quinta-feira, 11 de julho de 2013

PROJETO-POLÍTICO PEDAGÓGICO. ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE













PROJETO-POLÍTICO PEDAGÓGICO. ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE

SUMARIO
1.Prefácio
2.Introdução
3.Dados de identificação
* Histórico
*Identificação caracterização do contexto do distrito de Santo Antônio do Glória- Vieiras- MG
*Estrutura física
* Recursos Humanos
*Localização – econômico- sócio- geográfica
4. Marco referencial
5. Fundamentação pedagógica
*  Concepções pedagógicas
* Pressupostos Teóricos – Metodológicos
* Visão do contexto
* Referencial teórico
6. Proposta curricular
7. Organização dos níveis e modalidades da educação oferecidas pela E.M.A.A.A.
* Educação infantil;
* Ensino fundamental;
* Educação de Jovens e Adultos;
*  Educação Especial (AEE , NEE,s)
8. Avaliação da aprendizagem;
* Frequência;
9. Base comum e parte diversificada do currículo;
10. Dos Ciclos da Alfabetização complementar, intermediário e consolidação;
* A  Programação curricular dos ciclos da alfabetização e complementar;
* Dos Ciclos da complementação
11. Metodologia de Ensino;
12. Considerações finais;
13. Referência bibliográfica


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PROJETO-POLÍTICO PEDAGÓGICO. ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE


PREFÁCIO

            A possibilidade de construção do Projeto Político Pedagógico passa pela relativa autonomia da escola, de sua capacidade de delinear sua própria identidade. Isto significa resgatar a escola como espaço público de debate, do diálogo fundado na reflexão coletiva.
            Para que a construção do Projeto Político Pedagógico fosse possível, tornou-se necessário pesquisas no jornal do Projeto Pedagógico, intercâmbio com Universidades de Educação, com outras escolas que, com o Sistema de Educação de Muriaé e 13ª SRE de Muriaé, além de parcerias com a comunidade local, servidores da secretaria de Educação de Vieiras, buscas constantes na Lei nº 9394/96, nas resoluções do Conselho Nacional de Educação CNE nº 4, de 13 de julho de 2010, CNE nº 7, de 14 de dezembro de 2010 e CNE nº 2, de 30 de janeiro de 2012, nos pareceres do Conselho Estadual CEE nº 1132, de 12 de dezembro de 1997, e CEE nº 1158, de 111 de dezembro de 1998 e na Resolução SEE nº 2.197, de 26 de outubro de 2012.
            A partir dos dados coletados e do conhecimento que já havíamos adquirido, fez-se necessário reuniões com pais, representantes da comunidade local, alunos, pedagogos, professores, diretora e demais funcionários da escola para discussão de cada item que compõe o Projeto Político Pedagógico  elaborado por nós, como: Dados de identificação, Fundamentação Pedagógica, Marco referencial e Ideário. Eeste projeto foi elaborado coletivamente, a fim de sermos fidedignos com nossa realidade, e a realidade que pretendemos ter a partir da construção deste.
            A proposta foi primeiramente elaborada pela equipe da SME com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais, nos Referenciais Nacionais da Educação Infantil e em diversas fontes com o objetivo de oferecer um ponto de partida para análises, discussões e sugestões.
            É importante ressaltar o empenho de cada um participante no sentido de construir um Projeto Político-Pedagógico rico e exatamente verdadeiro quanto à identidade da escola.
            A cumplicidade do “Pensar Junto” torna o compromisso e a missão de educar ainda mais importante e nobre.
A proposta básica deste trabalho é oferecer contribuições provindas da reflexão de educadores, alunos, pais, núcleo gestor e funcionários da    E.M Anísio Acelino de Andrade, visando intensificar o desenvolvimento de ações cooperativas, eficazes e renovadoras.   
           O Projeto Pedagógico é compreendido como processo de ação participativa grupal com pessoas interagindo politicamente em função das necessidades, interesses e objetivos comuns. Busca um maior envolvimento na ação educativa, considerada responsabilidade de todos os membros da Comunidade Escolar e Civil.
            A educação, em todos os tempos, e principalmente nos dias de hoje, ressente-se de maior aprofundamento e clareza sobre o verdadeiro sentido da vida e da aprendizagem e sobre os objetivos a serem alcançados. Não se trata simplesmente de aprender mais algumas matérias, mas, antes, preparar-se para o pleno exercício de sua cidadania.
O desafio é sair da postura reprodutiva, oferecendo indicações que facilitem o aprender e o saber pensar.Seguindo essa linha de pensamento, na caminhada em busca da construção do saber, o mundo sente a necessidade de incluir o pensar próprio desde os anos iniciais da vida escolar do educando.
Não podemos “dar” os significados às outras pessoas, elas mesmas devem procurá-los por meio do envolvimento no diálogo e na investigação. Sabemos que é preciso romper com alguns aspectos da matriz pedagógica vigente, cristalizada nas figuras do professor que ensina e do aluno que aprende.

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A escola deve ser um espaço para construção do saber e integração do indivíduo na sociedade.
Baseados na conquista de oportunidades para o entendimento de valores como princípio de vida, norteamos nossa prática de Educação Humanística a partir da pedagogia crítica – social dos conteúdos educando para a cultura de solidariedade na perspectiva de um mundo mais humano.
“O Projeto Pedagógico é um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. E uma metodologia de trabalho que possibilita ressignificar a ação de todos os agentes da instituição.”
            Acreditamos que ao trabalhar com atividades diversificadas para com nossos educandos, como: Xadrez, , aulas de reforço, Laboratório de Informática e desenvolvimento de projetos educativos, atingiremos melhores resultados.
            Construir um trabalho coletivo, articulado e com posições diversificadas é uma tarefa desafiadora, que exige, portanto, empenho, paciência, persistência e crença naquilo que queremos alcançar: o desenvolvimento pleno dos alunos, já que se trata, em muitos casos, de alunos com dificuldades sociais, econômicas e familiares o que torna ainda maior a responsabilidade desta unidade escolar em atender as necessidades de um grupo tão diversificado. 
Diante de todos esses desafios é que nós apresentamos o nosso Projeto Político Pedagógico, voltado para atender este público, tão especial. Nesse contexto, valorizamos a função social da escola e é nesta perspectiva de inclusão social, o qual ilumina-se nos pilares de Jackes Deloris, aprender a aprender, aprender a fazer,aprender a conviver e aprender a ser – e em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais e leis que regem e determinam a educação em nosso país. Obviamente, não poderemos esquecer de adaptá-las dentro dos nossos padrões para que possamos atingir nossos objetivos sem fugirmos de nossos compromissos educacionais.
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INTRODUÇÃO

Ao construirmos o projeto Político-Pedagógico de nossa escola, planejamos o que temos intenção de fazer, de realizar. Lançamo-nos para  diante com base no que temos, buscando o possível, antevendo um futuro diferente do presente. Nas palavras de Gadotti: “Todo Projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro”.
            No capítulo “Dados de Identificação” relatamos como nossa escola foi criada, os seus recursos humanos, materiais e a sua localização econômica e socio-geográfica que permite uma visualização da comunidade na qual está inserida.
            No Marco Referencial registramos a visão de mundo, sociedade e homem com o objetivo de proporcionar uma melhor compreensão deste novo contexto mundial que afeta significativamente a nossa vida e a da escola.
    É de fundamental importância que focalizemos as práticas educacionais vigentes, as concepções de aluno, professor e educação, segundo os  autores atuais,os PCNs e a legislação em vigor. Estas abordagens serão feitas no capítulo de Fundamentação Pedagógica.
            Baseados nos dados de identificação, Marco Referencial e Fundamentação Pedagógica, elaboramos o Ideário, parte fundamental deste Projeto, pois traça a identidade da escola que tem seus valores, expectativas, costumes, tradições próprias. No interior de cada escola, realidades econômicas, sociais e características culturais estão presentes e lhe conferem uma identidade absolutamente peculiar. Neste      capítulo as concepções de objetivos, conteúdos, metodologia e avaliação, metodologia e avaliação de nossa escola.
            Acompanhar e avaliar o Projeto Político-Pedagógico é avaliar os resultados da própria organização do trabalho pedagógico. Para que este documento se mantenha atualizado e possa viabilizar as ações propostas, algumas alternativas são sugeridas no item “Estratégias de Avaliação”.
            Assim, traçamos as propostas Pedagógicas, ponto relevante para o sucesso do trabalho educativo que acontece na sala de aula.                 
“Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se,      atravessar um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores.”
Partindo de um princípio diagnóstico, a referida escola buscou adotar medidas que fidelizassem o resultado dos alunos frente a seus níveis de aprendizagem. Vivência escolar, social, familiar, foram os pontos básicos avaliados. Os alunos, no aspecto social constituem dois grupos bem definidos: um primeiro grupo com sinais de cidadania, comportamento, cumpridores de seus deveres, não envolvidos com drogas, não simpatizantes com “bullying”, por outro lado, existe um outro grupo que se encontra nesta zona de risco, em alguns casos até com envolvimento com tóxicos. No que se refere aos aspectos familiares, algumas crianças e adolescentes agem de forma desobediente e presunçosa, tipos de comportamentos, do ponto de vista dos pais, normais se considerarmos a idade, e outros agem assim como forma de chamar a atenção dos pais ou por falta dos mesmos.
Enfatizamos que os pais, apesar da maioria deles serem alfabetizados contudo não letrados, detém o controle da situação, mesmo que eduquem usando as regras que foram adotadas pelos seus antecedentes, já alguns poucos apresentam um total despreparo para conviverem com seus filhos e por isto acabam “jogando” toda responsabilidade de educar para escola.
 Os alunos, no seu contexto educacional, são limitados no que se refere à aprendizagem de alguns conteúdos. No entanto a escola tem metas no tocante dos índices de elevação da aprovação e redução da reprovação e evasão. Para isso, estão sendo adotadas medidas plausíveis como: projetos

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interdisciplinares, oficinas de linguagem, jogos, reforço escolar paralelo, reforço contínuo acompanhado e aulas de informática.
A comunidade, composta de pessoas simples, preserva a boa índole, ajuda a escola e com ela torna-se parceira na busca por uma educação de qualidade.
A escola é favorecida com uma boa estrutura física, havendo espaço para estudar, brincar e dispor do tempo recreativo, contribuindo para seu bem estar educativo e social.
O apoio vinculado tem programações favoráveis que atendem as necessidades dos alvos a serem atingidos, principalmente contribuir para ajudar a mudar para melhor, a sociedade.
A escola tem a finalidade de proporcionar aos que promovem a inserção destes num segmento sustentável de alcançar metas de conhecimentos práticos e teóricos preparando-os para uma realidade existente compatível com os desafios em que cada indivíduo se insere.
O foco, então, é preparar, capacitar e possibilitar a esses agentes, um futuro digno de prosperidade  material, espiritual e ético-cultural. Por isso, o levantamento do diagnóstico de nossa clientela nos possibilitou a construir parâmetros ao encontro da perspectiva de futuro deles.
Enfim, o PPP (Projeto Político Pedagógico) foi desenvolvido para suprir as necessidades da escola, dos alunos, dos pais e da comunidade em geral, com a missão de oferecer uma Educação de qualidade, pautada nos princípios de uma democracia participativa, comunitária, cristã e ambiental, tornando-se um espaço cultural de socialização e desenvolvimento do educando, preparando-o para o exercício de sua plena cidadania.
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DADOS DA IDENTIFICAÇÃO
         HISTÓRICO

         A instituição “Escola” em Santo Antônio do Glória, surgiu aproximadamente em 1912, conhecida como “Escola Intendência”.
         Ana Mullen, normalista de Sabará – MG, a pedido do governador do estado Júlio Bueno Brandão , veio ocupar a 1ª cadeira dessa época. Ainda nesse tempo os fazendeiros educavam seus filhos com professores particulares, contratados pelos próprios; os educadores residiam nas fazendas e lá a vista dos pais ministravam suas aulas, preparando os filhos homens para as diferentes profissões que os mesmos desejassem, enquanto as filhas eram preparadas, para serem esposas, donas de casa e mãe perfeitas, aprendiam além da leitura, escrita e matemática, bordados e outras artes da época...
         Dando continuidade a educação da época em 1953 assumiu o lugar de Ana Mullem a professora Maria Tibúrcio das Mercês. Acompanhando o ritmo da história  da Educação no Brasil de 1955 à 1957 a escola passou a chamar-se Escola Professor Penido, em 1957 à 1962 Escolas Isoladas e em 1963 Escolas Combinadas.
         Em 1964 passa a ser Escola Estadual Anísio Acelino de Andrade, no governo de Magalhães Pinto, construída e inaugurada a nova sede em 11/08/1964 – Decreto SEE Nº  7.753. comemoramos seu aniversário no dia da morte de seu patrono, 03/11.
         Em 1976 foi autorizada a primeira turma de 5ª série de acordo com a Resolução 2.045/76. Sancionando a extensão de série em 1979.
         A Escola foi municipalizada em 1998, por força da Resolução 8.044/98, publicada em 27/01/1998, hoje integrante da Rede Municipal de Ensino de Vieiras.
A escola está localizada na Rua da Ladeira, Nº 08- Centro- Santo Antônio do Glória e recebeu este nome em homenagem a um cidadão local: Sr. Anísio Acelino de Andrade, nascido aos 18 dias do mês de julho de 1879. Era filho João Goulart e de Antônia Eliziária da Silveira. Anísio fez seu curso primário em Juiz de Fora no Colégio Andrés. Aos 19 anos casou-se com Marphisia Pimentel, filha de Francisco Pimentel da Silveira e Maria Luzia Luterbake, suíça e português seus pais.
            Homem religioso, honrado, inteligente,sensato e que batalhou em busca de educação para o distrito onde nasceu, viveu, constituiu família e  faleceu em três (03) de novembro de 1943, sem ver seu sonho de educação  plenamente realizado.
            No ano que passou comemoramos o centenário da Educação de Santo Antônio do Glória.

IDENTIFICAÇÃO DO CONTEXTO DO DISTRITO DE SANTO ANTÔNIO DO GLÓRIA- VIEIRAS- MG
         Santo Antônio do Glória, terra dos Purís, continua sua vida e amplia sua história, quando os índios Guarús aqui chegam, atemorizados pelos colonizadores. Mas a fuga  nada valeu, visto que por volta de 1803 chegaram os imigrantes: primeiramente os portugueses das famílias “Silveira, Abreu, Lima, Andrade, trazendo consigo os africanos seus escravos..., Mais tarde se juntaram a eles os franceses, italianos, suíços...
         Tomaram posse da terra, desmataram, construíram suas fazendas, senzalas, fizeram suas plantações, construíam seus engenhos de cana de açúcar. Somaram-se as antigas famílias outras novas que aqui foram se constituindo. Suas fazendas foram sendo nomeadas pelos próprios donos como: Fazenda  Alto do Pontão do Glória, Serrinha, Bom Jardim, Cocais, Vargem, Arêdes...
         Rapidamente sentiram necessidade de construir uma capela e um dos primeiros colonizadores  doou verbalmente uma   cleba de terra (30 alqueires) para o diocese de Leopoldina  em 1842 visando a construção da capela de Santo Antônio do Glória, este faleceu sem deixar oficializado seu ato. Em 1902 seu sobrinho Antônio José da Silveira, apelidado Coronel Hinguinho oficializou seu ato em cartório.
         A capela foi erguida e algumas famílias aproveitaram do terreno doado ao santo para erguer suas casas. Assim iniciou o nosso distrito “Santo Antônio do Glória” localizado à 20.794.953º de latitude  Sul e à 49.384.312º Norte e no ponto da capela 550 metros de altitude, já no ponto do Pontão do Glória 1.060 metros do nível do mar.
         Santo Antônio do Gloria limita-se com: Miradouro, Muriaé, Eugenópolis.
         Este município já teve diferentes pertencimentos como: de 1832 à 1839 pertenceu ao município de Rio
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Pomba, depois de 1839 à 1853 a São João Batista do Presídio – hoje Visconde do Rio Branco. Em 1853 à 1855 ao município de Nossa Senhora da Glória, hoje Itamurí.
         Santo Antônio do Glória distrito de Muriaé, foi criado por força do artigo IV da Lei Provincial nº 2.085 de 24/12/1874 e pertenceu a este deste 1855 até 1938. Em 1938 à 1953 pertenceu a Santa Rita do Glória pela Lei nº 148 de 17/121938, hoje Miradouro.
         Finalmente em 04/06/1953 por força da Lei Municipal nº 122, confirmada pela Lei estadual nº 1.039 de 12/12 1953 o distrito de Vieiras que também pertencia  a Santa Rita do Glória é elevado a condição de município e Santo Antônio passa a ser seu único distrito como é até a atualidade.

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ESTRUTURA FÍSICA
         A escola é construída de tijolos 21 furos envernizados, laje e cobertura de telha colonial, rampa para acesso do lado esquerdo na entrada da escola, é composta de:
  • 06 salas de aula,
  • 02 banheiros masculinos e 02 mictórios com três pias,
  • 04 banheiros femininos e 04 pias,
  • 01 sala para direção da escola,
  • 01 sala para pedagogos,
  • 01 sala para professores,
  • 01 recepção,
  • 01 sala de laboratório de informática com 18 computadores,
  • 01 refeitório com 05 mesas grandes e 10 bancos,
  • 01 depósito de material de limpeza,
  • 01 depósito de merenda escolar,
  • 01 cantina para o preparo da merenda,
  • 01 depósito de material didático,
  • 01 banheiros para uso dos docentes,
  • 01 pátio, onde também foi construída uma elevação para servir de palco,
  • 14 armários de aço,
  • 05 estantes,
  • 01 computador  para uso exclusivo de professores,
  • 01 reto projetor,
  • 02 fogões a gás, sendo 01 de duas bocas e outro de 06,
  • 01 Datashow
  • 01 geladeira,
  • 01 congelador,
  • 01 bebedouros,
  • 90 carteiras individuais,
·         08 mesas de pré escolar,
  • 09 mesas de professor,
  • 02 mesas de computador,
  •  02 porta chaves de madeira,
  • 01 pia na cantina,
  • Tangue com 02 bojos ao lado dos bebedouros.

