em sala de aula;
II - estudos periódicos de recuperação, aplicados
imediatamente após o encerramento de cada bimestre, para o aluno ou grupo de
alunos que não
apresentarem domínio das aprendizagens básicas previstas para o período;III - estudos independentes de recuperação, no período de férias escolares, com avaliação antes do início do ano letivo subsequente, quando as
estratégias de intervenção pedagógica previstas nos incisos I e II não tiverem sido suficientes para atender às necessidades mínimas de aprendizagem do aluno.
Parágrafo único. O plano de estudos independentes de recuperação, para o aluno que ainda não apresentou domínio no(s) tema(s) ou tópico(s)
necessário(s) à continuidade do percurso escolar, deve ser elaborado pelo professor responsável pelo Componente Curricular e entregue ao aluno, no
período compreendido
entre o término do ano letivo e o encerramento do ano escolar.
PREFEITURA MUNICIPAL DE
VIEIRAS- MG
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL
ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
A Escola deve garantir, no ano em curso, estratégias intervenção pedagógica, para atendimento dos alunos que, após todas as ações de ensino aprendizagem e oportunidades de recuperação previstas no art. 78 da Res. Nº 2.197 ainda apresentarem deficiência.
BASE COMUM E PARTE DIVERSIFIDA
DO CURRICULO:
DOS COMPONENTES
CURRICULARES DO 1º AO 9ºANO ASSIM DISTRIBUÍDOS:
- Língua Portuguesa
- Matemática
- História
- Geografia
- Ciências
- Educação religiosa
- Educação Física
- Geometria 5º ano
- Literatura 5º ano
- Inglês 5º ano
III – Ciclo Intermediário, com a duração de
dois anos (02) de escolaridade:
a) 6º ano
b) 7º ano
- Língua Português
- Matemática
- História
- Geografia
- Ciências
- Educação Religiosa
- Educação Física
- Língua estrangeira moderna – Inglês
- Geometria
- Literatura 6º ano
IV – Ciclo da Consolidação, com duração de
dois (02) anos de escolaridade:
a) 8º ano
b) 9º ano
·
Língua Portuguesa· Matemática
· História
· Geografia
· Ciências
· Geometria
· Educação Religiosa
· Educação Física
· Língua estrangeira moderna – Inglês
· Literatura 8º ano
· Arte 9º ano
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
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DOS CICLOS DA
ALFABETIZAÇÃO ,COMPLEMENTAR, INTERMEDIÁRIO E DA CONSOLIDAÇÃO
A contextualização de
projetos e idéias é o meio mais seguro de alcançarmos o aperfeiçoamento e a
concretização de transformações. Respeitando o passado e as tradições, não estaremos
impedindo o despertar da consciência, mas fomentando o respeito às diferenças,
assim como reverência ao progresso das pessoas e seu aprimoramento e
valorizando o que esse aperfeiçoamento trará o progresso social. Durante o
processo dos estudos para construção do Projeto Pedagógico, discutimos sobre as
principais abordagens teórico-pedagógicas:
As discussões foram
importantes para chegarmos a seguinte conclusão: professor deve estar a
par das teorias e tendências pedagógicas ao problematizar suas questões do
cotidiano e ao pensar sua prática, sem contudo estar firmemente preso a uma
delas. Deve, antes de tudo procurar o melhor de cada uma, seguindo uma
aplicação cuidadosa que permita avaliar sua eficiência.
Devemos ressaltar que as
teorias são importantes, mas cabe ao professor construir sua prática embasado
nelas, elas são elementos norteadores e não "receitas" prontas.
Considerando que o processo de alfabetização e o zelo com o letramento são a base de sustentação para o prosseguimento de estudos, com sucesso, as Escolas devem organizar suas atividades de modo a assegurar aos alunos um percurso contínuo de aprendizagens e a articulação do Ciclo da Alfabetização com o Ciclo Complementar.
O Ciclo da Alfabetização, a que terão ingresso os alunos com seis anos de idade, terá suas atividades pedagógicas organizadas de modo a assegurar que, ao final de cada ano, todos os alunos tenham garantidos, pelo menos, os seguintes direitos de aprendizagem:
I- 1º Ano:
a) desenvolver atitudes e disposições favoráveis à leitura;
b) conhecer os usos e funções sociais da escrita;
c) compreender o princípio alfabético do sistema da escrita;
d) ler e escrever palavras e sentenças.
II - 2º Ano:
a) ler e compreender pequenos textos;
b) produzir pequenos textos escritos;
c) fazer uso da leitura e da escrita nas práticas sociais.