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RECURSOS HUMANOS

Possui o seguinte quadro de funcionários:
01 diretora (Maria de Fátima Silveira),
01 supervisora (Eliana Maria Sigilião Celles Maia),
09 professores que atuam da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, são eles: Cristina Goulart Cirelli, , Eni Maria Silveira Ferreira, Regina Manarino Goulart, Kátia Cristina Laureano de Figueiredo, Maria de Fátima Silveira Atualmente em desvio de função na direção escolar , existe ainda necessidade de concurso e ou contrato para 05 (cinco) professores nível I e ainda um professor de Educação Física: e Uma Professora de Inglês, que atende na parte diversificada do currículo o 5º ano. Conta ainda com 09 professores nos anos finais do Ensino Fundamental e EJA : Língua Portuguesa – Sandra Lúcia Giovane Ferreira, efetiva; Literatura, Artes e Inglês( cargo a ser ocupado) Juliana Ferreira de Pádua, efetiva com Matemática ; Silvério Sebastião Silveira, efetivo, em Ciências, Tula Rodrigues da Cruz Ferreira, efetiva, em História e Geografia (cargo a ser ocupado). Existem cargos vagos para concurso ou contrato, como geografia, Inglês, artes, literatura, Educação física, informática, geometria...
07 serviçais:
  • Maria Cristina Rodrigues, efetiva;
  • Maria Aparecida Andrade Silveira, efetiva;
  • Ana Maria Lorêdo Costa, efetiva;
  • Maria Madalena de Fátima Souza Silveira, efetiva;
  • Solani Maria Miranda Bandeira, efetiva;
  • Elza Maria Andrade, efetiva;
  • Maria Cristina Bandeira Costa, efetiva.
            03 Auxiliares de Serviços Gerais:  
  • Maria Aparecida das Dores Bandeira Silveira, efetiva.
  • Kátia Maria da Silva, efetiva.
  • Ricart Ribas, contratado.
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LOCALIZAÇÃO – ECONOMICO- SOCIO- GEOGRAFICA

         Através de entrevista feita com pais, nossos alunos constataram e nós afirmamos que o grau de instrução da maioria dos pais e ou responsáveis por nosso alunado é o Ensino Fundamental incompleto. As profissões variam bastante, mas prevalece sobre as demais os trabalhadores (as) rurais, agro pecuaristas, piscicultores e horticultores. Quase todas as famílias possuem casas próprias com energia elétrica, água tratada ou direto das nascentes, mas que passam pelo filtro, aproximadamente 15% dos familiares moram em casas cedidas e ou alugadas. Ainda em relação as famílias podemos constatar que 80% professam o catolicismo, e 15%  oscilam entre os evangélicos e ainda 5% ateísmo, este último podemos perceber que são familiares com idade inferior aos 30 anos.
         Grande percentagem dos familiares confessam serem negros ou terem descendência da raça negra, existe aproximadamente 7% serem descendentes de indígenas e ou pourís. O meio de comunicação mais usado é o telefone celular, seguido do fixo, a mídia tem lugar de destaque, contudo o tema mais atraente para a comunidade escolar é novelas, futebol e filmes, poucos se interessam por notícias, não temos acesso a jornais escritos, mesmo assim o jornal falado não consegue atrair nem 20% de nossa população, inclusive os próprios profissionais da educação que alegam não terem tempo para o assunto. A saúde é tratada no posto médico local, que possui uma equipe de saúde da família e outras especialidades como:ginecologista, pediatra, clinico geral, fisioterapeuta, nutricionista, odontólogo, cardiologista, acupuntura, exames laboratoriais, menos complexos, e ainda temos acesso a secretaria de saúde do município, onde temos psiquiatria, fonoaudiólogo e ao CRÁS, que também nos fornece alguns poucos atendimentos com psicóloga e assistente social, ginástica para a 3ª idade e lazer. Quando necessário tratamentos com maior grau de complexidade estes são encaminhados para Muriaé, Juiz de Fora...
         O lazer fica mais por conta do esporte organizado pela própria comunidade, no mês de maio e junho temos as festividades do mês de Maria e do padroeiro, festas organizadas pela igreja católica, em julho é a vez da escola que faz duas festas julinas com todos os funcionários e alunos da escola,resgatamos as tradições de quadrilha, fogueira, broa, barraquinhas... , no mês de agosto realizamos a festa da semana da família na escola, com
palestras educativas da vida familiar, peças teatrais, apresentações musicais,filmes, esportes, porque também estamos no mês do estudante e dos pais.
Já em dezembro realizamos as formaturas de Educação Infantil e conclusão do Ensino Fundamental, que acabam também se tornando dias festivos visto as poucas oportunidades de lazer que tem nossa comunidade, ainda uma vez ao ano realizamos junto com administração municipal uma Feira agro cultural, quando a escola monta um pavilhão expondo ali algum tema que trabalhamos no decorrer do ano letivo, antes era feito a feira de ciências, a partir de 2002, resolvemos transformar este evento em algo maior e mais duradouro, este acabou por tornar-se o maior evento até o momento, pois é o espaço que, muitos de nossos ex- alunos, e antigos moradores de Santo Antônio, encontram para visitar nossa terra e rever os velhos amigos, no pavilhão da escola tem sempre um livro de presença onde todos que querem registram sua passagem por aqui e é através do mesmo que podemos afirmar o expressivo número de pessoas que visitam nossa comunidade nesse acontecimento.   Nossos adolescentes especialmente, ainda tem acesso a internet no Telecentro Comunitário, onde acessam jogos, pesquisas, participam de comunidades de amigos, enfim entram em contato com o mundo. Temos também o costume de visitar e receber visita de nossos parentes e amigos especialmente em sábados , domingos, feriados e férias...
Existe um pequeno fluxo de famílias em nosso distrito, a maior mudança que ocorre é quando os jovens terminam o Ensino Médio, que
oferecido na Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade, através da Escola Estadual Assis Brasil com um 2º endereço, que saem em busca de melhores condições de trabalho, mais estudo, cursos técnicos profissionalizantes, entre outros.

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MARCO REFERNCIAL

            Estamos vivendo num tempo de grandes descobertas e conquistas, na era da informática, da microeletrônica e da robótica, devido ao avanço da ciência e da tecnologia.
            Todos os dias recebemos informações sobre avanços tecnológicos e novos conhecimentos são divulgados. Isso não impede que ocorram constantes agressões a dignidade humana, como: a fome,a repressão à livre manifestação, as epidemias, a destruição do meio ambiente, às drogas, a prostituição infanto juvenil, o abandono de incapazes, o mau trato aos idosos, às guerras... Toda essa carga de tecnológica invade a vida humana provocando enormes efeitos.
            Há milhares de pessoas em todos os continentes, sem acesso ao atendimento básico, como: alimentação, segurança, saúde pública, moradia, educação, trabalho digno...
            E o homem em meio a toda essa conturbação, mesmo dominando toda técnica moderna, senti-se conturbado, inseguros, ameaçado de morte por todos os lados, ou seja, esta é a mais cruel e dramática ironia da civilização atual.
            Embora apoiado numa ciência tecnológica, o homem ainda não aprendeu a fórmula redentora de criar uma vida justa, humana, tranquila e feliz.
            Vivemos em uma sociedade com grande inversão de valores, o consumismo exacerbado faz o jovem valorizar sempre o ter; a sensualidade é mostrada sem nenhum pudor, reduz o corpo a uma coisa meramente comercial. A droga toma cada vez mais espaço entre nossos adolescentes, pré adolescentes, jovens e até mesmo pessoas com mais idade, e se alastra como vestígio de pólvora, tornando-os mais agressivos, menos comprometidos com a família, os estudos e própria vida, pior que para obtê-la se tornam capazes de furtar, prostituir... A atual estrutura familiar presente em nosso meio é com certeza a maior vilã, que empurra nossos alunos para este submundo. Somos manipulados pela mídia e assumimos posturas que ela nos transmite como se não tivéssemos outras alternativas, sem se quer questionarmos tais posturas.
            Precisamos hoje viver uma solidariedade em escala mundial, um abrir-se à compreensão dos outros, baseado no respeito pela diversidade. E este sentimento de partilhar valores a um destino comum, constitui por último o fundamento de todo e qualquer projeto de cooperação.
            Em caráter participativo, o Projeto Político- Pedagógico tornar-se-á um instrumento valioso na busca de cidadania, ao procurar desenvolver em suas ações educacionais “o ser, o conviver, o fazer e o aprender”. (UNESCO, 1998).
            E ainda, ao desenvolver a estética da sensibilidade, o PPP participativo constituirá na elaboração de um currículo que estimulará a criatividade, a curiosidade e a capacidade de suportar e conviver com o inserto, com o imprevisível e com a diversidade. Um currículo que valorizará a qualidade, a delicadeza e a sutileza, que ampliará a visão de mundo, desenvolvendo as competências e habilidades múltiplas necessárias para que os indivíduos aqui inseridos possam, num futuro vindouro, intervir e interagir na sociedade de forma consciente, ética e criativa.
Estes devem orientar a seleção de conteúdos a serem aprendidos como meio de desenvolvimento das capacidades e indicar os encaminhamentos didáticos apropriados para que os conteúdos escolares façam sentido para os alunos. Finalmente devem constituir-se numa referência indireta da avaliação da atuação pedagógica da escola
            Nessa perspectiva de educação, a escola precisa assumir a valorização da cultura de sua própria comunidade e, ao mesmo tempo, buscar ultrapassar seu limites propiciando ao alunado instrumentos para o pleno exercício da cidadania e para a capacidade de interferir criticamente na realidade transformando-a.   
            Para garantir a educação de qualidade é necessário que a escola tenha em vista um trabalho baseado na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Base (LDBEM),  nas Resoluções e nos Parâmetros Curriculares Nacionais, CBC”.
            “Art. 210 serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos nacionais e regionais” ( Constituição Federal em vigor).
Neste processo de ensino, o professor é alguém que reflete sobre sua prática, sendo, sobretudo, pesquisador, estudioso, leitor, crítico, de sua postura e prática. Precisa trabalhar em equipe, participar da
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administração escolar fazendo-se mediador entre conhecimento e aprendizagem.
            A postura do professor dá o sentido do trabalho em sua sala de aula. Mesmo tendo em mãos materiais diversificados para enriquecer sua prática, nada será válido se o mesmo for desinteressado, acomodado, desatualizado, desengajado, inflexível, descomprometido e ou rotineiro, enfim pensar que não tem mais nada à aprender e sabe tudo para ensinar, tendo uma visão de conhecimento como pronto e acabado com fim em si mesmo.
            O ambiente da sala de aula implica numa conduta compatível do professor, que deve buscar com seus alunos sentimentos, valores e idéias, resultados das reflexões do grupo. Cabe encorajar a cooperação entre os educandos, promovendo a construção do equilíbrio emocional de seus alunos (as) e o desenvolvimento das capacidades para enfrentar situações de conflitos interpessoais e de valores morais.
            O professor deve ser uma pessoa de que a afetividade e a inteligência são indissociáveis.  Se ele souber tornar-se uma pessoa significativa para o grupo, sabendo discernir entre ser autoridade e ser autoritário, a sala de aula se transformará em um verdadeiro ambiente ético, onde o aluno poderá tornar-se um ser crítico, consciente, sujeito de sua própria história e comprometido com a coletividade.
            A sociedade que queremos haverá de ser construída com a participação de todos, para que prevaleçam a justiça, a fraternidade e a paz.
         “O projeto da escola deve indicar grandes perspectivas, a fim de valorizar e orientam a ação educativa,as ideologias em jogo, uma discussão do contexto local, nacional e internacional. Ele deve retratar as aspirações, ideais e anseios da comunidade escolar, seus sonhos em relação à escola. Mas deve, sobretudo, permitir que a escola faça suas escolhas em relação ao que deseja para a melhorar a educação de todos. Projetar é escolher, decidir. E a escolha, a decisão, são categorias pedagógicas essenciais ao ato educativo.”
(Gadotti, 1993).
            Nesta visão, os alunos constroem significados a partir de múltiplas e complexas interações, cada aluno é sujeito de seu processo de
aprendizagem através de uma prática educativa que tem como eixo a formação de um cidadão autônomo e participativo.
Um cidadão deve ter consciência política que o habilite a transformar a si mesmo e a engajar na luta por transformações sociais mais abrangentes ou restritas, na sua escola, no seu bairro, no seu local de trabalho.” ( Paulo Freire)
A Escola Anísio Acelino de Andrade adota, como norteadores de sua prática pedagógica, os seguintes princípios:
- Eticos: de justiça, solidariedade, liberdade e autonomia: de respeito à dignidade da pessoa humana e de compromisso com a promoção do bem estar de todos,contribuindo para eliminar quaisquer manifestações de preconceito de origem, gênero, etnia, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação;
- Políticos: de reconhecimento dos deveres e direitos de cidadania, de respeito ao bem comum e à preservação do regime democrático e dos recursos ambientais; da busca da equidade e da exigência de diversidade de tratamento para assegurar a igualdade de direitos entre os alunos que apresentam diferentes necessidades;
- Estéticos: do cultivo da sensibilidade juntamente com o da racionalidade; do enriquecimento das formas das diferentes manifestações culturais, especialmente, a da cultura mineira e da construção de identidades plurais e solidárias.
OBS: Na Educação Básica, as dimensões inseparáveis do educar e do cuidar devem ser consideradas no desenvolvimento das ações pedagógicas, buscando recuperar, para função social desse nível da educação, a sua centralidade, que é o educando.
            Ainda, esta escola assegura aos pais, conviventes ou não com seus filhos, ou responsáveis, o acesso às suas instalações físicas, informá-los sobre a execução de seu Projeto Político Pedagógico e, a cada bimestre, sobre a frequência e o rendimento dos alunos.
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- Faz parte deste documento o Plano de Intervenção Pedagógica (PIP) que deverá ser elaborado anualmente pela equipe pedagógica (supervisor, auxiliar de secretaria, professores...), com o objetivo de melhorar o desempenho dos alunos no processo ensino aprendizagem e garantir continuidade em seu percurso escolar. (Este será anexado a cada ano no PPP, como parte integrante do mesmo). Para tanto os profissionais desta escola devem reunir-se, periodicamente, conforme cronograma estabelecido pelo gestor, para estudos, avaliação coletivas das ações desenvolvidas e o redimensionamento do processo pedagógico, conforme o definido no PIP a cada período. (para 2013 estamos já com os dias 01/02, 30/04, 05 e 12/06, 30/09 e 11,12 e 13/12) salvo casos que se fizerem necessários outros dias serão acrescidos.
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FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

            Neste século tem surgido a definição, cada vez mais forte, que ser professor não é apenas dominar conteúdos, técnicas, preparar para o ENEM, SIMAVE, PROALFA... Transmitir boas informações; porém, ser professor da formação, no tempo da informação, é muito mais complicado que antes. Portanto, o professor, a equipe pedagógica e toda escola têm por perspectiva fazer o que a informação não faz, revelar os verdadeiros significados da vida e da cultura. O professor está se vendo num momento delicado: a concepção de docência não o realiza mas ele não está preparado para mudar.
            Ao mesmo tempo é preciso considerar que no século XXI um novo ator está entrando em cena na educação brasileira; atores que eram apenas os destinatários: os alunos que estão em nossas escolas gritando, interrogando, questionando. Hoje o debate está em torno dos alunos que têm evidenciado não apenas problemas de aprendizagem, mas problemas éticos, comportamentais, de agressividade, de drogas, de prostituição... para os quais os professores não foram preparados. Este é um princípio de mudança radical. As perspectivas para a educação brasileira vão depender das posturas que temos frente as crianças, aos adolescentes, jovens e adultos. É urgente redefinir estas imagens, com a imagem que temos, caso contrário não vamos reconstruir a docência e resgatar a nossa identidade de educadores, é fundamental ir adiante, criar alternativas, gerar ânimo, superar a impotência, resgatar a alegria do trabalho e da vida, superar a indiferença, resgatar a capacidade de indignação, porém sem falar mal de tudo e de todos.
            Para conseguir que os nossos educandos encontrem nas escolas um lugar de reflexão, é preciso trabalhar para que professores e demais profissionais da educação, através de vínculos solidários, grupos de estudo, leituras, troca de experiência, produzam espaços de autoria de pensamento nos quais, tanto eles quanto seus alunos, consigam pensar-se sujeitos interessantes, com capacidade de transformar-se e o mundo que os circunda.
            A situação em sala de aula é explosiva. Talvez nunca tenha estado tão difícil ser educador, como nos dias atuais. Estamos vivendo uma crise geral de paradigmas. Sabemos, muitas vezes, o que não queremos, mas não temos certeza exatamente do rumo a ser tomado nem coragem de sair da nossa zona de conforto e quebrar com paradigmas ultrapassados. Isso tanto em termos profissionais, quanto institucionais e sociais. A educação está sempre ligada a um projeto, a uma perspectiva, a um sentido. Fica muito difícil o trabalho do professor quando o aluno não sabe o que está fazendo ou para que está fazendo algo em sala de aula, quando os pais e ou responsáveis mandam seus filhos para a escola, mas também não estão convictos disso, a ponto de apoiar abertamente os filhos diante de eventuais conflitos na escola. A própria escola vem se questionando sobre qual seria seu efetivo papel neste milênio e o professor, como não poderia deixar de ser, anda perplexo cm tudo que está acontecendo.
            Na tentativa crescente de adaptar a educação à realidade atual, precisamos concebê-la como prática que tem a possibilidade de criar condições para que todos os alunos desenvolvam capacidades e reaprendam os conteúdos necessários para construir instrumentos de compreensão de realidade e de participação das relações sociais, políticas e culturais diversificadas e cada vez mais amplas na construção de uma sociedade democrática e não excludente.
            Os objetivos constituem o ponto de partida para o que se pretende que os alunos obtenham, que a escola deseja proporcionar e tem possibilidades de realizar.
A M. Anísio Acelino de Andrade tem por finalidade: atender o disposto nas Constituições Federal e Estadual, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente, ministrar o Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos observadas em cada caso, a legislação e as normas especificamente aplicáveis.
A Escola M. Anísio Acelino, oferecerá aos seus alunos serviços educacionais com base nos princípios emanados das Constituições Federal e Estadual,

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da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, do Estatuto da Criança e do Adolescente, da lei 11.769 que dispões sobre a obrigatoriedade do
ensino da música na educação básica, da lei 10.639 que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura
Afro-Brasileira".da lei 11.645 que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” e Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008 que dispõe sobre o atendimento educacional especializado, que regulamenta o parágrafo único do art. 60 da lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,  e acrescenta dispositivo ao decreto nº 6.253, de 13 de novembro de 2007 e nas Resoluções do Conselho Nacional de Educação nº 4, de 13 de julho de 2010, nº 7, de 14 de dezembro de 2010 e nº 2, de 30 de janeiro de 2012, nos parece3res do Conselho Estadual nº 1132, de 12 de dezembro de 1997, e nº 1158, de 11 de dezembro de 1998 e Resolução SEE/MG  Nº 2.197 que dispõe sobre a organização e funcionamento do Ensino nas escolas de Educação Básica de Minas Gerais.

CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS
·         Função Social da Escola:
Promover, a/ao aluno/a, acesso ao conhecimento sistematizado e, a partir deste, a produção de novos conhecimentos. Preocupar-se com a formação de um/a cidadão/â consciente e participativo/a na sociedade em que está inserido/a.

·         Eixos Norteadores:
Aprender a aprender.
Valores: respeito, solidariedade, disciplina, coletividade.
Trabalho unificado – coletivo. Criar para humanizar.
Compromisso
·         O Trabalho Pedagógico
Para refletir sobre a função social da escola nos referendou-se o texto “Escola: Projeto coletivo em construção permanente”. Onde conclui-se que é necessário um repensar a organização político-pedagógica que permita:
1. Trabalhar valores culturais, morais e físicos;
2. Integrar elementos da vida social aos conteúdos trabalhados;
3. Compreender este aluno/a como um/a cidadão/a que deve ser um/a agente transformador/a da sociedade, além de crítico/a, responsável e participante.
A escola deve ser crítica, reflexiva e possibilitar a toda a comunidade um projeto político pedagógico consolidado pela colaboração mútua e o exercício da construção coletiva desencadeando experiências inovadoras que estão acontecendo na escola.
“... a escola, por si só não forma cidadãos, mas pode preparar instrumentalizar e proporcionar condições para que seus alunos possam se firmar e construir a sua cidadania.”
A comunidade escolar repensa constantemente o seu papel pedagógico e sua função social, para tanto, se faz necessário refletir sobre a escola que temos, se voltada para os interesses políticos, se discriminadora e produtora de mecanismos de controle que impedem que os nossos estudantes
consigam enfrentar em condições de igualdade ou como melhor enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.
Para que a escola cumpra a sua função social será necessário:
• Integração e participação da comunidade escolar;
• Os segmentos da escola devem estar plenamente voltados à completa valorização do educando;
• Cursos de formação e qualificação dos profissionais da educação;
• Criação e reorganização do espaço físico;
• Material didático e outros que facilitem o trabalho do professor;

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• Número de alunos/as em sala de aula condizente com a metragem do ambiente;
• Recursos humanos, pedagógicos e financeiros;
• Cobrança de regras de convivência em grupo;
• Melhor qualificação profissional;
• Política que estabeleça professores/as efetivos;
• Restabelecimento da motivação e credibilidade dos professores/as.

·         Valores:
Ética
*Ser uma instituição de ensino educacional fundamentada em uma postura íntegra, justa, honesta, valorizando a verdade, o respeito e o diálogo.

Respeito e Justiça
*Agir sem discriminar as pessoas, tratando-as de forma personalizada, com imparcialidade e respeitando as diferenças individuais.

Responsabilidade Social
*Agir de maneira consciente e responsável com as questões sociais e ambientais, buscando um relacionamento sustentável com fornecedores e parceiros.

Profissionalismo e Cooperação
*Atuar de forma organizada e planejada, valorizando o trabalho em equipe e a ajuda mútua.

Confiabilidade

*Ser uma instituição que inspire segurança e credibilidade, da qual todos tenham orgulho de participar.

Coerência
*Agir sempre no sentido de cumprir a nossa missão respeitando os valores em que acreditamos.

·         Concepções
De Mundo: O mundo é o local onde ocorre as interações homem-homem e homem-meio social caracterizadas pelas diversas culturas e pelo conhecimento. Devido a rapidez do processo de assimilação das informações e pela globalização torna-se necessário proporcionar ao homem o alcance dos objetivos materiais, políticos, culturais e espirituais para que sejam superadas as injustiças, diferenças, distinções e divisões na tentativa de se formar o ser humano que se imagina. Isto será possível se a escola for um espaço que contribua para a efetiva mudança social.
De Sociedade: Somos uma sociedade capitalista, competitiva baseada nas ações e resultados, por isso precisamos construir uma sociedade libertadora, crítica, reflexiva, igualitária, democrática e integradora, fruto das relações entre as pessoas, caracterizadas pela interação de diversas culturas em que cada cidadão constrói a sua existência e a do coletivo.
De Homem: O homem, na atualidade, é um ser competitivo e individualista, resultado das relações impostas pelo modelo de sociedade em vigor. No entanto, a luta deve ser por um homem social, voltado para o seu bem próprio mas, acima de tudo, para o bem estar do grupo do qual faz parte. O homem, que modifica a si mesmo pela apropriação dos conhecimentos, modifica também a sociedade por meio do movimento dialético “do social para o individual para o social”. Destarte, torna-se sujeito da história.

·         A relação professor-aluno
O processo interativo da produção de conhecimento na relação professor – aluno ocorre através de um liame estreito e pessoal, no qual a afetividade, a amorosidade e o embasamento teórico estejam presentes. É, antes de tudo, um exercício de liberdade e democracia. Baseado na ousadia, criatividade e na responsabilidade ao considerar o que há, imaginar o que poderia ser, sonhar com o desejado e, finalmente, estabelecer ações
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Concretas que tornem realidade os sonhos. Disciplina, parceria, cooperação, construção conjunta do conhecimento são resultados de uma ação coletiva na qual os papéis de aluno e professor têm clareza de definição. Do professor espera-se que assuma postura de educador, conduzindo o processo construtivo, mediando interpretações, fornecendo elementos instigadores, informações ampliadoras, intervindo, interferindo, estimulando, orientando e desafiando permanentemente o aluno que, aprendendo a aprender, torna-se sujeito no processo ensino-aprendizagem.
Do aluno o papel reservado é de protagonista do processo, pois que, a partir dos elementos e questões levantadas, experimenta, duvida, analisa, erra, reconstrói, e, finalmente, aprende, consolidando um conhecimento construído no processo educacional.

·         Perfil de aluno que desenvolveremos:
Agente de integração e transformações sociais, presente, criativo, responsável, reflexivo e empreendedor. Capaz de conviver com serenidade, participativamente, no desenvolvimento e aperfeiçoamento do meio ambiente em que vive.
Reconhecedor da importância do conhecimento como fonte de reflexão, criação e recriação.
Postura humana comprometida com o bem-estar geral e a ética.
cidadão universal, valorizador e admirador das múltiplas culturas, entendedor das dinâmicas das relações pessoais e sociais. Com senso de justiça e igualdade social, solidário e consciente do seu papel de cidadania participativa.
Protagonista do processo ensino-aprendizagem, posicionando-se com clareza e objetividade.
Questionador construtivo, capaz de interferir, ousar, sugerindo melhoria contínua para os seus relacionamentos e meio ambiente.

 PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

- Educação - O processo educacional deve contemplar um tipo de ensino e aprendizagem que ultrapasse a mera reprodução de saberes “cristalizado” e desemboque em um processo de produção e de apropriação de conhecimento, possibilitando, assim, que o cidadão torne-se crítico e que exerça a sua cidadania, refletindo sobre as questões sociais e buscando alternativas de superação da realidade.
        A verdadeira educação visa à promoção do homem, ao “exercer corajosamente” a sua função conscientizadora e crítica de despertadora da vida e da esperança”, bem como ao animar a pessoa para o exercício de sua própria cidadania em seus direitos e deveres.
        Através da educação, temos a missão de resgatar as reservas inesgotáveis de potencialidades de transformação que todas as pessoas têm, promovendo a verdadeira prosperidade do ser humano, da nossa nação e de todo o mundo. “O ensinar é um amplo momento de vida entre o educador e o educando”. (Morais, 1986,p.5) O processo de educação permite que ao mesmo tempo que sejamos mediadores de nosso desenvolvimento sejamos também responsáveis pelo desenvolvimento do outro no coletivo.
         Ao construirmos o Projeto Político Pedagógico de nossa escola, salientamos o fato de que a história da Educação nos apresenta tendências que, em alguns casos, por má interpretação ou uso sem reflexão, enveredam pelo autoritarismo exagerado ou espontaneísmo inconseqüente. Torna-se necessária uma análise apreciativa e crítica para maior assimilação, reflexão e conscientização do processo que vivenciamos atualmente, como pilar de sustentação para futuros estudos e mudanças.

          A contextualização de projetos e idéias é o meio mais seguro de alcançarmos o aperfeiçoamento e a concretização de transformações. Respeitando o passado e as tradições, não estaremos impedindo o despertar da consciência, mas fomentando o respeito às diferenças, assim como reverência ao progresso das pessoas e seu aprimoramento e valorizando o que esse perfeiçoamento trará o progresso social. Durante o processo dos estudos para construção do Projeto Pedagógico, discutimos sobre as principais abordagens teórico-pedagógicas:
 - Comportamentalismo
          Essa abordagem metodológica tem, na sua marca característica, uma origem empirista, pois considera o conhecimento como resultado direto da experiência ou experimentação planejada. O aprendiz conhece por PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG


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“descoberta” algo novo para ele, mas que já existia na realidade exterior.
Para Skinner, representante da análise funcional do comportamento e muito conhecido no Brasil,“cada parte do comportamento é uma função de alguma condição que é descritível em termos físicos, da mesma forma que o comportamento”.
           A proposta é desenvolvida, considerando que o comportamento humano é modelado e reforçado, com supervalorização de controle e recompensas. Isto exige a previsão rigorosa das seqüências de atividades de aprendizagem que modelam o comportamento humano, a partir de contingências de reforços, desconsiderando elementos não observáveis ou subjacentes ao comportamento.
(Mizukamini, 1986).
            Para os comportamentalistas ou behavioristas, o homem é resultado de influências e forças exteriores. A realidade é um fenômeno objetivo que pode ser manipulado e o comportamento humano altera-se em função de condições exteriores, daí a importância que esta abordagem dá à organização de situações mais adequadas às mudanças pretendidas.
           Três aspectos precisam ser considerados para que a formulação das relações entre um organismo e seu meio ambiente seja adequada:
a) ocasião desencadeadora de resposta.
b) a natureza da resposta.
c) presença de reforço.
           Skinner é favorável ao relativismo cultural, considerando que cada cultura tem seu próprio conjunto de coisas boas e que o critério de bom, aplicado a um contexto, não é aplicável a outro.“Qualquer ambiente, físico ou social, deve ser avaliado de acordo com os efeitos sobre a natureza humana”.
(Mizukamini, 1986)