III - 3º Ano:
a) ler e compreender textos mais extensos;
b) localizar informações no texto;
c) ler oralmente com fluência e expressividade;
d) produzir frases e pequenos textos com correção ortográfica.§ 1º Ao final do Ciclo da Alfabetização, todos os alunos devem ter consolidado as capacidades referentes à leitura e à escrita necessárias para expressar-se, comunicar-se e participar das práticas sociais letradas, e ter desenvolvido o gosto e apreço pela leitura.
O CICLO COMPLEMENTAR, com o objetivo de consolidar a alfabetização e ampliar o letramento, terá suas atividades pedagógicas organizadas de modo a assegurar que todos os alunos, ao final de cada ano, tenham garantidos, pelo menos, os seguintes direitos de aprendizagem:
I - 4º ano:
a) produzir textos adequados a diferentes objetivos, destinatários e contextos;
b) utilizar princípios e regras ortográficas e conhecer as exceções;
c) utilizar as diferentes fontes de leitura para obter informações adequadas
a diferentes objetivos e interesses;
d) selecionar textos literários segundo seus interesses.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
II - 5º Ano:a) produzir, com autonomia, textos com coerência de ideias, correção ortográfica e gramatical;
b) ler, compreendendo o conteúdo dos textos, sejam informativos, literários, de comunicação ou outros.
§ 1º Ao final do Ciclo Complementar, todos os alunos deverão ser capazes de ler, compreender, retirar informações contidas no texto e redigir com coerência, coesão, correção ortográfica e gramatical.
§ 2º Ao final do Ciclo Complementar, na área da Matemática, todos os alunos devem dominar e compreender o uso do sistema de numeração, os fatos fundamentais da adição, subtração, multiplicação e divisão, realizar cálculos mentais, resolver operações matemáticas mais complexas, ter conhecimentos básicos relativos a grandezas e medidas, espaço e forma e ao
tratamento de dados em gráficos e tabelas.
A PROGRAMAÇÃO CURRICULAR DOS CICLOS DA ALFATIZAÇÃO E COMPLEMENTAR,
Tanto no campo da linguagem quanto no da Matemática, deve ser estruturada de forma a, gradativamente, ampliar capacidades e conhecimentos, dos mais simples aos mais complexos, contemplando, de maneira articulada e simultânea, a alfabetização e o letramento.
Na organização curricular dos ciclos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, os Componentes Curriculares devem ser abordados a partir da prática vivencial dos alunos, possibilitando o aprendizado significativo e contextualizado:
I - Os eixos temáticos dos Componentes Curriculares Ciências, História e Geografia devem ser abordados de forma articulada com o processo de alfabetização e letramento e de iniciação à Matemática, crescendo em complexidade ao longo dos Ciclos.
II - A questão ambiental contemporânea deve ser abordada partindo da realidade local, mobilizando as emoções e a energia das crianças para a preservação do planeta e do ambiente onde vivem.
III - O Componente Curricular Arte deve oportunizar aos alunos momentos de recreação e ludicidade, por meio de atividades artísticoculturais.
VI - O Ensino Religioso deve reforçar os laços de solidariedade na convivência social e de promoção da paz. A Escola Municipal Anísio Acelino deve, ao longo de cada ano dos Ciclos da Alfabetização e Complementar, acompanhar, sistematicamente, a aprendizagem dos alunos, utilizando estratégias e recursos diversos para sanar as dificuldades
evidenciadas no momento em que ocorrerem e garantir a progressão continuada dos alunos.
DOS CICLOS INTERMEDIÁRIO E DA CONSOLIDAÇÃO
A passagem dos alunos dos ciclos dos anos iniciais para os ciclos dos anos finais do Ensino Fundamental deverá receber atenção especial da Escola, a fim de se garantir a articulação sequencial necessária, especialmente entre o Ciclo Complementar e o Ciclo Intermediário, em face das demandas diversificadas exigidas dos alunos, pelos diferentes professores, em
contraponto à unidocência dos anos iniciais.