 - Humanismo
         A tendência predominante desta abordagem é o sujeito num enfoque interacionista, onde o desenvolvimento humano é analisado em suas interações com o objeto do conhecimento.
Carl Rogers é identificado como representante da psicologia humanista e influencia o ensino centrado no aluno, com ênfase nas relações interpessoais e no estudo do crescimento humano delas derivado. Considera os processos de construção e de organização pessoal da realidade, a orientação interna do aluno e o autoconceito que ele constrói.
         O professor dá assistência, oferece ambiente rico em solicitações de aprendizagens que são alcançadas pelas atividades e experiências discentes. A atividade, considerada como processo natural, visa à auto-realização do ser humano para o uso pleno de suas potencialidades. Como o conhecimento
é inerente à condição de vida do ser humano, a curiosidade é natural e o move-menta na busca de respostas equilibradoras. A escola tem como função, nesta abordagem, a organização de condições nas quais o aluno se torne mais humano e aprenda a colaborar com os outros, sem deixar com isto de ser indivíduo.
         Educação é tudo que possibilita o crescimento pessoal, interpessoal ou intergrupal e tem como objetivo a aprendizagem de conceitos e experiências fundamentais numa aprendizagem pessoal, dinamizada pelos motivos do próprio aluno.
 – Cognitivismo
          A abordagem cognitivista é derivada da investigação psicológica dos processos intelectuais dos indivíduos em suas estruturas mentais (não facilmente observáveis), tais como:“organização do conhecimento, processamento de informações, estilos de pensamento ou estilos cognitivos, comportamentos relativos à tomada de decisões...”
          O cognitivismo estuda cientificamente a aprendizagem, considerando o modo como os estudantes lidam com os desafios do meio, organizam dados, percebem e buscam a solução de problemas concretos, adquirem conceitos, obtêm e usam inteligentemente o código escrito e símbolos verbais. A ênfase é dada à capacidade do aluno em integrar informações e de modo como realiza o processamento dessas informações. Com enfoque interacionista, o homem e o mundo são analisados conjuntamente, pois o conhecimento é construído pelo sujeito em interação com o meio.
Jean Piaget é o nome mais representativo dessa abordagem. Ele defende a idéia do desenvolvimento do ser
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humano, através de fases sucessivas e inter-relacionadas, alcançando estágios de inteligência com maior mobilidade e estabilidade. Os desafios intelectuais do meio promovem as condições
necessárias para a construção de estruturas cognitivas pela atividade intermitente do sujeito com o real.
           Piaget, segundo Chiarottino, 1984, p.33, admite três tipos de estruturas orgânicas:
as programadas no genoma (as dos aparelhos digestivo e reprodutor);
as parcialmente programadas (as do sistema nervoso) e as não programadas (as estruturas mentais).
           Por essa razão, os homens têm diferentes níveis de construção, dependendo da ação solicitadora do meio. Pelas trocas do organismo com o meio, o sujeito constrói seus esquemas de ação, agindo sobre o mundo e dele sofrendo influências, em processo constante de adaptação.
            No sentido piagetiano, adaptação implica um sujeito ativo, com possibilidade de transformar-se e de transformar a realidade, construindo seus conhecimentos e sua própria inteligência.
            Frente a uma situação desconhecida, o sujeito enfrenta o conflito cognitivo e, através de atividades e um jogo de regulações entre o que já sabia e o que se lhe apresenta como novo, o sujeito vive um processo interno de regulação, através dos mecanismos de assimilação e acomodação, alcançando uma nova equilibração ou reequilibração, mais rica que anteriormente experimentada. O mecanismo que o sujeito usa para compreender o seu mundo é chamado
de assimilação. Tudo que está no meio e no próprio sujeito tende a ser explicado, primeiramente, pelas estruturas cognitivas já construídas. Assim o sujeito está em freqüente assimilação do meio a seus esquemas ou estruturas cognitivas.
Piaget apresenta a aquisição do conhecimento humano em duas fases:
a) Fase de constatação, cópia ou repetição (exógena).
b) Fase de compreensão das relações, das combinações (endógena).
        O trabalho escolar pode restringir-se à primeira fase, mas o verdadeiro conhecimento situa-se na segunda, pois pressupõe abstração. Para o mesmo autor, a abstração pode ser empírica ou reflexiva. Empírica quando as informações são obtidas no próprio objeto e é reflexiva quando ocorre graças às operações (ou coordenação de ações) e da própria atividade do sujeito e exige
reorganização mental. O construtivismo interacionista é característico desta abordagem e a escola deve ensinar a criança a observar o meio, dando condições para que o sujeito aprenda por si mesmo e desenvolva suas potencialidades motoras, verbais e mentais para realizar, posteriormente, intervenções socioculturais e transformações na sociedade.
           A proposta escolar cognitivista pressupõe uma aprendizagem ativa alcançada pela pesquisa, pela investigação, pela solução de problemas e não pela memorização de fórmulas, nomenclaturas, definições... “A aprendizagem verdadeira se dá pelo exercício operacional da inteligência”.
           O papel do professor é de desencadeador de problemas para que os alunos busquem a solução. O ambiente onde os alunos trabalham deve ser desafiador e promotor de interesse e busca de respostas equilibradoras.
 - Abordagem Crítico-Social dos Conteúdos
          A compreensão da natureza da educação enquanto um trabalho não-material, cujo produto não se separa do ato de produção, nos permite situar a especificidade da educação como referida aos conhecimentos, idéias, conceitos, valores, atitudes, hábitos, símbolos sob o aspecto de elementos necessários à formação da humanidade em cada indivíduo singular, na forma de uma segunda natureza, que se produz, deliberada e intencionalmente, através de relações pedagógicas historicamente determinadas que se travam entre os homens. (Demerval Saviani)
          Trata-se de uma concepção que procura se afirmar sobre uma base histórica e historicizante. É o empenho em compreender a questão educacional a partir do desenvolvimento histórico-objetivo.             No Brasil, esta corrente pedagógica se firma, fundamentalmente, em 1979. (Revista ANDE, nº11/86)
A tarefa a que se propõe a pedagogia histórico-crítica em relação à educação escolar implica:
a) identificação das formas mais desenvolvidas em que se expressa o saber objetivo produzido historicamente, reconhecendo suas condições e compreendendo as suas principais manifestações bem como as tendências atuais de transformação;
b) conversão do saber objetivo em saber escolar de modo a torná-lo assimilável pelos alunos no espaço e tempo
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escolares;
c) provimento dos meios necessários para que os alunos não apenas assimilem o saber objetivo enquanto resultado, mas apreendam o processo de sua produção bem como as tendências de sua transformação.
          Esta abordagem vai tomando forma na medida em que se orienta a educação como aprendizagem crítica do conhecimento: a educação problematizadora e conscientizadora.
          Trabalha a partir de palavras ou temas geradores, a partir do diálogo. Não se restringe ao ambiente acadêmico, sai para analisar o mundo e suas implicações.
          O conteúdo dos diálogos é extraído da realidade para a aprendizagem, conduzindo os alunos e professores ao caminho do autoconhecimento e desenvolvimento integral, independentemente de uma ação política, religião ou credo.
“ Transformações O momento de transformação é mágico Há nele uma percepção profunda do momento presente Há um mergulho no cerne da existência Há si cronicidade numa grande harmonia de “ser”
É como aquele exato momento em que a lagarta se transforma em borboleta E voa sem nunca ter voado
E é bela, de uma beleza nunca percebida antes E é borboleta , depois de um tempo ser lagarta
A transformação no Homem é como um momento musical Uma fusão de cores.
Uma convergência de energia Uma percepção do “todo”
É a sincronicidade
A mágica da mutação
O surgimento do “novo”
O desvelamento de uma face antes escondida
Assim o Homem vai se transformando
E crescendo
E evoluindo
Nas suas múltiplas possibilidades de “virar borboleta”
Buscar a sintonia com a mudança que se aproxima
Ganhar consciência da nova transformação
E fazer história
E estar presente no coração do mundo
Transformando-se a si mesmo
Deixando seu sinal de amor naquele que passa e sente a mudança
Deixando seu traço no ambiente que se renova
Deixando seu rastro no caminho percorrido com sinal de esperança
 Assim caminha o Homem que se abre às transformações”...
(Trecho poético citado em Pedagogia da Transgressão/96)
- Teoria das Inteligências Múltiplas
         Numa visão tradicional, a inteligência é definida operacionalmente como a capacidade de responder a itens em testes de inteligência. A inferência, a partir dos resultados de testes de alguma capacidade subjacente, é apoiada por técnicas estatísticas que comparam respostas de sujeitos em diferentes idades. A aparente correlação desses resultados de testes através das idades e através de diferentes testes corrobora a noção de que a faculdade geral da inteligência não muda muito com a idade ou com treinamento ou experiência. Ela é um atributo ou faculdade inata do indivíduo.
         A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, por outro lado, pluraliza o conceito tradicional. Uma inteligência implica na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural. A capacidade de resolver
problemas permite à pessoa abordar uma situação em que um objetivo deve ser atingido
e localizar a rota adequada para esse objetivo. A criação de um produto cultural é crucial nessa função, na medida em que captura e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou os sentimentos da pessoa. Os problemas a serem resolvidos viriam desde teorias científicas até composições musicais para campanhas políticas de sucesso.
         Uma polêmica lançada por Gardner é em relação ao famoso teste de Q.I.
Em sua opinião, a inteligência não é um número e, por isso, não pode ser medida por meio de um teste. PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS. MG
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 Ele chegou a essa conclusão ao iniciar os seus trabalhos de pesquisa com estudantes que não haviam sido brilhantes na escola, porém, tinham-se transformado em excelentes profissionais, contrariando todas as perspectivas de um futuro ruim que as notas escolares indicavam. “Toda a base da inteligência como uma grandeza, possível de ser medida, é que ela é determinada por fatores hereditários”, afirma Kátia Smole.
“Gardner não discorda que a inteligência tenha componentes biológicos, mas acrescenta que não são apenas esses componentes os responsáveis pelo seu desenvolvimento. Fatores, como meio social e estímulo, também influenciam no desenvolvimento da inteligência”.
         Ou seja, exceto os casos de anomalias, qualquer pessoa tem capacidade de desenvolver suas inteligências. A função da sociedade, principalmente da escola, é formar cidadãos equilibrados.
         O professor norte-americano, Howard Gardner, especializou-se em educação e neurologia, pela Universidade de Harvard. Publicou vários livros sobre seus estudos a respeito das inteligências múltiplas. A Teoria das Inteligências Múltiplas não se trata de uma corrente pedagógica, seus funda-mentos permitem aos educadores sérias reflexões sobre ensino e aprendizagem.
         As teorias de seu colega Daniel Goldman, autor do best seller Inteligência Emocional, também têm influenciado alguns pedagogos. Desde que o livro de Daniel Goleman, jornalista e psicólogo norte-americano (Universidade de Harvard), chegou às livrarias, este tema está sendo
muito discutido entre os educadores. Com muitas pesquisas feitas ao longo de anos, Goleman prova que nem sempre uma inteligência brilhante é passa-porte seguro para uma vida adulta cheia de realização. O psicólogo americano mostra que ter controle das próprias emoções (inteligência intrapessoal) é mais importante que qualquer brilhantismo para os números ou para as letras. Pesquisando o cérebro e pacientes com lesões cerebrais, Gardner diz que o que se chama de “inteligência” não se refere apenas à capacidade de entender alguma coisa, mas também à criatividade e à compreensão. As Inteligências estudadas por Gardner:
a)Lingüística: domínio da expressão com a linguagem verbal; dar arquitetura às palavras.
b) Lógico-matemática: capacidade de raciocínio lógico e compreensão de modelos matemáticos; habilidade de lidar com conceitos científicos.
c) Espacial: sentido de movimento, localização e direção; percepção de objetos.
d) Musical: capacidade de compreender os sons.
e) Corporal-sinestésica: domínio dos movimentos do corpo; a inteligência dos atletas e bailarinos, por exemplo.
f) Naturalista: sensibilidade para aprender os processos da natureza.
g) Intrapessoal: capacidade de autocompreensão, automotivação e conhecimento de si mesmo; habilidade para administrar os sentimentos a seu favor.
h) Interpessoal: capacidade de se relacionar com o outro, entender reações e criar empatia.
i) Existencial (em estudo): inteligência voltada para o questionamento filosófico e religioso. (Howard Gardner. Inteligências Múltiplas; Mentes que lideram: uma anatomia da liderança); Mentes que criam; Inteligência; Múltiplas perspectivas, (editora Artes Médicas)
As discussões foram importantes para chegarmos a seguinte conclusão: professor deve estar a par das teorias e tendências pedagógicas ao problematizar suas questões do cotidiano e ao pensar sua prática, sem contudo estar firmemente preso a uma delas. Deve, antes de tudo procurar o melhor de cada uma, seguindo uma aplicação cuidadosa que permita avaliar sua eficiência.
Devemos ressaltar que as teorias são importantes, mas cabe ao professor construir sua prática embasado nelas, elas são elementos norteadores e não "receitas" prontas.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE

VISÃO DO CONTEXTO

Atualmente, vivenciamos um processo de transformação estrutural com rápidas e significativas mudanças. Esse processo é conseqüência da
revolução tecnológica, da tentativa de formação de uma economia global e de um caminho de mudança cultural, manifestado principalmente pela nova postura das mulheres na sociedade e por uma diferente consciência ecológica e espiritual. Há uma carência de teorias para dar um marco interpretativo à compreensão do contexto atual.Percebemos que as trajetórias das maiores mudanças estão a nível social...A família (tradicional) tem recebido grandes impactos, quando da inadaptação de novos papéis. É necessário que mulheres e homens busquem formas de reconstrução da estrutura familiar, sem perceberem o sentido geral dos fatos, seguindo os valores éticos das relações humanas. O processo educacional, tanto na família como nas escolas, está engatinhando na percepção da valorização emocional que ainda é, freqüentemente, desconhecida e bloqueada.Cabe a nós, educadores, praticarmos transgressões e buscarmos formas de expressão que permitam o compartilhar de experiências que não atrofiem a criatividade, o pensamento e a crítica, mas que redefinam, de forma ampla e rica, a educação atual, desacostumando o indivíduo à passividade mental.Os estudos para nosso Projeto Político Pedagógico continuam reinventando a prática de todos os envolvidos, visando um questionamento diante do que fazemos e não um ajustamento a ações cristalizadas. Continuamos descobrindo, a cada dia, o significado mais alto da nossa educação.
Podemos ser superiores e cultos; se nos falta, porém, a profunda integração do pensamento e do sentimento, nossas vidas serão incompletas,

contraditórias e cheias de temores torturantes; e enquanto a educação não abranger o sentido global da vida, bem pouco ela significará.
A consciência de sabermos o que acontece com cada um de nós e em nosso contexto, faz renascer o encinte emocional, que vai além da prática diária, que dá significado à sua atuação educativa, fortalecendo, de forma coerente, reflexiva, crítica, amorosa, suas relações com o educando.
A Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade vem, através do Projeto Político Pedagógico, resignificar suas ações, a fim de que possa ser parte integrante de um novo paradigma educacional, provocando a comunidade escolar a reforçar o sentido de assumirmos a provisão de nossa realidade, com fé na Divina Providência.Fazer uma leitura providente da história significa olhar o mundo com empatia, ter um olhar positivo. A visão superficial do mundo moderno é que tudo parte da subjetividade e vai constituir uma prova definitiva da não-existência da Providência, colocando o “eu” como referencial da visão das coisas. Desafios como esse nos obrigam a uma leitura providente da história que leva a uma opção pela vida. A partir da fé na Divina Providência, apostamos na vida.
A partir desta fé, trabalhamos para que a educação leve à construção de uma cidadania autêntica e seja um meio de compreensão da realidade. Não podemos nos limitar a sermos apenas repassadores de conhecimentos. É necessário que busquemos, permanentemente, aprimorar o trabalho pedagógico que leve a criar condições fundamentais para a autodeterminação dos educandos.
"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu:
 há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir;
 tempo de abraçar e tempo de afastar-se;
 tempo de amar e tempo de aborrecer;
tempo de guerra e tempo de paz." (Eclesiástico)

REFERENCIAL TEÓRICO

         Nosso projeto político pedagógico, ao ser traçado em pontos firmes, mas flexíveis, busca evitar uma diretividade exagerada, pois não pretende ser um projeto acabado e formalizado, mas estar aberto à criatividade de cada um para que possa planejar a dinâmica do ensinar e do aprender de acordo com as solicitações de cada momento.

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE

          Os pressupostos e princípios desse projeto devem ser construídos com base nas experiências vividas, com os olhos atentos aos sinais dos tempos atuais e dirigidos a um futuro próximo ou remoto. Pretende ser criterioso onde o dizer e o fazer busquem os ecos da adequação e da coerência, num paradigma que acompanhe a ação de ser um educador da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade.
“A escola deve, em qualquer momento do processo pedagógico, ter clareza do seu papel.”
          Há um alvo a ser alcançado: a universalização e a socialização do saber, das ciências, das letras, das artes, da política e da técnica. Mas há um ponto de partida que não pode ser esquecido: as experiências de vida e a realidade percebida por aqueles a quem ela deve educar. O objetivo deve ser o de elevar o nível de compreensão dessa realidade por parte do educando, que deve ultrapassar a percepção do senso comum. Em nosso projeto pedagógico, o homem deve ser visto numa totalidade dinâmica como um ser que integra os aspectos biológicos, psicológicos, sociológicos e cristãos. Uma pessoa com condições para a mudança, orientada para ser sujeito de sua educação.
O objetivo primordial é dar espaço para que o educando possa exercer sua consciência crítica ao aprender fazendo. A escola deve constituir-se em lugar onde o aluno construa o seu conhecimento, numa postura de indagação e  análise avaliativa da realidade social, ao mesmo tempo em que experiência os valores cristãos em ações efetivas.
            Devemos continuar buscando uma escola aberta aos interesses e necessidades do meio circundante, sem perder nossa identidade.
         PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE

PROPOSTA CURRICULAR

“Diz-me, e eu esquecerei;
 ensina-me e eu lembrar-me-ei;
 envolve-me, e eu aprenderei.”
O Que Entendemos Por:
Currículo: O currículo extrapola o “fazer” pedagógico abrangendo elementos como grade curricular, disciplinas, conteúdos e conhecimento. É necessário resgatar os saberes que o aluno traz de seu cotidiano. Elencado o objeto do conhecimento, este não deve ser trabalhado de forma superficial e desvinculada da realidade. Está enraizada, em nossa ação pedagógica diária, uma metodologia tradicional que entende o conhecimento como um produto pronto para apenas ser repassado, considerando somente a interação unilateral entre professor e aluno. Todavia, é preciso que o objeto do
conhecimento seja tratado por meio de um processo que considere a interação/ mediação entre educador - educando como uma via de “mão dupla” em que as relações de ensino-aprendizagem ocorram dialeticamente. Só deste modo o currículo conseguirá alcançar seu real objetivo.
       Para cumprir seu papel, de contribuir para o pleno desenvolvimento da pessoa, prepará-la para a cidadania e qualificá-la para o trabalho, como define a constituição e a LDB, ousamos construir uma escola onde todos sejam acolhidos e tenham sucesso igualitariamente.
Refletimos sobre o desafio desta função, pois a missão de cada um é promover o pleno desenvolvimento do educando, preparando-o para a cidadania e qualificando-o para o trabalho.
           Sabendo que o termo pleno desenvolvimento significa cuidar não apenas da tarefa de ensinar os conteúdos clássicos, mas, de dar conta de outras dimensões que fazem parte de cada pessoa, um ser humano perfeito, completo e feliz. A escola Municipal Anísio Acelino de Andrade deve buscar através da coletividade da comunidade escolar caminhos para a realização desse desafio. Para isso a escola se volta não apenas para a transmissão do conhecimento, mas também enfatiza outros aspectos: as formas de convivência entre as pessoas, o respeito às diferenças, a cultura escolar, o individualismo de cada aluno e seu desempenho dentro do coletivo, entrando em questão as diferentes aprendizagens, ela divide responsabilidades que passam a ser assumidas de forma muito mais intensa e estabelece parcerias e novas possibilidades não construídas.
O currículo da Educação Básica configura-se como o conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção e a socialização de
significados no espaço social, contribuindo, intensamente, para a construção de identidades socioculturais do educando.
§ 1º Na implementação do currículo, deve-se evidenciar a contextualização e a interdisciplinaridade, ou seja, formas de interação e articulação entre diferentes campos de saberes específicos, permitindo aos alunos a compreensão mais ampla da realidade.
§ 2º A interdisciplinaridade parte do princípio de que todo conhecimento mantém um diálogo permanente com outros conhecimentos e a contextualização requer a concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares aos alunos.
O Plano Curricular do Ensino Fundamental , expressão formal da concepção do currículo da escola, decorrente de seu Projeto Político- Pedagógico, deve conter uma Base Nacional Comum, definida nas diretrizes curriculares, e uma Parte Complementar Diversificada, definida a partir das características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE

§ 1º Deve ser incluído na Parte Diversificada, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental, o ensino de, pelo menos, uma Língua Estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar.
§ 2º A Língua Espanhola, de matrícula facultativa ao aluno, é Componente Curricular que deve ser, obrigatoriamente, ofertado no Ensino Médio.
§ 3º A Educação Física, componente obrigatório de todos os anos do Ensino Fundamental e Médio, será facultativa ao aluno apenas nas situações previstas no
 § 3º do artigo 26 da Lei nº 9394/96.
§ 4º O Ensino Religioso, de matrícula facultativa ao aluno, é Componente Curricular que deve ser, obrigatoriamente, ofertado no Ensino Fundamental.
§ 5º A Música constitui conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do Componente Curricular Arte, o qual compreende também as artes visuais, o teatro e a dança.
§ 6º A temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena deve, obrigatoriamente, ser desenvolvida no âmbito de todo o currículo escolar e, em especial, no ensino de Arte, Literatura e História do Brasil.
Além da Base Nacional Comum e da Parte Diversificada, devem ser incluídos, permeando todo o currículo, Temas Transversais relativos à saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, direitos das crianças e adolescentes, direitos dos idosos, educação ambiental, educação em direitos
humanos, educação para o consumo, educação fiscal, educação para o trânsito, trabalho, ciência e tecnologia, diversidade cultural, dependência química, higiene bucal e educação alimentar e nutricional, tratados transversal e integradamente, determinados ou não por leis específicas.
Parágrafo único. Na implementação do currículo, os Temas Transversais devem ser desenvolvidos de forma interdisciplinar, assegurando, assim, a
articulação com a Base Nacional Comum e a Parte Diversificada.
Na organização curricular do ensino fundamental e do ensino médio deve ser observado o conjunto de Conteúdos Básicos Comuns (CBC) a serem ensinados, obrigatoriamente, por todas as unidades escolares da rede estadual de ensino.
Atividades de planejamento:
1- Estabelecer períodos para observar o “conhecimento prévio do aluno” (2 semanas, após o inicio do ano letivo)- Período de sondagem
2- Reunião por área: Aproximar as disciplinas curriculares, professores, equipe pedagógica, construindo propostas interdisciplinares em diferentes níveis;
• Agendar momentos no calendário escolar para planejar por blocos, ano em curso, fases e disciplina.
• Módulos semanais (todas as terça-feira).
• Dia “D” com os profissionais da escola e dia “D” com a comunidade, já previstos no calendário escolar.
3- Organizar projetos pedagógicos que envolvam todos os segmentos da escola, com a participação da comunidade.
 • Planejamento por projetos e atividades de ensino; Reunião Geral, para planejar as questões pedagógicas e administrativas;  Formação Continuada.

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ORGANIZAÇÃO DAS ETAPAS E MODALIDADES DA EDUCAÇÃO OFERECIDAS PELA E. M. A. A. A

EDUCAÇÃO INFANTIL
1 – Prática de oralidade;
Objetivos
  • Interagir com os colegas da classe, com outras crianças, com adultos do ambiente escolar e com pessoas da comunidade.
  • Expressar-se oralmente.
  • Realizar tarefas e que se expresse oralmente.
  • Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor.
  • Realizar com pertinência tarefas cujo desenvolvimento dependa de escuta atenta e compreensão.
·         Identificar as finalidades e funções da leitura em função do reconhecimento do suporte do texto.

Conteúdos Conceituais e Procedimentais
* Uso da linguagem oral para conversar, brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades idéias e sentimentos no cotidiano.
* Elaboração de perguntas e respostas de acordo
O com os diversos contextos que participa.
* Participação em situações que envolvam necessidade de explicar e argumentar idéias.
* Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal.
* Reconto de histórias conhecidas no que se refere à descrição de personagens, cenários e objetos com e sem ajuda do professor.
* Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais, como trava-língua, par lendas, quadrinhas, poemas e canções.
* Participação de interações cotidianas em sala de aula.
- escutando com atenção e compreensão.
-respondendo as questões propostas.
                       - expondo opiniões nos debates
Conteúdos Atitudinais
  • Diálogo
  • Respeito mútuo
  • Acolhimento de diferentes idéias e modos de falar.
  • Atenção
  • Partilha
·         Amizade

2 – Práticas de leitura
Objetivos
·         Participar de situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros, como contos, poemas, notícias de jornal, informativos, etc...
·         Participar de situações que as crianças leiam, ainda que não o façam de maneira convencional.
·         Reconhecimento do próprio corpo dentro do conjunto de nomes do grupo em situações diversificadas.
·         Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento.
·         Despertar a atenção da criança para os diferentes modos de se falar e de se narrar histórias.
·         Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento.
·         Desenvolver capacidades necessárias à leitura com fluência e compreensão.
·         Desenvolver atitudes e disposições favoráveis à leitura.
·         Interagir com o texto.


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Conteúdos Conceituais e Procedimentais
* Manuseio e observação de materiais impressos, como livros, revistas, histórias em quadrinhos e outros portadores de textos.
* Participação em situações que exijam descobrir o sentido do texto apoiando-se nos diversos elementos, como as figuras, diagramação, etc...
* Organização de momentos de leitura livre.
* Criação de ilustrações sobre as histórias ouvidas.
* Leitura de gravuras e pequenos textos trabalhados (mesmo as crianças que não lêem convencionalmente).
* Reconto.
* Sonorização de histórias utilizando instrumentos de percussão.
* Percepção do ritmo da poesia.
* Agrupamento de histórias misturando os seus personagens e propondo novas ações.
* Organização de comerciais para o livro que leu.
* Dramatização das histórias (como o corpo ou diferentes recursos).
* Organização de momentos de leitura livre nos quais o professor também lerá para si, tornando-se um modelo para as crianças.
* Escolha pelas crianças de suas leituras, de forma que possam manusear os livros nos momentos de atividades diversificadas.
* Estabelecimento de critérios para organização do cantinho de leitura da sala e sua utilização.
* Avaliação de textos lidos.
* Resumo oral de texto lido.
* Ação da criança sobre o texto literário dramatizando, criando desenhos, realizando recortes e colagens, recriando o texto, modificando partes, continuando histórias, etc...
* Antecipação de conteúdos a serem lidos em função do reconhecimento de seu suporte e deu gênero.
* Levantamento e confirmação de hipóteses relativas no conteúdo do texto que está sendo lido.
* Empréstimo de livros para as crianças levarem para casa, promovendo desta forma momentos de leitura em casa: junto com os familiares
Conteúdos Atitudinais
·    Autoconfiança.
·    Responsabilidade.
·    Atenção.
·    Respeito mútuo.
·   Colaboração

3 – Práticas de escrita .
Objetivos
  • O Familiarizar-se com a escrita por meio da participação em situações que envolvam o uso do código escrito.
  • Familiarizar-se com a escrita por meio da participação em situações que envolvam o uso do código escrito. Conhecer, utilizar e valorizar os modos de manifestação e circulação da escrita na sociedade.
  • Desenvolver as capacidades necessárias para o uso da escrita no contexto escolar.
  • Dominar convenções gráficas.
  • Compreender a orientação, o alinhamento e a segmentação dos espaços em branco da escrita da língua portuguesa.
  • Conhecer o alfabeto.
  • Integrar o trabalho de expressão escrita com outras áreas do conhecimento

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·    Respeitar a reprodução própria e alheia.
·    Produzir textos individuais e ou coletivos.
·    Escrever de próprio punho, utilizando o conhecimento de que dispõe, no momento, sobre o sistema de escrita em língua materna.
·    Interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional.
·   Reconhecer seu nome escrito, sabendo identificá-lo e registrá-lo nas diversas situações do cotidiano.

Conteúdos Conceituais e Procedimentais:

* Manuseio de materiais impressos como, livros, revistas, encartes, etc...
* Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita.
* Atividades que abordam os modos de manifestação e circulação da escrita na sociedade, diferentes gêneros textuais (histórias, notícias, cartas, propagandas, etc...), em diferentes suportes (livros, revistas, jornais, papel de carta, outdoor, etc...) em diferentes espaços (livrarias, bancas, bibliotecas).
* Atividades de escrita que abordam os usos e funções sociais da escrita.
* Atividades de escrita que façam sentido para crianças, isto é, que elas saibam para que e para quem esteja escrevendo, revestindo a escrita e seu caráter social.
* Brincadeiras livres com diferentes tipos de letras e de diferentes materiais e tamanhos.
*Topologia das letras.
* Jogos e brincadeiras envolvendo a escrita (bingo, memória, forca, trilha, etc...).
* Participação em atividades que envolvam todas as letras, qualquer palavra e qualquer texto.
* Criação de um ambiente rico de materiais e atos de leitura.
* Registros (desenhos< escritas espontâneas) das diversas situações cotidianas.
* Compreensão da estabilidade das palavras.
* Análises sonoras, tanto sobre as iniciais como sobre o desmembramento oral das palavras em sílabas.
* Aproveitamento de textos produzidos coletivamente e outros para atividades posteriores de leituras, reconhecimento de letras, palavras, textos, remontagem de texto, etc...
* Confronto de produções diferentes para a socialização e correção de idéias e informações...
* Escrita do próprio nome e dos colegas.
* Retomada do texto escrito pelo professor a fim de saber o que já está escrito e o que ainda falta escrever.
* Atividades de reescrita de textos diversos.
* Práticas escolares que favoreçam a construção de escrita de acordo com as idéias construídas pelas crianças.
* Reelaboração dos textos produzidos, realizada coletivamente e ou individualmente com o apoio do professor.
* Utilização da letra de imprensa maiúscula.

Conteúdos Atitudinais:

·         Atenção.
·         Respeito mútuo.
·         Partilha.
·         Colaboração.
·         Confiança.
·        Diálogo.

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MOVIMENTO
Objetivos:
·  Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo.
·  Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar nas diversas situações de interação.
·  Deslocar com destreza progressiva no espaço, desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras.
·  Explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento, etc...
·  Oportunizar coordenação dos grandes músculos, de forma a favorecer o desenvolvimento global da criança e a sua relação com o meio ambiente.
·  Perceber as sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo.
·  Ampliar possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação.
·  Explorar diferentes qualidades e dinâmicas no movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo.
·  Controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para a utilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações.
·  Utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamentos, etc... Para ampliar suas potencialidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
·  Apropriar-se progressivamente da imagem global de seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos.
·  Desenvolver atitudes de interesse e cuidado com o próprio corpo.

Conteúdos Conceituais e Procedimentais:


*Reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração, das brincadeiras, do uso do espelho e da interação com os outros.
* Expressão de sensações e ritmos corporais por meio de gestos, posturas e da linguagem oral.
* Narrativas acompanhadas de movimento.
*Exploração de diferentes posturas corporais, como sentar-se em diferentes inclinações, deitar-se em diferentes posições, ficar ereto apoiado na planta dos pés com e sem ajuda, etc...
* Atividades com pneus, corda, toquinhos, bambolês, bola.
* Atividades da própria criança em si mesma, no colega e no professor.
* Ampliação progressiva da destreza para deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante de arrastar-se, engatinhar, rolar, andar, correr, saltar, etc...
* Aperfeiçoamento dos gestos relacionadas com a pressão, o encaixe, o traçado no desenho, o lançamento, etc... Por meio da experimentação e utilização de suas habilidades manuais em diversas situações cotidianas.
* Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar, etc... Para ampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e o movimento.
* Utilização dos recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade, resistência e flexibilidade nos jogos e brincadeiras dos quais participa.
* Valorização de suas conquistas corporais.
* Manipulação de materiais, objetos e brinquedos diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades manuais.
*Exercícios de imaginação e criatividade – representação de experiências observadas e vividas por meio do movimento.

 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
* Exercícios envolvendo capacidades corporais de equilíbrio e coordenação – jogos de regras.
* Atividades de esquema corporal que envolva: conhecimento do corpo, lateralidade, organização e expressão.
* Exercícios de motricidade ampla (coordenação dinâmica geral, equilíbrio, relaxamento, etc...) e fina (coordenação manual digital, lingual, labial e pedal).
* Exercício de percepção sensorial, espacial, temporal, de análise e síntese e figura de fundo.
* Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras.
* Valorização e ampliação das possibilidades estéticas do movimento e utilização de diferentes modalidades de dança.
* Percepção de estruturas rítmicas para expressarem-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos.

 Conteúdos Atitudinais:
·  Respeito mútuo.
·  Atenção.
·  Ordem.
·  Destreza.
· Solidariedade.

MÚSICA:
Objetivos:

· Ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos.
· Brincar com música, imitar inventar e reproduzir criações musicais.
· Estimular a criança a ouvir, perceber, descobrir, imitar e repetir sons, construir seu conhecimento sobre o tema.
· Valorizar a capacidade de a criança sentir, viver e apreciar música, sem a preocupação excessiva com os aspectos técnicos (afinação, ritmo), valorizando o senso musical e a sensibilidade.
· Garantir atividades em que a criança possa sentir prazer em produzir e ou usufruir da música e expressar-se.
· Enriquecer o repertório musical
Infantil com CDs e materiais                         para serem explorados, planejando experiências que envolvam música de diferentes povos, épocas, formas e compositores.
· Reconhecer a música como linguagem cujo conhecimento se constrói.
· Entender e respeitar como as crianças se expressa musicalmente em cada fase, para, a partir daí fornecer os meios necessários (vivências, informações, materiais) ao desenvolvimento de sua capacidade expressiva.
· Explorar materiais e desenvolver recursos técnicos adequados para a confecção de instrumentos.

Conteúdos Conceituais e Procedimentais:

* Exploração de materiais e a escuta de obras musicais para proporcionar o contato e experiências com a matéria prima da linguagem musical o som (e suas qualidades) e o silencio.
* Exploração, expressão e produção de silêncio e de sons com a voz, o corpo, o entorno e os materiais sonoros diversos.
* Interpretação de música e canções diversas.
* Participação em brincadeiras e jogos cantados e ritmos.
* participação em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais.
 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
* Exploração de materiais e a escuta de obras musicais, para propiciar o contato e experiências com a matéria prima da linguagem musical o som (e suas qualidades) e o silêncio.

* Exploração, expressão e produção de silêncio e de sons com a voz, o corpo, o entorno e os materiais sonoros diversos. 
* Interpretação de músicas e de canções diversas.
* Participação em situações que interagem músicas, canções e movimentos corporais.
* Participação em brincadeiras e jogos cantados e ritmos.
* Reconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais das diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (grave ou agudo), duração (curtos ou longos), intensidade (fracos ou fortes) e timbre (distingue e personaliza cada som).
* Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança e ou a improvisação musical.
* Repertório de canções para desenvolver memória musical.
* Escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da população musical brasileira e de outros povos e países.
* Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seus conhecimentos sobre produção musical.
* Pesquisa de produção de sons e ruídos do ambiente (vozes de animais, fenômenos naturais...), materiais sonoros de sucata e objetos escolares.
* (Criação de materiais sonoros a partir da sucata (instrumentos) e organização de bandinha rítmica).
* Acompanhamento rítmico de canções infantis musicais do repertório folclórico e / ou popular.
*Brincadeiras musicais: cantar introduzindo variações (mais lento, mais rápido, forte, fraco...)
*Criação de canções individualmente ou em grupo: gravação de canções para que possam ser ouvidas e apreciadas.
* Canto e movimentação (Criar e/ou emitir gestos a partir de canções).
*Musicalização das frases, provérbios, cumprimentos, despedidas (inventadas pelo professor e pelas crianças).
*Organização de pequenas coreografias a partir das atividades de expressão musical, instrumental e/ ou vocal.
*Realização de atividades com falas rimadas, legendas e parlendas (executar, modificar, criar).
*Realização de diferentes atividades a partir da audição de músicas: desenhar, pintar, fazer recortes e colagens, movimentar o corpo ou partes dele; imaginar o que a música sugere. 

Conteúdos Atitudinais:
  • Atenção.
  • Disciplina.
  • Valorização da música.
  • Apreciação musical.
  • Interesse por ouvir.
  • Iniciativa e autonomia.
  • Respeito.
·   Sensibilidade.

ARTES VISUAIS:
Objetivos:
·         Ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetivos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio.
·         Respeitar os diferentes pontos de vistas, estimulando e desenvolvendo, leituras singulares e produções individuais.
 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE


·         Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.
·         Despertar o interesse pelas próprias produções, pelas de outras crianças e pelas obras artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) com as quais entrem em contato.
·         Produzir trabalhos artísticos utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da construção, desenvolvimento a gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação.
·         Valorizar o processo de criação da criança.
·         Estimular a ludicidade no processo de produção, despertando desta forma o interesse e o prazer das crianças nas atividades de expressão plástica.
·         Fortalecer a singularidade de cada indivíduo no processo de criação.
·         Estimular a ludicidade no processo de produção, despertando desta forma o interesse e o prazer das crianças nas atividades de expressão plástica.
·         Fortalecer a singularidade de cada indivíduo no processo de criação.

Conteúdos conceituais procedimentais:
*        Exploração e manipulação de materiais como lápis e pincéis de diferentes texturas e espessuras; brochas, carimbos, etc... De meios, como tintas, água, areia, terra, argila etc...; e de variados suportes gráficos, como jornal, papel, papelão, parede, chão etc...
*        Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando à produção de marcas gráficas.
*        Cuidado com o próprio corpo e das colegas no contato com os suportes e materiais de artes.
Criação de desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir de seu próprio repertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto linha, forma, cor, volume, espaço, textura etc...
*        Exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar, pintar e modelar...
*        Organização e cuidado com os materiais no espaço físico da sala.
* Exposições das produções artísticas das crianças para apreciação das suas produções e das dos                       outros, por meio da  observação e leitura.                                                                                                                                                                                                                                       
*        Leitura de obras de arte a partir da observação, narração e interpretação de imagens e objetos.
*        Conhecimento da diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas, construções, colagens, ilustrações etc...
*        Desenho livre a partir de observação, de interferência colocada previamente no papel, na audição de diferentes tipos de música etc...
*        Montagem de painéis que contenham produções individuais ou coletivas.
*        Pintura, modelagem, construção e colagem com diferentes materiais, suportes, para diferentes fins e em diferentes espaços.
*        Criação de dobraduras individual ou coletiva mente que representem objetos, animais ou personagens diversos.
*        Criações tridimensionais que exijam ações diversas como colagem, pintura, modelagem, recorte, realizadas individualmente ou em grupo.

Conteúdos atitudinais:
·      Imaginação.
·      Sensibilidade
·      Capacidade de percepção e apreciação.
·      Criatividade.
·      Respeito mútuo.
·      Autoconfiança.
·     Colaboração.
 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE

MATEMÁTICA:

Objetivos:
·         Utilizar da contagem oral, de noções de quantidade, de tempo e de espaço em jogos, brincadeiras e músicas.
·         Manipular e explorar objetos e brinquedos em situações organizadas de forma que cada criança possa descobrir as características e propriedades principais e suas possibilidades associativas: empilhar, rolar, transvasar, encaixar etc...
·         Utilizar da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade.
·         Utilizar de noções simples de cálculo.
·         Reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano.
·         Comunicar idéias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações problema relativos a quantidades, espaço físico e medida, utilizando a linguagem matemática.
·         Ter confiança em suas próprias estratégias e na capacidade de lidar com situações matemáticas novas, utilizando seus conhecimentos prévios.
·         Relacionar objetos e situações em estruturas de agrupamentos (classes), ordenações (series), relações espaciais, temporais e causais.
·        Vivenciar situações através de atividades concretas de quantificar     pesar e medir.
·         Inventar, verbalizar e operacionalizar problemas.