Atenção: A Escola deverá, ainda, articular com a Rede Municipal de Ensino, para evitar obstáculos de acesso aos ciclos dos anos finais do Ensino Fundamental, dos alunos que se transfiram de uma rede para outra, para completar esta etapa da Educação Básica. Art. 67 da Res. 2.197 SEE/MG Os Ciclos Intermediário e da Consolidação do Ensino Fundamental, com o objetivo de consolidar e aprofundar os conhecimentos, competências e habilidades adquiridos nos Ciclos da Alfabetização e Complementar, terão suas atividades pedagógicas organizadas de forma gradativa e crescente em complexidade, considerando os Conteúdos Básicos Comuns – CBC, de modo a assegurar que, ao final desta etapa, todos os alunos tenham garantidos, pelo menos, os seguintes direitos de aprendizagem:
I - Linguagens:
a) Língua Portuguesa:
- ler, de maneira autônoma, textos de diferentes gêneros, construindo a compreensão global do texto, identificando informações explícitas e implícitas, produzindo inferências, reconhecendo as intenções do enunciador e sendo capazes de aderir ou recusar as ideias do autor;
- identificar e utilizar os diversos gêneros e tipos textuais que circulam na sociedade para a resolução de problemas cotidianos que requerem o uso da língua;
- produzir textos orais e escritos,
com coerência, coesão e correção ortográfica e gramatical, utilizando os PREFEITURA
MUNICIPAL DE VIEIRAS. MG
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
- analisar e reelaborar seu próprio texto segundo critérios adequados aos objetivos, ao destinatário e ao contexto de circulação previstos; - desenvolver atitudes e procedimentos de leitor e escritor para a construção autônoma de conhecimentos necessários a uma sociedade baseada em informação e em constante mudança.
b) Língua Estrangeira moderna:
- compreender textos de diferentes gêneros em Língua Estrangeira moderna, bem como suas condições de produção e de recepção;
- produzir textos escritos em Língua Estrangeira moderna, coesos e coerentes e com correção lexical e gramatical, considerando as condições de produção e circulação;
- utilizar a linguagem oral da Língua Estrangeira moderna como instrumento de interação sociocomunicativa.
c) Arte:
- saber se expressar artisticamente, articulando a percepção, imaginação, emoção, sensibilidade e reflexão em suas produções artísticas visuais, corporais, cênicas e musicais, compreendendo a arte em todas as suas linguagens e manifestações;
- apreciar e analisar criticamente produções artísticas (artes visuais, dança, teatro e música), estabelecendo relações entre análise formal, contextualização, pensamento artístico e identidade cultural;
- refletir acerca da manifestação artística, sobre si próprio e sobre a experiência estética.
d) Educação Física:
- reconhecer o potencial do esporte, dos jogos, das brincadeiras, da dança e da ginástica para o desenvolvimento de atitudes e de valores democráticos de solidariedade, respeito, autonomia, confiança, liderança;
- conhecer as modalidades esportivas, sua história, suas regras, movimentos técnicos e táticos, bem como as diferenças na forma de apresentação dos esportes;
- conhecer e identificar os elementos constitutivos da dança, utilizando as múltiplas linguagens corporais, possibilitando a superação dos preconceitos, bem como conhecer e identificar diversos jogos e brincadeiras da nossa e de outras culturas;
- compreender os riscos e benefícios das atividades e práticas esportivas na promoção da saúde e qualidade da vida.
II - Matemática:
- comparar, ordenar e operar com números naturais, inteiros, racionais, interpretando e resolvendo situações-problema;
- Identificar e resolver situações-problema que envolvam proporcionalidade direta e inversa; porcentagem e juros; equações de primeiro e segundo graus; sistemas de equações de primeira grau; conversão de medidas; cálculo de perímetro, de área, de volume e capacidade; probabilidade; utilização de linguagem algébrica;
- reconhecer as principais relações geométricas entre as figuras planas;
- interpretar e utilizar informações apresentadas em tabelas e gráficos.
III - Ciências da Natureza:
- compreender a inter-relação dos seres vivos entre si e com o meio ambiente;
- identificar os conhecimentos físicos, químicos e biológicos presentes no cotidiano;
- compreender o processo de reprodução na evolução e diversidade das espécies, a sexualidade humana, métodos contraceptivos e doenças
sexualmente transmissíveis;
- compreender o efeito das drogas e suas consequências no convívio social.
IV - Ciências Humanas:
a) História:
- compreender as relações da natureza com o processo sociocultural, político e econômico, no passado e no presente;
- reconhecer e compreender as diferentes relações de trabalho na realidade atual e em outros momentos históricos;
- compreender o processo de formação dos povos, suas lutas sociais e conquistas, guerras e revoluções, assim como cidadania e cultura no mundo contemporâneo;
- realizar, autonomamente, trabalhos individuais e coletivos usando fontes históricas.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO
ACELINO DE ANDRADE
- compreender as relações de apropriação do território, associadas ao exercício da cidadania, à importância da natureza para o homem, bem como às questões socioambientais;
- compreender as formações socioespaciais do campo e da cidade, sua relação com a modernização capitalista, bem como o papel doEstado e das classes sociais, a cultura e o consumo na interação entre o campo e a cidade;
- compreender o processo de globalização, os problemas socioambientais e novos modos de vida, dentro de uma perspectiva de desenvolvimento humano, social e econômico sustentável.