Conteúdos conceituais e procedimentais:

*        Organização de situações de aprendizagem nas quais os materiais concretos cumprem o papel de auto- instrução, através de ação de manipulação do sujeito.
*        Jogos e brincadeiras que envolvam contagem e conceitos de perto, longe, embaixo, em cima, do lado, atrás, dentro, fora.
*         Construção de circuitos por onde as crianças possam engatinhar , rolar, arrastar ou andar- subindo, descendo, passando por dentro, por baixo, por cima.
*        Brincadeiras de construir torres e pistas com materiais diversos.
*        Cantigas e rimas folclóricas que envolvam contagens e números.
*        Atividades envolvendo a ação de colecionar pequenos objetos, como tampinhas, folhas, conchas, figurinhas, palitos de picolé etc...
*        Organização de situações de aprendizagem nas quais os materiais concretos cumprem o papel de auto-instrução, através da ação de manipulação do sujeito.
*        Comunicação de atividades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ ou registros não convencionais.
*        Identificação de posição de um objeto ou numero numa série, explicando a noção de sucessor e antecessor.
*        Identificação de números nos diferentes contextos em que se encontram.
*        Comparação de escritas numéricas identificando algumas regularidades.
*        Jogos brincadeiras e cantigas que incluem diferentes formas de contagem.
*        Resolução de situações problemas através de desenhos, evitando contas isoladas.
*        Exploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas.
*        Introdução às noções de medida, de comprimento, peso, volume e tempo, pela utilização de unidades convencionais e não convencionais.
*        As atividades de culinária possibilitam um rico trabalho, envolve diferentes unidades de medida,
por exemplo: litro, quilograma, colher, xícara, etc...
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*        Marcação do tempo por meio de calendários.
*     Experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das crianças.
*        Representação da posição de pessoas e objetos, utilizando Vocabulário pertinente nos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as crianças considerem necessária essa ação.
*        Exploração e identificação de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade, tridimensionalidade. Faces planas, lados retos, etc...
*        Descrição e representação de pequenos percursos e trajetos observando pontos de referência.
*        Atividades que envolvam o conhecimento físico (odor, sabor, cor, forma, tamanho, espessura, textura, peso, temperatura, experimentos com água, ar, terra, luz e calor, etc...) que pressupõe a ação concreta e sensorial sobre o objeto.
*        Utilização o próprio corpo da criança para avaliar as propriedades de peso, temperatura, comprimento e tamanho.
*        Observação e pesquisa sobre o uso social das diferentes medidas.
*        Atividades envolvendo o conhecimento lógico-matemático de classificação, seriação, conservação, relações espaciais e temporais (seqüência de fatos ou ações, conceitos de antes e depois, primeiro e último, medida de tempo).
*        Criação de jogos com regras e situações problemas envolvendo a idéia de adição, subtração, multiplicação e divisão.
*        Utilização da linguagem gráfica nas diversas situações cotidianas da sala de aula.
Utilização da linguagem gráfica nas diversas situações cotidianas da sala de aula.

Conteúdos atitudinais:

·         Agilidade pensamento.
·         Disciplina.
·         Colaboração.
·         Respeito mútuo.
·         Organização.
·         Autonomia.

NATUREZA E SOCIEDADE:

Objetivos:
·         Explorar o ambiente, para que possa se relacionar com as pessoas.
·         Estabelecer contato com pequenos animais, com plantas e com objetos de diversos, manifestando curiosidade e interesse.
·         Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo e manifestando opiniões próprias sobram os acontecimentos.
·         Buscar informações e confrontar idéias.
·         Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos.
·         Estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem, valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade da vida humana.
·         Ampliar o repertório de conhecimento a respeito do mundo social e natural.

Conteúdos Conceituais e procedimentais:

*        Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos.
*        Contato com pequenos animais e plantas.
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*        Conhecimento do próprio corpo por meio do uso e da exploração de suas habilidades físicas, motoras e perceptivas.
*        Confronto entre suas idéias e as de outras crianças.
*        Formação coletiva e individual de conclusões e explicações sobre o tema em questão.
*        Utilização, com a ajuda do professor, de diferentes fontes para buscar informações, como objetos, fotografias, documentários, relatos de pessoas, livros, mapas, internet, etc...
*        Organização dos grupos e de seu grupo social e interesse por conhecer diferentes formas de expressão cultural.
*        Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e outras.
*        Conhecimento de modos de ser, viver e trabalhar de alguns grupos sociais do presente e do passado.
*        Identificação de alguns papéis sociais existentes em seus grupos de convênio.
*        Observação da paisagem local (rios, vegetação, construções, florestas, campos, dunas, açudes, montanhas, etc...)
*        Temas relacionados ao relevo, clima, à presença de água nos rios, nas construções, ao trabalho, aos meios de transporte e de comunicação, à vida no meio urbano e rural.
*        Utilização com ajuda dos adultos, de fotos, filmagens, relatos e outros registros para a observação de mudanças ocorridas nas paisagens ao longo do tempo.
*        Valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente.
*        Trabalho com aspectos relacionados às mudanças que ocorrem na paisagem local, conforme variação do dia e da noite, sucessão das estações do ano a paisagem dos meses e dos anos, à época de festas, etc..
*        Assuntos relacionados ao trabalho, à origem e produção dos alimentos, às festas e comemorações, etc...
*        Contato com representações como as plantas de ruas, os mapas, o globo terrestre e outros tipos de representação, como os desenhos feitos pelos alunos para indicar percursos (chamados croquis), etc...

Conteúdos atitudinais:
·         Cooperação.
·         Valorização do próprio corpo e da saúde.
·         Respeito à natureza e aos animais.
·   Utilização da linguagem oral para se expressar.

Os seres vivos:

*        Estabelecimento de algumas relações entre diferentes espécies de seres vivos, suas características e suas necessidades vitais.
*        Conhecimento dos cuidados básicos de pequenos animais e vegetais por meio da sua criação e cultivo.
*        Conhecimento de algumas espécies da fauna e da flora brasileira.
*        Percepção dos cuidados necessários à preservação da vida e do ambiente.
*        Valorização da vida nas situações que impliquem cuidados prestados a animais e plantas.
*        Percepção do cuidado com o corpo, à prevenção de acidentes e à saúde de forma geral.
*        Percepção do cuidado com o corpo, à prevenção de acidentes e à saúde de forma geral.
Valorização de atitudes relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo.

Fenômenos da Natureza:

*        Estabelecimento de relações entre os fenômenos da natureza (as chuvas, a seca, a presença de um arco íris, etc...) e as formas de vida dos grupos sociais que ali vivem.
*        Observação direta da ocorrência destes fenômenos na região onde se situa a escola ou de forma indireta, por meio de fotografias, ilustrações de jornais e revistas, filmes, internet, etc.
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*        Participação em diferentes atividades envolvendo a observação e a pesquisa sobre a ação de luz, calor, som, força e movimento.


PROPOSTA CURRICULAR
FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL

O desenvolvimento da identidade e da autonomia está intimamente relacionado com os processos de socialização. Nas interações sociais se dá a ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer com outras crianças e com adultos, contribuindo para que o reconhecimento do outro e a constatação das diferenças entre pessoas sejam valorizadas e aproveitadas para o enriquecimento de si próprias.
            A capacidade das crianças de terem confiança em si própria e o fato de sentirem-se aceitas, ouvidas, cuidadas e amadas oferecem segurança para a formação pessoal e social.
            A construção da identidade e da autonomia diz respeito ao conhecimento, desenvolvimento e uso dos recursos pessoais para fazer frente às diferentes situações da vida.
            A identidade é um conceito do qual faz parte a idéia de distinção, de uma marca de diferença entre as pessoas, a começar pelo nome, seguido de todas as características físicas, de modo de agir e de pensar e da história pessoal.
            Conhecer uma educação em direção à autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade própria, capazes e competentes para construir conhecimentos e dentro de suas possibilidades, interferirem no meio em que vivem.

Crianças de o4 a o5 anos

Objetivos:
·                     Ter uma imagem positiva de si, ampliando sua autoconfiança, identificação todos os mais suas limitações e possibilidades, e agindo de acordo com elas.
·                     Identificar e enfrentar situações de conflitos, utilizando seus recursos pessoais, respeitando os seus pares, os adultos e exigindo para si o mesmo respeito.
·                     Valorizar situações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências.

Conteúdos procedimentais e atitudinais:
*      Expressão, manifestação e controle progressivo de suas necessidades, desejos e sentimentos em cotidianas.
* Iniciativa para resolver pequenos problemas do cotidiano, pedindo ajuda se necessário.
* Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com as quais convive no seu cotidiano em situações de interação.
* Participação em situações de brincadeira nas quais as crianças escolham os parceiros, os objetos, os temas, o espaço e os personagens.
* Participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol, casinha, pular corda, etc...
* Valorização do diálogo como uma forma de lidar com os conflitos.
Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolva ações de cooperação, solidariedade e ajuda na relação com os outros.

DA ORGANIZAÇÃO EM CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL , EJA

            O Ensino Fundamental, etapa de escolarização obrigatória, deve se comprometer com uma educação com qualidade social e garantir ao educando:
I- O desenvolvimento da capacidade de aprender, com pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

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II- A compreensão do ambiente natural e social,, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III- A aquisição de conhecimentos e habilidades, e a formação de atitudes e valores, como instrumentos para uma visão crítica do mundo;
IV- O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
OBS: O Ensino Fundamental deve promover um trabalho educativo de inclusão, que reconheça e valorize as experiências e habilidades individuais do aluno, atendendo às suas diferenças e necessidades específicas, possibilitando, assim, a construção de uma cultura escolar acolhedora, respeitosa e garantidora do direito a uma educação que seja relevante, pertinente e equitativa.
V- O Ensino Fundamental, com duração de nove anos, estrutura-se em 04 (quatro) ciclos de escolaridade, considerados como blocos pedagógicos seqüenciais.
A Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade atende atualmente crianças na Educação Infantil, Ensino fundamental este é obrigatório para as      crianças e adolescentes em idade de 06 anos até aos 14 anos: assim organizado: Ciclo da alfabetização com duração de 03 (três) anos de escolaridade:1º, 2º e 3º ano ,  ciclo complementar ,com duração de 02 (dois) anos de escolaridade: 4º e 5º ano. ciclo intermediário, com duração de 02 anos de escolaridade 6º e 7º ano e  ciclo da consolidação, com 02 (dois) anos de escolaridade: 8º e 9º ano e EJA anos finais do ensino fundamental com duração de dois anos, organizados em quatro períodos semestrais, cada período é correspondente a um ano ( 6º, 7º, 8º e 9º ano). Oferecido a jovens e adultos com idade acima de 15 anos e destinam se aqueles que não tiveram acesso ou continuidade no ensino Fundamental na idade própria.
esta escola essa modalidade deve ser presencial
* Os Ciclos da Alfabetização e Complementar devem garantir o princípio da continuidade da aprendizagem dos alunos, sem interrupção, co foco na alfabetização e letramento, voltados para ampliar as oportunidades de sistematização e aprofundamento das aprendizagens básicas, para todos os alunos, imprescindíveis ao prosseguimento dos estudos.
* Os Ciclos de Intermediário e da Consolidação devem ampliar e intensificar, gradativamente, o processo educativo no Ensino Fundamental, bem como considerar o princípio da continuidade da aprendizagem, garantindo a consolidação da formação do aluno nas competências e habilidades indispensáveis ao prosseguimento de estudos no Ensino Médio.
* Componentes Curriculares obrigatórios no Ensino Fundamental que integram as áreas de conhecimento são os referentes a:

DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

 A Educação de Jovens e Adultos - EJA - destina-se àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental  na idade própria.
 A Educação de Jovens e Adultos na Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade é oferecida por meio de:
I - curso presencial;
§ 1º A idade mínima para matrícula em cursos de Ensino Fundamental e Médio é de 15 e 18 anos respectivamente;
Os cursos presenciais da EJA é oferecido na Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade, para atendimento à demanda efetivamente comprovada, após aprovação desta Secretaria, e terão a seguinte organização:
I - curso presencial dos anos finais do Ensino Fundamental, com duração de 02 (dois) anos letivos, organizados em 04(quatro) períodos semestrais;
ATENÇÃO: A nova organização dos cursos presenciais de EJA será implantada, gradativamente, a partir do ano de 2013.

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É de competência da SRE, nos limites de sua circunscrição, credenciar, mediante portaria, escolas que ministram os anos iniciais do Ensino Fundamental para proceder à avaliação de candidato com 15 anos completos que requeira o comprovante de conclusão do 5º ano do Ensino Fundamental.
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DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

Apoio a Alunos com Necessidades Educacionais Especiais.
Inclusão
A inclusão é um desafio permanente nos nossos dias. Nesse sentido, trabalhar na perspectiva da inclusão de forma ampla significa oferecer múltiplas e sempre singulares condições para o crescimento e aprendizagem de cada aluno/a. É necessário formular políticas de inclusão e projetos político-pedagógicos que contemplem a diversidade e incluam as crianças, jovens e adultos da nossa Rede Municipal de Ensino, considerando as diferenças dos sujeitos e as especificidades de suas culturas e aprendizagens, garantindo a equiparação de oportunidades. Esse é o desafio que devemos assumido na Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade junto a rede municipal de educação.
Inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na RME
A Política Nacional de Educação Especial preconiza que alunos com necessidades educacionais especiais estejam matriculados preferencialmente na rede regular de ensino e que o Estado assegure as condições para atender às suas necessidades. Para tanto, a Educação Especial, como modalidade de educação escolar, deverá  ser promovida sistematicamente nos diferentes níveis e modalidades de ensino.
Historicamente, a Secretaria Municipal de Educação  vem tentando trabalhar no sentido de que alunos com necessidades educacionais especiais (NEEs) estejam matriculados, preferencialmente, na rede regular de ensino. Ao mesmo tempo, a educação dos alunos com NEEs pode realizar-se na escola especial, sempre que, em função das condições específicas destes, não for possível a sua inclusão no ensino comum (LDB 9394/96). A tomada de decisão sobre o espaço mais adequado para educação dos alunos com NEE’s envolve um processo de avaliação que possui fluxos e critérios distintos em cada nível ou modalidade de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos).
Salienta-se que a inclusão dos alunos com NEE’s é determinada por um relatório pedagógico,estando condicionado ao diagnóstico médico (CID).

Fundamentos legais

A Educação Especial, como modalidade da educação escolar, organiza-se a fim de cumprir os seguintes dispositivos legais, os quais também devem traduzir-se em princípios políticos e pedagógicos:

Constituição Federal de 1988

A Constituição Federal estabelece que o acesso ao ensino é um direito e que este atendimento deve ser realizado preferencialmente na rede regular de ensino (art.208). Para tanto, é necessário a “criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos” (art.227, inciso I). 

Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei n°.8.069/90

O ECA dispõe, entre outros direitos, que: “nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais” (art.5º); “a criança e o adolescente portadores de deficiências receberão atendimento especializado.” (art. 2º).

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN 9394/96

A LDB, em seu capítulo V, estabelece: “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência.
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preferencialmente na rede regular de ensino” (art.4º); “haverá quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela da educação especial” (art.58, parágrafo 1º) “O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular” (art.58, parágrafo 2º); “A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil” (art.58, parágrafo 3º). “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com NEEs: currículos, métodos, técnicas , recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam  uma habilidade superior nas áreas artísticas, intelectual ou psicomotora” (art.59).


Resolução SEE/MG Nº 2.197, de 26 de outubro de 2012.
SEÇÃO II 
A Educação Especial, modalidade transversal a todas as etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, destinada aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, devendo ser prevista no PPP e no Regimento Escolar (art.44).
Portanto este Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade garante a matrícula, o acesso, percurso e permanência dos alunos (as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação. Para tanto usaremos de todos os recursos pedagógicos, intervenções com psicólogos, fonaudiólogos, fisioterapeutas, assistente social e outros profissionais que necessários se fizer, para nos dar apóio e aos nossos educandos a fim de que tenham o sucesso desejado. Ainda estamos montando uma sala de recursos multifuncionais, que deverá ter como profissional um pedagogo com amplo conhecimento didáticos de psicologia, sociologia, metodologia, técnicas, legislação, a fim de atender estes alunos (as) em horário extra turno, a fim de eliminarmos as barreiras e termos a plena participação de todos sem quaisquer forma de exclusão, discriminação, considerando as necessidades específicas de cada um (a) em constante articulação com os demais serviços ofertados.
Resolução nº4, CNE/CEB, de 2  de outubro de 2009 e Resolução SEE/MG Nº 2.197, de 26 de outubro de 2012.
Atendimento Educacional Especializado

Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial.
“Os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
Art. 2º O AEE tem como função complementar ou suplementar na formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.
Art. 5º O AEE é realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Município

PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE

Art. 6º Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou suplementar.
Art. 9º A elaboração e a execução do plano de AEE são de competência dos professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE, em articulação com os demais professores do ensino regular, com a participação das famílias e em interface com os demais serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros necessários ao atendimento.
Art. 10. O projeto político pedagógico da escola de ensino regular deve institucionalizar a oferta do AEE prevendo na sua organização:
I - sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos;
II -matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola;
III - cronograma de atendimento aos alunos;
IV - plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas;
V - professores para o exercício da docência do AEE;
VI - outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção;
VII - redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE.
Parágrafo único. Os profissionais referidos no inciso VI atuam com os alunos público-alvo da Educação Especial em todas as atividades escolares nas quais se fizerem necessários.
Art. 12. Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial.”

Resolução n.º 004 CNE/CEB de julho de 2010
Seção II
Educação Especial
Art. 29. A Educação Especial, como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, devendo ser prevista no projeto político-pedagógico da unidade escolar.
§ 1º Os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar ou suplementar à escolarização, ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de AEE da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
§ 2º Os sistemas e as escolas devem criar condições para que o professor da classe comum possa explorar as potencialidades de todos os estudantes, adotando uma pedagogia dialógica, interativa, interdisciplinar e inclusiva e, na interface, o professor do AEE deve identificar habilidades e necessidades dos estudantes, organizar e orientar sobre os serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade para a participação e aprendizagem dos estudantes.
§ 3º Na organização desta modalidade, os sistemas de ensino devem observar as seguintes orientações fundamentais:
I - o pleno acesso e a efetiva participação dos estudantes no ensino regular;
II - a oferta do atendimento educacional especializado;
III - a formação de professores para o AEE e para o desenvolvimento de práticas educacionais inclusivas;
IV - a participação da comunidade escolar;
V - a acessibilidade arquitetônica, nas comunicações e informações, nos mobiliários e equipamentos e nos transportes;
VI - a articulação das políticas públicas intersetoriais. "Viva e cresça com a diferença"
A Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade assume a identidade de escola inclusiva que, na sua concepção, PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
é aquela que se organiza para não só acolhe alunos com necessidades educacionais especiais, mas que se compromete em assegurar a todos, as melhores condições de interação e desenvolvimento global, seja em classes regulares ou em classes especiais, denominadas de Classes Integradas.
Os alunos incluídos vivenciam um currículo adaptado, de acordo com suas possibilidades e limitações frente à aprendizagem, nas diferentes áreas do conhecimento. Este currículo é geralmente adaptado a partir do estabelecido para cada série/ano, após o estudo das necessidades e reais condições de cada aluno(a).
Adaptações Curriculares
Procuramos fazer com que as adaptações curriculares no nível individual incorporem, ao máximo, as importantes vivências coletivas propostas à classe e ao colégio como um todo e o grau de dificuldade das propostas vai sendo dosado conforme os avanços obtidos por cada um(a).
Seguindo os princípios (documentos/legislação) orientadores para uma escola de qualidade para todos, a escola INCLUSIVA, o aspecto das “Adaptações Curriculares” coloca-se como fundamental.
Adaptações Curriculares são ajustes ou modificações que deverão ocorrer nos objetivos, conteúdos, critérios de avaliação, temporalidade ou nas atividades de ensino-aprendizagem, para atender à diversidade de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais.
Essas adaptações são realizadas de forma espontânea / rotineira, no âmbito da sala de aula sob a responsabilidade do (a) professor (a), dentro de atividades comuns à sala, como também, no âmbito mais amplo do aspecto acadêmico do colégio.
Nesse sentido, a Secretaria Municipal da Educação juntamente com a direção e equipe pedagógica da escola  presta uma assessoria específica aos profissionais que atuam com o (a) aluno (a) com NEE, a fim de construir, junto aos mesmos, as necessárias adaptações. Materiais específicos também são  adquiridos ou construídos pelas coordenadoras e professoras acompanhantes-pedagógicas, para favorecerem a participação dos referidos alunos na dinâmica da sua sala e facilitar a gestão da classe pelo (a) professor (a).
Apesar da proposta/atividade adaptada ser, prioritariamente, contextualizada dentro do que é proposto regularmente ao grupo-classe, ela poderá se distanciar significativamente nos seus objetivos, no nível de desafio, pois ela deverá atender às necessidades individuais de cada aprendiz.
Avaliação Diferenciada
Na avaliação, promoção do aluno N.E.E., diversos aspectos estão “envolvidos”, desde os aspectos socioafetivos (estabilidade emocional, interação com o grupo-classe, autonomia) até os aspectos cognitivos, referentes a avanços possíveis que ocorreram e os que poderiam ter ocorrido, mas que por alguma inadequação (familiar/escolar) não puderam ser assegurados. A partir disso,  o professor(a) reavalia seu planejamento fazendo as adequações necessárias, visando garantir-lhe melhores condições gerais para seguir no curso da aprendizagem.
Para casos extremos de defasagem quanto às condições de aprendizagem ou faixa etária, planeja-se uma Diversificação Curricular, compondo-se um Plano Individualizado de Ensino (P.I.E.), no qual serão traçadas metas essenciais de socialização, auto-cuidados e construções conceituais básicas, úteis, funcionais na vida diária do aprendiz, de modo a melhor prepará-lo para uma atuação mais autônoma na vida social.
Modalidades de Apoio
Apoio Psicopedagógico - É um serviço realizado em horário extra-escolar, que objetiva desenvolver e potencializar as condições reais de aprendizagem de cada aluno(a), respeitando o nível de desenvolvimento em que cada um(a) se encontra, utilizando-se de recursos diferenciados.
Essa modalidade de apoio tem um caráter  preventivo, visando  potencializar as condições básicas de aprendizagem preservadas do educando, a fim de que, no futuro, os déficits reais comprometam menos as suas aquisições do conhecimento. O nosso investimento primordial é na construção da autonomia, na produtividade e na integração ao ambiente escolar e na vida cidadã.
Sala de Recursos
É um serviço criado para auxiliar os professores (as) de sala no atendimento diferenciado aos alunos com necessidades educacionais especiais, no contra turno do  horário de trabalho, visando assegurar-lhes uma orientação mais individualizada, minimizando, assim, as suas dificuldades de aprendizado.
Os alunos que participam desse serviço são encaminhados por seus professores para a Sala de Recursos, em PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG


PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
 horários combinados. O atendimento deve ser  feito em duplas e as atividades que lá se realizarem serão construídas pela(s) própria(s) professora(s) da classe, podendo ser adaptadas pela educadora responsável por esse serviço.
PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE
 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A avaliação da aprendizagem dos alunos, realizada pelos professores, em conjunto com toda a equipe pedagógica da escola, parte integrante da proposta curricular e da implementação do currículo, redimensionadora da ação pedagógica, deve:
I - assumir um caráter processual, formativo e participativo;
II - ser contínua, cumulativa e diagnóstica;
III - utilizar vários instrumentos, recursos e procedimentos;
IV - fazer prevalecer os aspectos qualitativos do aprendizado do aluno sobre os quantitativos;
V - assegurar tempos e espaços diversos para que os alunos com menor rendimento tenham condições de ser devidamente atendidos ao longo do ano letivo;
VI - prover, obrigatoriamente, intervenções pedagógicas, ao longo do ano letivo, para garantir a aprendizagem no tempo certo;
VII - assegurar tempos e espaços de reposição de temas ou tópicos dos Componentes Curriculares, ao longo do ano letivo, aos alunos com frequência insuficiente;
VIII - possibilitar a aceleração de estudos para os alunos com distorção idade/ano de escolaridade.
            Na avaliação da aprendizagem, da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade deverá utilizar procedimentos, recursos de acessibilidade e instrumentos diversos, tais como: a observação, o registro descritivo e reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos, os portifólios, exercícios, entrevistas, provas, testes, questionários, adequando-os à faixa etária e às características de desenvolvimento do educando e utilizando a coleta de informações sobre a aprendizagem dos alunos como diagnóstico para as intervenções pedagógicas necessárias.
Parágrafo único. As formas e procedimentos utilizados pela Escola para diagnosticar, acompanhar e intervir, pedagogicamente, no processo de aprendizagem dos alunos, devem expressar, com clareza, o que é esperado do educando em relação à sua aprendizagem e ao que foi realizado pela Escola, devendo ser registrados para subsidiar as decisões e informações sobre sua vida escolar.
A análise dos resultados da avaliação interna da aprendizagem realizada pela Escola e os resultados do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública - SIMAVE-, constituído pelo Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica - PROEB -, pelo Programa de Avaliação da Alfabetização - PROALFA - e  devem ser considerados para elaboração, anualmente, pela Escola, do Plano de Intervenção Pedagógica (PIP).
A progressão continuada, com aprendizagem e sem interrupção, nos Ciclos da Alfabetização e Complementar está vinculada à avaliação contínua e processual, que permite ao professor acompanhar o desenvolvimento e detectar as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelo aluno, no momento em que elas surgem, intervindo de imediato, com estratégias adequadas, para garantir as aprendizagens básicas.
*OBSERVAÇÃO. A progressão continuada nos anos iniciais do Ensino Fundamental deve estar apoiada em intervenções pedagógicas significativas, com estratégias de atendimento diferenciado, para garantir a efetiva aprendizagem dos alunos no ano em curso.
A Escola e os professores, com o apoio das famílias e da comunidade, devem envidar esforços para assegurar o progresso contínuo dos
alunos no que se refere ao seu desenvolvimento pleno e à aquisição de aprendizagens significativas, lançando mão de todos os recursos disponíveis, e
ainda:
I - criando, ao longo do ano letivo, novas oportunidades de aprendizagem para os alunos que apresentem baixo desempenho escolar;
II - organizando agrupamento temporário para alunos de níveis equivalentes de dificuldades, com a garantia de PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG



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aprendizagem e de sua integração nas  atividades cotidianas de sua turma;
III - adotando as providências necessárias para que a operacionalização do princípio da continuidade não seja traduzida como “promoção automática” de alunos de um ano ou ciclo para o seguinte, e para que o combate à repetência não se transforme em descompromisso com o ensino-aprendizagem.
A progressão parcial, que deverá ocorrer a partir do 6º ano do ensino fundamental, deste para o ensino médio, é o procedimento que permite ao aluno avançar em sua trajetória escolar, possibilitando-lhe novas oportunidades de estudos, no ano letivo seguinte, naqueles aspectos dos Componentes Curriculares nos quais necessita, ainda, consolidar conhecimentos, competências e habilidades básicas.
Poderá beneficiar-se da progressão parcial, em até 3 (três) Componentes Curriculares, o aluno que não tiver consolidado as competências básicas exigidas e que apresentar dificuldades a serem resolvidas no ano subsequente.
§ 1º O aluno em progressão parcial no 9º ano do Ensino Fundamental tem sua matrícula garantida no 1º ano do Ensino Médio nas Escolas da Rede Pública Estadual, onde deve realizar os estudos necessários à superação das deficiências de aprendizagens evidenciadas nos tema(s) ou tópico(s) no(s)
respectivo(s) componente(s) curricular(es). ( Nos conclusão do 9º ano, fazer constar do histórico escolar).
§ 2º Ao aluno em progressão parcial devem ser assegurados estudos orientados, conforme Plano de Intervenção Pedagógica elaborado,
conjuntamente, pelos professores do(s) Componente(s) Curricular(es) do ano anterior e do ano em curso, com a finalidade de proporcionar a superação das defasagens e dificuldades em temas e tópicos, identificadas pelo professor e discutidas no Conselho de Classe.
§ 3º Os estudos previstos no Plano de Intervenção Pedagógica devem ser desenvolvidos, obrigatoriamente, pelo(s) professor(es) do(s) Componente(s)
Curricular(es) do ano letivo imediato ao da ocorrência da progressão parcial.
§ 4º O cumprimento do processo de progressão parcial pelo aluno poderá ocorrer em qualquer época do ano letivo seguinte, uma vez resolvida a
dificuldade evidenciada no(s) tema(s) ou tópico(s) do(s) Componentes Curricular(es).

FREQUÊNCIA:

É exigida do aluno a frequência mínima obrigatória de 75% da carga horária anual total.
OBS: No caso de desempenho satisfatório do aluno e de frequência inferior a 75%, no final do período letivo, a Escola deve usar o recurso da
reclassificação para posicionar o aluno no ano seguinte de seu percurso escolar.
A Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade deve oferecer aos alunos diferentes oportunidades de aprendizagem definidas em seu Plano de Intervenção Pedagógica, ao longo de todo o ano letivo, após cada bimestre e no período de férias, a saber:
I - estudos contínuos de recuperação, ao longo do processo de ensino aprendizagem, constituídos de atividades especificamente programadas para o atendimento ao aluno ou grupos de alunos que não adquiriram as aprendizagens básicas com as estratégias adotadas em sala de aula;
II - estudos periódicos de recuperação, aplicados imediatamente após o encerramento de cada bimestre, para o aluno ou grupo de alunos que não
apresentarem domínio das aprendizagens básicas previstas para o período;
III - estudos independentes de recuperação, no período de férias escolares, com avaliação antes do início do ano letivo subsequente, quando as
estratégias de intervenção pedagógica previstas nos incisos I e II não tiverem sido suficientes para atender às necessidades mínimas de aprendizagem do aluno.
Parágrafo único. O plano de estudos independentes de recuperação, para o aluno que ainda não apresentou domínio no(s) tema(s) ou tópico(s)
necessário(s) à continuidade do percurso escolar, deve ser elaborado pelo professor responsável pelo Componente Curricular e entregue ao aluno, no
período compreendido entre o término do ano letivo e o encerramento do ano escolar.
PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS- MG


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A Escola deve garantir, no ano em curso, estratégias intervenção pedagógica, para atendimento dos alunos que, após todas as ações de ensino aprendizagem e oportunidades de recuperação previstas no art. 78 da Res. Nº 2.197 ainda apresentarem deficiência.

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BASE COMUM E PARTE DIVERSIFIDA DO CURRICULO:


DOS COMPONENTES CURRICULARES DO  1º AO 9ºANO ASSIM DISTRIBUÍDOS:

  • Língua Portuguesa
  • Matemática
  • História
  • Geografia
  • Ciências
  • Educação religiosa
  • Educação Física
  • Geometria       5º ano
  • Literatura        5º ano
  • Inglês              5º ano
      III – Ciclo Intermediário, com a duração de dois anos (02) de escolaridade:
      a) 6º ano
      b) 7º ano
  • Língua Português
  • Matemática
  • História
  • Geografia
  • Ciências
  • Educação Religiosa
  • Educação Física
  • Língua estrangeira moderna – Inglês
  • Geometria
  • Literatura  6º ano
IV – Ciclo da Consolidação, com duração de dois (02) anos de escolaridade:
a) 8º ano
b) 9º ano
·         Língua Portuguesa
·        Matemática
·        História
·        Geografia
·        Ciências
·        Geometria
·        Educação Religiosa
·        Educação Física
·        Língua estrangeira moderna – Inglês
·        Literatura 8º ano
·        Arte 9º ano

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DOS CICLOS DA ALFABETIZAÇÃO ,COMPLEMENTAR, INTERMEDIÁRIO E DA CONSOLIDAÇÃO

  A contextualização de projetos e idéias é o meio mais seguro de alcançarmos o aperfeiçoamento e a concretização de transformações. Respeitando o passado e as tradições, não estaremos impedindo o despertar da consciência, mas fomentando o respeito às diferenças, assim como reverência ao progresso das pessoas e seu aprimoramento e valorizando o que esse aperfeiçoamento trará o progresso social. Durante o processo dos estudos para construção do Projeto Pedagógico, discutimos sobre as principais abordagens teórico-pedagógicas:
As discussões foram importantes para chegarmos a seguinte conclusão: professor deve estar a par das teorias e tendências pedagógicas ao problematizar suas questões do cotidiano e ao pensar sua prática, sem contudo estar firmemente preso a uma delas. Deve, antes de tudo procurar o melhor de cada uma, seguindo uma aplicação cuidadosa que permita avaliar sua eficiência.
Devemos ressaltar que as teorias são importantes, mas cabe ao professor construir sua prática embasado nelas, elas são elementos norteadores e não "receitas" prontas.

§ 2º Ao final do Ciclo da Alfabetização, na área da Matemática, todos os alunos devem compreender e utilizar o sistema de numeração, dominar os fatos fundamentais da adição e subtração, realizar cálculos mentais com números pequenos, dominar conceitos básicos relativos a grandezas e medidas, espaço e forma e resolver operações matemáticas com autonomia
Considerando que o processo de alfabetização e o zelo com o letramento são a base de sustentação para o prosseguimento de estudos, com sucesso, as Escolas devem organizar suas atividades de modo a assegurar aos alunos um percurso contínuo de aprendizagens e a articulação do Ciclo da Alfabetização com o Ciclo Complementar.
O Ciclo da Alfabetização, a que terão ingresso os alunos com seis anos de idade, terá suas atividades pedagógicas organizadas de modo a assegurar que, ao final de cada ano, todos os alunos tenham garantidos, pelo menos, os seguintes direitos de aprendizagem:
I- 1º Ano:
a) desenvolver atitudes e disposições favoráveis à leitura;
b) conhecer os usos e funções sociais da escrita;
c) compreender o princípio alfabético do sistema da escrita;
d) ler e escrever palavras e sentenças.
II - 2º Ano:
a) ler e compreender pequenos textos;
b) produzir pequenos textos escritos;
c) fazer uso da leitura e da escrita nas práticas sociais.
III - 3º Ano:
a) ler e compreender textos mais extensos;
b) localizar informações no texto;
c) ler oralmente com fluência e expressividade;
d) produzir frases e pequenos textos com correção ortográfica.
§ 1º Ao final do Ciclo da Alfabetização, todos os alunos devem ter consolidado as capacidades referentes à leitura e à escrita necessárias para expressar-se, comunicar-se e participar das práticas sociais letradas, e ter desenvolvido o gosto e apreço pela leitura.
O CICLO COMPLEMENTAR, com o objetivo de consolidar a alfabetização e ampliar o letramento, terá suas atividades pedagógicas organizadas de modo a assegurar que todos os alunos, ao final de cada ano, tenham garantidos, pelo menos, os seguintes direitos de aprendizagem:
I - 4º ano:
a) produzir textos adequados a diferentes objetivos, destinatários e contextos;
b) utilizar princípios e regras ortográficas e conhecer as exceções;
c) utilizar as diferentes fontes de leitura para obter informações adequadas
a diferentes objetivos e interesses;
d) selecionar textos literários segundo seus interesses.