V- Ensino Religioso:
- compreender a religiosidade como fenômeno próprio da vida e da história humana, desenvolvendo um espírito de fraternidade e tolerância em relação às diferentes religiões; - refletir sobre os princípios éticos e morais, fundamentais para as relações
humanas, orientados pelas religiões, e agir segundo esses princípios.
Nos ciclos finais do Ensino Fundamental, os
alunos deverão, ainda, ser capazes de ler e compreender textos de diferentes
gêneros, inclusive os específicos de cada Componente Curricular, e produzir,
com coerência e coesão, textos da mesma natureza, utilizando-se dos recursos
gramaticais e linguísticos adequados.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
METODOLOGIA DO
ENSINO
O trabalho pedagógico na Escola Municipal Anísio
Acelino De Andrade parte de uma concepção humanista de educação, tendo como
base os PCNs e a fundamentação teórica de alguns pensadores.
Jean Piaget em “As Leis do Equilíbrio”, diz que
para a aprendizagem acontecer é preciso o desequilíbrio, algumas incertezas,
para assimilar novas informações, formulando hipóteses sobre elas e surgirá,
então, a acomodação e o reequilíbrio.
Lev Semenovick Vygotsky, diz que a construção do
conhecimento se dá de acordo com o seu ambiente histórico e social, um ir e vir
constante do nível real (autonomia) para o nível de conhecimento potencial
(possibilidade).
Ausubel, quando o aluno coloca significado no que
aprende, ou seja, faz a relação da teoria com o mundo real, então, acontece a
assimilação dos conteúdos.
Uma concepção de metodologia que considere e
respeite o fazer humano deve ter a característica da construção e transformação
contínua, procurando permanente evolução.
Tal fazer não tem receitas prontas ou se
constitui em um método. Partindo da pluralidade e diversidade da essência
humana, desafiá-la, questioná-la, ampliá-la não podem ser ações únicas, devendo
ser inspiradas por princípios claros, mas adaptadas a cada indivíduo e situação
com engenho e arte.
Na prática escolar são as reflexões metodológicas
que, fundadas nas concepções de homem, mundo, sociedade e educação, num diálogo
vivo, questionador, que dimensiona o conhecimento histórico das experiências
sociais, contextualizam o ser como humano e a sociedade como espaço vivencial.
Enfim, a metodologia
Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade deve ser:
Questionadora:
na medida em que apresenta as contradições básicas da vida com problemas que
desafiam as pessoas nela envolvidas;
Integradora: na
medida em que possibilita às pessoas captarem o desafio e relacionarem com
todas as dimensões da vida;
Crítica: na
medida em que oportuniza a busca das causas dos problemas existenciais, sociais
e políticos.
Impulsionadora da
ação: na medida em que, ao responderem os desafios, as pessoas sintam-se
comprometidas no processo de transformação de sua realidade;
Dialógica: na
medida em que elas são chamadas a conhecer, a elaborar o seu conhecimento,
quando se encontram em autêntica comunicação com outras pessoas;
Criativa: na
medida em que oferece a elas a possibilidade de construir seu saber,
partilhando suas experiências, inventando e reinventando seu mundo, criando sua
cultura e forjando seu destino como seres históricos;
Permanente: na
medida em que, considerando os alunos como seres inacabados, numa realidade
igualmente inacabada, dá-lhes a chance de refazerem, na ação-reflexão,
constantemente, sua realidade existencial, tendo em vista sua plena libertação,
em busca do saber.
ESTRATÉGIAS
Promover e desenvolver práticas esportivas,
artísticas e culturais em parceria com a Secretaria de esportes, Secretaria de
saúde e voluntários;
Concentrar esforços nas disciplinas e séries que
apresentam índices mais baixos de rendimento; Estimular a participação no
processo ensino-aprendizagem.
Problemas elencados
na elaboração do PPP.
• Falta de participação da família no processo
educacional;
• Falta de articuladores na comunidade escolar;
• Deficiência na aprendizagem dos alunos;
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
• Falta de determinados profissionais (assistente
social, psicólogos/as, pedagogos/as, psicólogos...);
• Contra-valores (passa a ser regra o
contra-valor como: desrespeito, deseducação, grosseria, etc.)
• Falta de orientadores/as pedagógicos/as
psicopedagogos, para realizar um trabalho de articulação entre os alunos/as
visando melhoria na qualidade do ensino e da aprendizagem;
Metas
Ø Promover pelo menos uma reunião bimestral
informativa e de sensibilização com os e ou conviventes pais dos alunos;
Ø Ampliar o índice de aprovação, reduzir a
reprovação, reduzir a evasão;
Ø Diminuir a indisciplina;
Ø Reunir em Conselho de classe para
avaliação e acompanhamento dos alunos bimestralmente junto à equipe gestora e
professores.
Ø Implantar o PIP;
Ø Promover semanalmente os módulos;
• Avaliação diagnóstica processual que leve em
consideração todo o tempo de permanência e atuação do/a aluno/a em sala de
aula;
• Procurar conhecer o/a aluno/a;
• Buscar o comprometimento e participação dos
pais/responsáveis na educação escolar;
• Apoio pedagógico aos professores;
• Articulação do trabalho pedagógico entre
disciplina - interdisciplinaridade;
• Departamentos por disciplina ou área de estudo,
laboratórios, oficinas (encaminhamento de projetos aos órgãos competentes);
• Atendimento extra-classe;
• Gerenciamento dos recursos financeiros de
maneira mais participativa, visando também, e primordialmente, as questões pedagógicas.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA
ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade
pretenda estabelecer um norteamento para os trabalhos pedagógicos que se desenvolverão
na escola, garantindo a conquista e a consolidação de sua autonomia. O
Projeto Político Pedagógico é, o instrumento que explicita a intencionalidade
da escola como instituição, indicando seu rumo e sua direção.
A participação e a construção de uma nova educação que tenha a cara da nossa
realidade e dos nossos sonhos não é apenas resultado de leis que
criem novas formas de funcionamento e de organização da educação. È fruto
também do nosso compromisso com um projeto de sociedade e de Educação e de
nossa ação concreta no dia a dia, na escola e no contexto das políticas
educacionais.
O Projeto
Político Pedagógico da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade apóia-se:
- NO ENVOLVIMENTO
DE UMA CONSCIÊNCIA CRÍTICA E COLETIVA;
- NO ENVOLVIMENTO DAS PESSOAS: A COMUNIDADE INTERNA E EXTERNA DA ESCOLA;
- NA PARTICIPAÇÃO E NA COOPERAÇÃO DAS VÁRIAS ESFERAS DO GOVERNO MUNICIPAL;
- NA AUTONOMIA, RESPONSABILIDADE E CRIATIVIDADE COMO PROCESSO E COMO PRODUTO DO
PROJETO.
“O projeto da escola depende
sobretudo da ousadia dos seus agentes, de cada um assumir-se como tal, partindo
da cara que tem, com o seu cotidiano e seu tempo e espaço.
Um Projeto Político Pedagógico constrói-se de forma interdisciplinar. Não basta
trocar de teoria como se ela pudesse salvar a escola. A escola que precisa
ser salva não merece ser salva”. (Gadotti,2001)
A proposta Política
Pedagógica da Pré escola, dos Anos Iniciais Finais do Ensino Fundamental, ou
seja do 6º ao 9º ano e EJA em todos os conteúdos segue orientada pelos Descritores,
Matriz Curricular CBC e PCNs do estado de Minas Gerais.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFICAS
· Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF , 1998.
· Coletânea AMAE / para Educação e Cultura.
· Jornal do Projeto Político Pedagógico.
· Parâmetros Nacionais da Educação Fundamental.
· Descritores.
· Cadernos de Alfabetização EALE.
· Resolução SEE/MG Nº 2.197, de 26 de outubro de 2012.
· Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei n°.8.069/90
· (Revista ANDE, nº11/86)
· Lei 10.639
· lei 11.645” e Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008
· lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e acrescenta dispositivo ao decreto nº 6.253, de 13 de novembro de 2007 e nas Resoluções do Conselho Nacional de Educação nº 4, de 13 de julho de 2010, nº 7, de 14 de dezembro de 2010 e nº 2, de 30 de janeiro de 2012, nos parece3res do Conselho Estadual nº 1132, de 12 de dezembro de 1997, e nº 1 158, de 11 de dezembro de 1998
· Comportamentalismo (Mizukamini, 1986).
· Humanismo (Carl Rogers)
· Cognitivismo (Piaget, segundo Chiarottino, 1984, p.33)
· Abordagem Crítico-Social dos Conteúdos . (Revista ANDE, nº11/86)
· Pedagogia Poética (Trecho poético//96)
· Teoria das Inteligências Múltiplas Daniel Goleman, jornalista e psicólogo norte-americano (Universidade de Harvard)
· Goleman (inteligência intrapessoal)
PROJETO
POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
SANTO ANTÔNIO DO
GLÓRIA, 28 DE FEVEREIRO DE 2013
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MARIA DE FÁTIMA
SILVEIRA
REGISTRO 85362
GESTORA ESCOLAR
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