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II - 5º Ano:
 a) produzir, com autonomia, textos com coerência de ideias, correção ortográfica e gramatical;
b) ler, compreendendo o conteúdo dos textos, sejam informativos, literários, de comunicação ou outros.
§ 1º Ao final do Ciclo Complementar, todos os alunos deverão ser capazes de ler, compreender, retirar informações contidas no texto e redigir com coerência, coesão, correção ortográfica e gramatical.
§ 2º Ao final do Ciclo Complementar, na área da Matemática, todos os alunos devem dominar e compreender o uso do sistema de numeração, os fatos fundamentais da adição, subtração, multiplicação e divisão, realizar cálculos mentais, resolver operações matemáticas mais complexas, ter conhecimentos básicos relativos a grandezas e medidas, espaço e forma e ao
tratamento de dados em gráficos e tabelas.
A PROGRAMAÇÃO CURRICULAR DOS CICLOS DA ALFATIZAÇÃO E COMPLEMENTAR,
Tanto no campo da linguagem quanto no da Matemática, deve ser estruturada de forma a, gradativamente, ampliar capacidades e conhecimentos, dos mais simples aos mais complexos, contemplando, de maneira articulada e simultânea, a alfabetização e o letramento.
 Na organização curricular dos ciclos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, os Componentes Curriculares devem ser abordados a partir da prática vivencial dos alunos, possibilitando o aprendizado significativo e contextualizado:
I - Os eixos temáticos dos Componentes Curriculares Ciências, História e Geografia devem ser abordados de forma articulada com o processo de alfabetização e letramento e de iniciação à Matemática, crescendo em complexidade ao longo dos Ciclos.
II - A questão ambiental contemporânea deve ser abordada partindo da realidade local, mobilizando as emoções e a energia das crianças para a preservação do planeta e do ambiente onde vivem.
III - O Componente Curricular Arte deve oportunizar aos alunos momentos de recreação e ludicidade, por meio de atividades artísticoculturais.
VI - O Ensino Religioso deve reforçar os laços de solidariedade na convivência social e de promoção da paz. A Escola Municipal Anísio Acelino deve, ao longo de cada ano dos Ciclos da Alfabetização e Complementar, acompanhar, sistematicamente, a aprendizagem dos alunos, utilizando estratégias e recursos diversos para sanar as dificuldades
evidenciadas no momento em que ocorrerem e garantir a progressão continuada dos alunos.

DOS CICLOS INTERMEDIÁRIO E DA CONSOLIDAÇÃO
A passagem dos alunos dos ciclos dos anos iniciais para os ciclos dos anos finais do Ensino Fundamental deverá receber atenção especial da Escola, a fim de se garantir a articulação sequencial necessária, especialmente entre o Ciclo Complementar e o Ciclo Intermediário, em face das demandas diversificadas exigidas dos alunos, pelos diferentes professores, em
contraponto à unidocência dos anos iniciais.
Atenção: A Escola deverá, ainda, articular com a Rede Municipal de Ensino, para evitar obstáculos de acesso aos ciclos dos anos finais do Ensino Fundamental, dos alunos que se transfiram de uma rede para outra, para completar esta etapa da Educação Básica. Art. 67 da Res. 2.197 SEE/MG Os Ciclos Intermediário e da Consolidação do Ensino Fundamental, com o objetivo de consolidar e aprofundar os conhecimentos, competências e habilidades adquiridos nos Ciclos da Alfabetização e Complementar, terão suas atividades pedagógicas organizadas de forma gradativa e crescente em complexidade, considerando os Conteúdos Básicos Comuns – CBC, de modo a assegurar que, ao final desta etapa, todos os alunos tenham garantidos, pelo menos, os seguintes direitos de aprendizagem:
I - Linguagens:
a) Língua Portuguesa:
- ler, de maneira autônoma, textos de diferentes gêneros, construindo a compreensão global do texto, identificando informações explícitas e implícitas, produzindo inferências, reconhecendo as intenções do enunciador e sendo capazes de aderir ou recusar as ideias do autor;
- identificar e utilizar os diversos gêneros e tipos textuais que circulam na sociedade para a resolução de problemas cotidianos que requerem o uso da língua;
- produzir textos orais e escritos, com coerência, coesão e correção ortográfica e gramatical, utilizando os PREFEITURA MUNICIPAL DE VIEIRAS. MG

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recursos sociolinguísticos adequados ao tema proposto, ao gênero, ao destinatário e ao contexto de produção;
- analisar e reelaborar seu próprio texto segundo critérios adequados aos objetivos, ao destinatário e ao contexto de circulação previstos; - desenvolver atitudes e procedimentos de leitor e escritor para a construção autônoma de conhecimentos necessários a uma sociedade baseada em informação e em constante mudança.
b) Língua Estrangeira moderna:
- compreender textos de diferentes gêneros em Língua Estrangeira moderna, bem como suas condições de produção e de recepção;
- produzir textos escritos em Língua Estrangeira moderna, coesos e coerentes e com correção lexical e gramatical, considerando as condições de produção e circulação;
- utilizar a linguagem oral da Língua Estrangeira moderna como instrumento de interação sociocomunicativa.
c) Arte:
- saber se expressar artisticamente, articulando a percepção, imaginação, emoção, sensibilidade e reflexão em suas produções artísticas visuais, corporais, cênicas e musicais, compreendendo a arte em todas as suas linguagens e manifestações;
- apreciar e analisar criticamente produções artísticas (artes visuais, dança, teatro e música), estabelecendo relações entre análise formal, contextualização, pensamento artístico e identidade cultural;
- refletir acerca da manifestação artística, sobre si próprio e sobre a experiência estética.
d) Educação Física:
- reconhecer o potencial do esporte, dos jogos, das brincadeiras, da dança e da ginástica para o desenvolvimento de atitudes e de valores democráticos de solidariedade, respeito, autonomia, confiança, liderança;
- conhecer as modalidades esportivas, sua história, suas regras, movimentos técnicos e táticos, bem como as diferenças na forma de apresentação dos esportes;
 - conhecer e identificar os elementos constitutivos da dança, utilizando as múltiplas linguagens corporais, possibilitando a superação dos preconceitos, bem como conhecer e identificar diversos jogos e brincadeiras da nossa e de outras culturas;
- compreender os riscos e benefícios das atividades e práticas esportivas na promoção da saúde e qualidade da vida.
II - Matemática:
- comparar, ordenar e operar com números naturais, inteiros, racionais, interpretando e resolvendo situações-problema;
- Identificar e resolver situações-problema que envolvam proporcionalidade direta e inversa; porcentagem e juros; equações de primeiro e segundo graus; sistemas de equações de primeira grau; conversão de medidas; cálculo de perímetro, de área, de volume e capacidade; probabilidade; utilização de linguagem algébrica;
- reconhecer as principais relações geométricas entre as figuras planas;
- interpretar e utilizar informações apresentadas em tabelas e gráficos.
III - Ciências da Natureza:
- compreender a inter-relação dos seres vivos entre si e com o meio ambiente;
- identificar os conhecimentos físicos, químicos e biológicos presentes no cotidiano;
- compreender o processo de reprodução na evolução e diversidade das espécies, a sexualidade humana, métodos contraceptivos e doenças
sexualmente transmissíveis;
- compreender o efeito das drogas e suas consequências no convívio social.
IV - Ciências Humanas:
a) História:
- compreender as relações da natureza com o processo sociocultural, político e econômico, no passado e no presente;
- reconhecer e compreender as diferentes relações de trabalho na realidade atual e em outros momentos históricos;
- compreender o processo de formação dos povos, suas lutas sociais e conquistas, guerras e revoluções, assim como cidadania e cultura no mundo contemporâneo;
- realizar, autonomamente, trabalhos individuais e coletivos usando fontes históricas.

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b) Geografia
- compreender as relações de apropriação do território, associadas ao exercício da cidadania, à importância da natureza para o homem, bem como às questões socioambientais;
- compreender as formações socioespaciais do campo e da cidade, sua relação com a modernização capitalista, bem como o papel doEstado e das classes sociais, a cultura e o consumo na interação entre o campo e a cidade;
- compreender o processo de globalização, os problemas socioambientais e novos modos de vida, dentro de uma perspectiva de desenvolvimento humano, social e econômico sustentável.
V- Ensino Religioso:
- compreender a religiosidade como fenômeno próprio da vida e da história humana, desenvolvendo um espírito de fraternidade e tolerância em relação às diferentes religiões; - refletir sobre os princípios éticos e morais, fundamentais para as relações
humanas, orientados pelas religiões, e agir segundo esses princípios.
Nos ciclos finais do Ensino Fundamental, os alunos deverão, ainda, ser capazes de ler e compreender textos de diferentes gêneros, inclusive os específicos de cada Componente Curricular, e produzir, com coerência e coesão, textos da mesma natureza, utilizando-se dos recursos gramaticais e linguísticos adequados.

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METODOLOGIA DO ENSINO

O trabalho pedagógico na Escola Municipal Anísio Acelino De Andrade parte de uma concepção humanista de educação, tendo como base os PCNs e a fundamentação teórica de alguns pensadores.
Jean Piaget em “As Leis do Equilíbrio”, diz que para a aprendizagem acontecer é preciso o desequilíbrio, algumas incertezas, para assimilar novas informações, formulando hipóteses sobre elas e surgirá, então, a acomodação e o reequilíbrio.
Lev Semenovick Vygotsky, diz que a construção do conhecimento se dá de acordo com o seu ambiente histórico e social, um ir e vir constante do nível real (autonomia) para o nível de conhecimento potencial (possibilidade).
Ausubel, quando o aluno coloca significado no que aprende, ou seja, faz a relação da teoria com o mundo real, então, acontece a assimilação dos conteúdos.
Uma concepção de metodologia que considere e respeite o fazer humano deve ter a característica da construção e transformação contínua, procurando permanente evolução.
Tal fazer não tem receitas prontas ou se constitui em um método. Partindo da pluralidade e diversidade da essência humana, desafiá-la, questioná-la, ampliá-la não podem ser ações únicas, devendo ser inspiradas por princípios claros, mas adaptadas a cada indivíduo e situação com engenho e arte.
Na prática escolar são as reflexões metodológicas que, fundadas nas concepções de homem, mundo, sociedade e educação, num diálogo vivo, questionador, que dimensiona o conhecimento histórico das experiências sociais, contextualizam o ser como humano e a sociedade como espaço vivencial.
Enfim, a metodologia Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade deve ser:

Questionadora: na medida em que apresenta as contradições básicas da vida com problemas que desafiam as pessoas nela envolvidas;
Integradora: na medida em que possibilita às pessoas captarem o desafio e relacionarem com todas as dimensões da vida;
Crítica: na medida em que oportuniza a busca das causas dos problemas existenciais, sociais e políticos.
Impulsionadora da ação: na medida em que, ao responderem os desafios, as pessoas sintam-se comprometidas no processo de transformação de sua realidade;
Dialógica: na medida em que elas são chamadas a conhecer, a elaborar o seu conhecimento, quando se encontram em autêntica comunicação com outras pessoas;
Criativa: na medida em que oferece a elas a possibilidade de construir seu saber, partilhando suas experiências, inventando e reinventando seu mundo, criando sua cultura e forjando seu destino como seres históricos;
Permanente: na medida em que, considerando os alunos como seres inacabados, numa realidade igualmente inacabada, dá-lhes a chance de refazerem, na ação-reflexão, constantemente, sua realidade existencial, tendo em vista sua plena libertação, em busca do saber.

ESTRATÉGIAS

Promover e desenvolver práticas esportivas, artísticas e culturais em parceria com a Secretaria de esportes, Secretaria de saúde e voluntários;
Concentrar esforços nas disciplinas e séries que apresentam índices mais baixos de rendimento;  Estimular a participação no processo ensino-aprendizagem.

 Problemas elencados na elaboração do PPP.

• Falta de participação da família no processo educacional;
• Falta de articuladores na comunidade escolar;
• Deficiência na aprendizagem dos alunos;

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• Falta de determinados profissionais (assistente social, psicólogos/as, pedagogos/as, psicólogos...);
• Contra-valores (passa a ser regra o contra-valor como: desrespeito, deseducação, grosseria, etc.)
 • Falta de orientadores/as pedagógicos/as psicopedagogos, para realizar um trabalho de articulação entre os alunos/as visando melhoria na qualidade do ensino e da aprendizagem;

Metas
Ø  Promover pelo menos uma reunião bimestral informativa e de sensibilização com os e ou conviventes pais dos alunos;
Ø  Ampliar o índice de aprovação, reduzir a reprovação, reduzir a evasão;
Ø  Diminuir a indisciplina;
Ø  Reunir em Conselho de classe para avaliação e acompanhamento dos alunos bimestralmente junto à equipe gestora e professores.
Ø Implantar o PIP;
Ø Promover semanalmente os módulos;
• Avaliação diagnóstica processual que leve em consideração todo o tempo de permanência e atuação do/a aluno/a em sala de aula;
• Procurar conhecer o/a aluno/a;
• Buscar o comprometimento e participação dos pais/responsáveis na educação escolar;
• Apoio pedagógico aos professores;
• Articulação do trabalho pedagógico entre disciplina - interdisciplinaridade;
• Departamentos por disciplina ou área de estudo, laboratórios, oficinas (encaminhamento de projetos aos órgãos competentes);
• Atendimento extra-classe;
• Gerenciamento dos recursos financeiros de maneira mais participativa, visando também, e primordialmente, as questões pedagógicas.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

            O Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade pretenda estabelecer um norteamento para os trabalhos pedagógicos que se desenvolverão na escola, garantindo a conquista e a consolidação de sua autonomia. O Projeto Político Pedagógico é, o instrumento que explicita a intencionalidade da escola como instituição, indicando seu rumo e sua direção.
            A participação e a construção de uma nova educação que tenha a cara da nossa realidade e dos nossos sonhos não é apenas resultado de leis  que criem novas formas de funcionamento e de organização da educação. È fruto também do nosso compromisso com um projeto de sociedade e de Educação e de nossa ação concreta no dia a dia, na escola e no contexto das políticas educacionais.
            O Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Anísio Acelino de Andrade apóia-se: 

            - NO ENVOLVIMENTO DE UMA CONSCIÊNCIA CRÍTICA E COLETIVA;
            - NO ENVOLVIMENTO DAS PESSOAS: A COMUNIDADE INTERNA E EXTERNA DA ESCOLA;
            - NA PARTICIPAÇÃO E NA COOPERAÇÃO DAS VÁRIAS ESFERAS DO GOVERNO MUNICIPAL;
            - NA AUTONOMIA, RESPONSABILIDADE E CRIATIVIDADE COMO PROCESSO E COMO PRODUTO DO PROJETO.


“O projeto da escola depende sobretudo da ousadia dos seus agentes, de cada um assumir-se como tal, partindo da cara que tem, com  o seu cotidiano e seu tempo e espaço.
       Um Projeto Político Pedagógico constrói-se de forma interdisciplinar. Não basta trocar de teoria como se ela pudesse salvar a escola.  A escola que precisa ser salva não merece ser salva”. (Gadotti,2001)
        
A proposta Política Pedagógica da Pré escola, dos Anos Iniciais Finais do Ensino Fundamental, ou seja do 6º ao 9º ano e EJA em todos os conteúdos segue orientada pelos Descritores, Matriz Curricular CBC e PCNs  do estado de Minas Gerais.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

·         BRAIL, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental.
·         Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF , 1998.
·         Coletânea AMAE / para Educação e Cultura.
·         Jornal do Projeto Político Pedagógico.
·         Parâmetros Nacionais da Educação Fundamental.
·         Descritores.
·         Cadernos de Alfabetização EALE.
·         Resolução SEE/MG Nº 2.197, de 26 de outubro de 2012.
·         Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei n°.8.069/90
·         (Revista ANDE, nº11/86)
·         Lei 10.639
·         lei 11.645” e Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008
·         lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,  e acrescenta dispositivo ao decreto nº 6.253, de 13 de novembro de 2007 e nas Resoluções do Conselho Nacional de Educação nº 4, de 13 de julho de 2010, nº 7, de 14 de dezembro de 2010 e nº 2, de 30 de janeiro de 2012, nos parece3res do Conselho Estadual nº 1132, de 12 de dezembro de 1997, e nº 1 158, de 11 de dezembro de 1998
·         Comportamentalismo (Mizukamini, 1986).
·         Humanismo (Carl Rogers)
·         Cognitivismo (Piaget, segundo Chiarottino, 1984, p.33)
·         Abordagem Crítico-Social dos Conteúdos . (Revista ANDE, nº11/86)
·         Pedagogia Poética (Trecho poético//96)
·         Teoria das Inteligências Múltiplas Daniel Goleman, jornalista e psicólogo norte-americano (Universidade de Harvard)
·          Goleman (inteligência intrapessoal)

  PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA ESCOLA MUNICIPAL ANÍSIO ACELINO DE ANDRADE

SANTO ANTÔNIO DO GLÓRIA, 28 DE FEVEREIRO DE 2013






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MARIA DE FÁTIMA SILVEIRA
 REGISTRO 85362
GESTORA ESCOLAR